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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Juazeiro - Ziziphus joazeiro


Nome científico: Ziziphus joazeiro Mart.
Família: Rhamnaceae
Sinônimos: Zizyphus. gardneri Reiss.
Nomes vulgares: Nomes populares – juazeiro, joazeiro, joá, juá, juá-espinho, juá-fruta, enjuá e laranjeira-de-vaqueiro. 
Origem/significado do nome: 
O nome do fruto – juá – é de origem tupi e vem de “a-ju-á”, que significa “fruto colhido dos espinhos”.


Distribuição geográfica: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.  Cresce nos campos abertos ou nas caatingas dos sertões do polígono das secas. Vegeta no nordeste do Brasil (do Piauí até o norte de Minas Gerais).




Informações ecológicas – Planta perenifólia, heliófita e seletiva higrófila, característica e exclusiva de várzeas da região semi-árida (caatinga). Seu profundo sistema radicular permite retirar água do subsolo para manter- se verde mesmo durante o período de estiagem. Prefere solos aluviais argilosos, mas cresce também em tabuleiros áridos e pedegrosos. Lugar na sucessão vegetal: planta secundária. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis, que são amplamente disseminadas pelos animais.


O juazeiro quase sempre cresce onde há água no subsolo, baixadas úmidas ou situações semelhantes. Quando germina fora desses ambientes, para sobreviver durante a estiagem, despe-se das folhas, igualmente às suas companheiras da caatinga.


Hábito e porte: Árvore de 4 a 10 metros de altura, que cresce com porte variável conforme o local onde se desenvolve. Em boas condições de água e fertilidade do solo, chega a atingir cerca de 12 metros e proporcional tamanho de sua copa, que, geralmente, vem até próximo ao solo. O tronco pode ser simples ou dividido e distâncias variáveis da base, tendo 10 m ou mais de altura e 60 cm ou mais de diâmetro, com acúleos retos, casca cinérea com rimas logitudinais superficiais, por fim lisa; raminhos novos de cascacinéreo-oliva, divaricados, flexuosos, redondos, cobertos, com os pecíolos e pedúnculos, de tênue pilosidade só visível com a lente.

Folhas: de 5-7 ou até 10 cm de comprimento e 3-5 cm de largura, pecioladas, largo-ovais, cordiformes na base, agudas ou meio acuminadas, levemente coriáceas, lisas, meio reluzentes, serrilhadas, glabras, mas pubescentes nas nervuras da face dorsal, de cor verde-forte, as inferiores o mais das vezes elíptica, obtusas e as outras menores; estípulas freqüentemente caducas, transformando-se em acúleos retos, assovelados. 
A epiderme superior da folha deste vegetal é desprovida de estômatos e de pelos. Suas células têm paredes sinuosas o que lhes aumenta a resistência contra as compressões. A epiderme inferior possui muitos estômatos, do tipo comum e pelos simples, unicelulares. É notória nesta epiderme, a grande enervação, que confere a estas folhas, um aspecto coriáceo. 

Flores: pequenas, reunidas em inflorescência axilar cimosa, com ramos pilosos; melíferas.  Inflorescência em cimeiras quase globosas, multifloras, pedúnculos curto-dicótomo, igual ou pouco excedente ao pecíolo; cálice de 4-5 mm de comprimento, pétalas recurvas, de úngula linear e lâmina arredondada. Floresce durante os meses de novembro-dezembro.

Fruto: é uma drupa pequena, arredondada, com aproximadamente 1,5 a 2,0 cm de diâmetro e 2 g de peso, de um amarelo-castanho, levemente áspero, glabra ou glabrescente; pedicelo com 0,3 a 0,6 cm de comprimento e pubescentes. 

A parte carnosa é comestível, rica em vitamina C, de cor creme e com até 3 mm de espessura. O caroço é castanho escuro, mais ou menos obovóide, de superfície rugosa.
Uso:
Ziziphus joazeiro, além de oferecer uma excelente sombra, a entrecasca, rica em saponinas, serve de sabão dentrífico, quando raspada; é excelente tônico capilar quando em infusão ou macerada. A infusão da folha é estomacal e a água do juá é empregada para amaciar e clarear a pele. 

Os seus frutos maduros depois que caem depois de secos à sombra, caídos ao solo, tornam- se verdadeiras passa, que são saboreadas pelos ouvidos e caprinos. Um excelente vinho tipo "moscatel" pode ser feito com o fruto nesse estado. 



O juá maduro é muito estimado pelas crianças e adultos. Mitiga a fome e a sede em tempo de seca. As raspas das cascas do juazeiro têm várias aplicações; a principal é a de substituírem o sabão nos lugares onde a água é salobra. De fato, elas guardam uma propriedade saponácea que em qualquer água espumam abundantemente.
Poder de reprodução: 
A reprodução está muito dependente do apodrecimento da polpa que muitas vezes só um ano depois, passado o inverno está a semente em condições de germinar. Livre a semente e encontrando condições ambientas, protegidas do sol, germinam muito lentamente.


