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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Catingiera - Caesalpinia pyramidalis Tul.



1 - NOMENCLATURA
Nome científico: Caesalpinia pyramidalis Tui.Família: Leguminosae caesalpinoideae 
Nomes vernaculares: catingueira, catinga-de-porco. Na Bahia, também é conhecida como pau-de-rato.


2 - OCORRÊNCIA
É uma das espécies de mais ampla distribuição na caatinga, vegetando tanto nas várzeas úmidas como no Seridó semi-árido. Vegeta também no litoral, sertão e pés de serra. Ocorre nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e também Mato Grosso. 

Catingueira na época da restrição da transpiração.

Restringe sua transpiração tanto no período de fim de chuva como no, fim de seca. Suas gemas brotam às primeiras manifestações de umidade, indicando a proximidade do período chuvoso. 
Rebrota com intensidade quando cortada, o que nem sempre acontece com outras espécies da caatinga. Essa característica, aliada a práticas de manejo adequadas à espécie, pode garantir a sustentabilidade da exploração dessa essência nativa do semi-árido.


Catingueira em período chuvoso.


3 - DESCRIÇÃO
Hábito de crescimento - Árvore com 4 a 8 m, podendo chegar a 10 m e diâmetro de até 50 cm,quando vegeta nas várzeas úmidas. No Seridó semi-árido, se reduz a arbustos de menos de 2 m e poucos centímetros de diâmetro na base. 

O Caule apresenta casca viva de espessura delgada, cinza-clara, internamente bege-claro, às vezes levemente acastanhada. A casca morta de tronco idoso possui espessura menor que 2mm rígida, com partes lisas e ásperas, cinza-claro, e apresenta numerosas lenticelas pequenas, dispostas irregularmente. Com o fendilhamento da casca, são limitadas porções laminares irregulares que, ao desprender-se, deixam depressões superficiais. Por incisão, apresenta exsudato transparente aquoso, de sabor levemente  amargo e odor indistinto. 

Suas folhas são bipinadas, bijugadas, e mais uma pina terminal, com 5 a 11 folíolos, alternos, obtusos, oblongos, coriáceos, com pêlos escuros estrelados. O pecíolo e a base das pinas têm púlvinos. Há pêlos glandulosos castanho-escuros e negros no pecíolo e raque foliar. 


lnflorescência terminal ou axilar-terminal, paniculada. Brácteas ovaladas, apiculadas, côncavas, levemente pilosas, apresentando pequenos pontos glandulosos no dorso. Flores amarelas, dispostas em racemos. Pedicelos de 10 a 15 mm, com pêlos estrelados, escuros. Cálice amarelo, leve pilosidade acastanhada. Pétalas amarelas, apresentando pontos glandulosos no dorso.


O Fruto é um legume oblongo-elítico, assimétrico, acuminado, com 8 a 14 x 2 a 2,5 cm, castanho ou verde claro, pilosidade mínima alva e esparsos tricomas glandulosos amarelos. 


Semente - Sua dispersão é por síndrome balística, com deiscências violentas que lançam à distância as sementes achatadas, ovaladas, lustrosas, de cor castanho-clara. As valvas, com freqüência, permanecem secas presas aos ramos, totalmente encartuchadas por torção helicoidal.

4 - USOS
Caixa de colmeia, de abelha jandaíra, feita de madeira da catingueira.

Madeireira - Usada para estacas, moirões e varas, na fabricação de carvão e lenha, bem como na confecção de cercas estivadas e cabos de ferramentas.

Folhagem - É considerada boa forrageira. As folhas jovens são procuradas pelo gado, as são desprezadas quando adultas devido ao cheiro desagradável que adquirem; fenadas perdem esse cheiro, constituindo boa forragem para bovinos, caprinos e ovinos.

Uso Medicinal - As folhas, flores e cascas são usadas no tratamento das infecções catarrais, nas diarréias e disenterias.

Restrições ao uso - Os frutos maduros, ao serem ingeridos pelos animais,  podem, eventualmente, perfurar partes do trato digestivo dos mesmos, em decorrência de uma protuberância existente o ápice dos legumes, o que pode levar a óbito o animal afetado.



1 comentários:

  1. Conheço a caatinga-de-porco que é muito usada em Jequié, para problemas intestinais e gástricos. Faz-se o chá.

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