Sistemas silvícolas:
O joazeiro deve ser plantado em faixas ou em agrupamentos. Primeiro como quebra-vento e abrigo para os rebanhos e o segundo como sombra para a pequena criação. Na mata, propriamente, não há interesse de sua presença, principalmente do meio de árvores de valor econômico intolerantes à sombra.

Cuidados
Não há pragas ou moléstias a temer economicamente, a não ser, às vezes, a lagarta da folha. Todavia o seu cuidado principal está no seu plantio em definitivo e na sua cuidadosa proteção, contra os caprinos e ovinos principalmente. 



Obtenção de sementes - Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida despontá-los manualmente, lavar as sementes em água corrente e, deixá-las secar à sombra. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 1.720 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é curta, não ultrapassando 5 meses. 



Produção de mudas: 
Colocar as sementes para germinação logo que colhidas, diretamente em recipiente individuais contendo substrato organo-argiloso e, mantidos em ambiente semi-sombreado. Cobrir as sementes com uma camada de 0,5 em de substrato peneirado e irrigar diretamente. A emergência ocorre em 70-100 dias e, a taxa de germinação é geralmente baixa. O desenvolvimento das mudas é lento, ficando prontas para o plantio no local definitivo em 8-9 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é lento dificilmente ultrapassado 2 m aos 2 anos de idade. 

domingo, 17 de abril de 2011

Ipê-branco - Tabebuia roseoalba


Encerrando a série os Ipês, vamos conhecer o Ipê-branco. Da Família das Angiospermaes-Boraginaceae. Nome científico: Tabebuia roseoalba. Nome popular: ipé-branco. pau-d'arco, ipé-do-cerrado.
Características morfológicas - Altura de 7-16 m. com tronco de 40-50 cm de diâmetro. Folhas compostas trifolioladas: folíolos levemente pubescentes em ambas as faces, os menores com 6-11 cm de comprimento e o maior com 8-13 cm. Madeira moderadamente pesada, macia, superfície lustrosa, de ótima durabilidade em ambientes internos.

Ocorrência - Norte do estado de São Paulo, Minas Gerais. Mato Grosso do Sul e Goiás, na floresta latifoliada semidecídua.


Utilidade - A madeira pode ser empregada na construção civil, principalmente para acabamentos internos. A árvore é extremamente ornamental, não somente pelo exuberante florescimento que pode ocorrer mais de uma vez por ano. mas também pela folhagem densa de cor verde azulada e forma piramidal da copa. 

É ótima para o paisagismo em geral, o que já é amplamente utilizada: é particularmente útil para a arborização de ruas e avenidas, dado ao seu porte não muito grande. Em função de sua adaptação à terrenos secos e pedregosos, é muito útil para reflorestamentos nesse tipo de ambiente, destinados à recomposição da vegetação arbórea.

Informações ecológicas - Planta decídua, heliófita e seletiva xerófita, característica de afloramentos  rochosos e  calcários da floresta semidecídua. Ocorre tanto no interior da mata primária como nas formações secundárias. É esparsamente encontrada também na caatinga do nordeste brasileiro. É particularmente frequente nos terrenos cascaínentos das margens do pantanal matogrossense. Produz anualmente grande quantidade de sementes, facilmente disseminadas pelo vento.

Fenologia - Floresce principalmente durante os meses de agosto-outubro com a planta totalmente despida da folhagem. Os frutos amadurecem a partir de outubro.

Obtenção de sementes - Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida deixá-los ao sol para completarem a abertura e liberação das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 71.000 sementes.

Produção de mudas - Colocar as sementes para germinar logo que colhidas em canteiros ou embalagens individuais contendo substrato organo-argiloso. A emergência ocorre em 8-18 dias e a germinação geralmente é superior a 40%. Transplantar as mudas dos canteiros para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm. O desenvolvimento das mudas é rápido, ficando prontas para plantio no local definitivo em 3-4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é também rápido.
Fonte: Instituto Brasileiro de Floresta
http://www.ibflorestas.org.br

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ipê-amarelo-cascudo - Tabebuia chrysotricha


O ipê-amarelo-cascudo (Tabebuia chrysotricha) é uma árvore brasileira, descrita originalmente em 1845 por von Martius como Tecoma chrysotricha.
Outros nomes populares: aipê, ipê, ipê-amarelo, ipê-amarelo-da-mata, ipê-amarelo-paulista, ipê-do-campo, ipê-do-morro, ipê-tabaco, pau-mulato.
Está na lista de espécies de plantas ameaçadas do estado de São Paulo

Caraterísticas

Árvore pequena, com 2 a 10 m de altura.
Folhas palmadas penta-folíoladas, com folíolos elíptico-oblongos ásperos, coriáceos, pubescentes em ambas as faces, sendo o terminal maior, com até 11 cm de comprimento.
As flores, sésseis, se formam com a planta despida de folhas, entre agosto e setembro. Os frutos, vagens finas e longas, amadurecem entre setembro e outubro.
A planta se desenvolve rapidamente no campo.

Ocorrência
Nas florestas ombrófila densa e estacional semidecidual da Mata Atlântica, nos estados brasileiros do sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) e nordeste (Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Piauí).

Usos
A madeira é usada em tacos, rodapés, assoalhos e também externamente, como em postes. Sua casca cozida é adstringente e também usada contra inflamações bucais.
A árvore é a espécie de ipê-amarelo mais usada em paisagismo, inclusive em ruas estreitas e sob fiação elétrica.
Modo de cultivo :

Local ensolarado, não exigente em fertilidade do solo.
Reproduz-se por sementes que devem ser postas em substrato orgânico assim que colhidas, em local sombreado e com regas regulares.
Paisagismo:
Uma das árvores mais bonitas em paisagismo urbano pela sua bela e exuberante floração.
Pode ser cultivada nas ruas e parques e também em jardins empresariais, para condomínios e residências, com grande sucesso ornamental.
No planejamento de jardins é preciso não esquecer que sua floração dura pouco tempo, e seu uso como atração principal na primavera deve ter boa combinação com as outras plantas.
Arbustos e herbáceas de florescimento na mesma estação devem combinar com as cores de suas flores para não causar um impacto visual demasiado forte.
Num paisagismo planejado corretamente, plantas com florações de cores que não combinam com o amarelo do ipê podem ser colocadas, mas sua época de aparecimento deverá ser diferente, dando ao jardim nova atração.



sábado, 2 de abril de 2011

Ipê-roxo - Tabebuia impetiginosa


  • Nome Científico: Tabebuia impetiginosa
  • Sinonímia: Bignonia serratifolia, Gelseminum avellanedae, Handroanthus avellanedae, Handroanthus impetiginosus, Handroanthus impetiginosus lepidotus, Tabebuia avellanedae, Tabebuia pentaphylla, Tabebuia dugandii, Tabebuia ipe, Tabebuia ipe integra, Tabebuia nicaraguensis, Tabebuia palmeri, Tabebuia schunkevigoi, Tecoma adenophylla, Tecoma avellanedae, Tecoma avellanedae alba, Tecoma impetiginosa, Tecoma impetiginosa, Tecoma impetiginosa lepidota, Tecoma integra, Tecoma ipe leucotricha, Tecoma ipe integra, Tecoma ipe integrifolia
  • Nome Popular: Ipê-roxo, ipê-rosa, pau-d'arco, ipê-una, casquinho, ipê-roxo-da-mata, cabroe, ipê, ipê-de-flor-roxa, ipê-mirim, ipê-preto, ipê-tabaco, ipê-uva-roxa, ipeúva-roxa, pau-d'arco-roxo, peúva, peúva-roxa
  • Família: Bignoniaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: América do Sul
  • Ciclo de Vida: Perene



  • É comum a confusão entre as diversas espécies de ipê-roxo ou ipê-rosa, por este motivo e por razões práticas reuniremos informações comuns às espécies mais utilizadas na arborização urbana. O ipê-roxo é uma árvore decídua, característica das florestas semidecídua e pluvial. Ocorre tanto no interior da floresta primária densa, como nas formações abertas e secundárias. Ele apresenta folhas compostas e palmadas, com 5 folíolos que caem no inverno dando lugar a floração. 


  • As flores em forma de trombeta são numerosas, de coloração rósea ou arroxeada, de acordo com a espécie e despontam em volumosas inflorescências. A floração inicia-se no fim do inverno e no incício da primavera. A frutificação posterior produz vagens de 25 cm verdes e lisas, que se abrem liberando as sementes aladas.
Seu tronco é elegante e oferece madeira de excelente qualidade, pesada, dura, de cerne acastanhado, própria para a fabricação de arcos de violino e instrumentos musicais, o que lhe rendeu o nome popular de pau-d'arco. Da casca extraem-se substâncias de uso medicinal, utilizadas no combate ao diversos tipos de câncer e infecções de pele e mucosas.

O ipê-roxo é uma ótima árvore ornamental para arborização urbana, de crescimento moderado a rápido, que não possui raízes agressivas. Pode tornar-se inconveniente durante a quedas das folhas ou flores, provocando sujeira na via pública ou ao alcançar a fiação elétrica ou de telefone, devido a sua altura, que podem ultrapassar 12 metros. Sua floração é maravilhosa e recompensadora e atrai polinizadores, como pássaros e abelhas.

Devem ser plantadas sob sol pleno ou meia-sombra, em covas amplas, bem preparadas com esterco de curral curtido e NPK. Irrigações periódicas durante o primeiro ano de implantação são importantes. As árvores adultas são muito tolerantes à períodos de seca. O ipê-roxo aprecia climas quentes, mas pode ser cultivada em regiões subtropicais, tendo nestes casos uma redução na velocidade de crescimento. Multiplica-se por sementes e estaquia.
Uso Medicinal
  • Indicações: Eczemas, psoríase, câncer, alergias, disenterias, ferimentos, aftas, úlceras, viroses, queimaduras, picadas de cobra.
  • Propriedades: Antimicrobiana, antitumoral, antiviral, estrogênica, estimulante do sistema imunológico.
  • Partes usadas: Casca e folhas (em excesso pode ser tóxica, deve ser utilizada sob acompanhamento médico).

 

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