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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Coité – Crescentia Cujete



Tipo:                 Planta ( Árvore).
Sinonímias: Crescentia acuminata Kunth, Crescentia angustifolia Willd. ex Seem.,     Crescentia fasciculata Miers.
Família:          Bignoniaceae.
Altura:             7 m (em média)
Diâmetro:       4 m.
Clima:              Tropical, Tropical úmido.
Origem:           América do Sul, América Central, Antilhas.
Época de Floração: Verão, Inverno, Primavera.
Propagação: Sementes.
Mes(es) da Propagação: Verao.
Persistência das folhas: Permanente.

CARACTERÍSTICAS


Árvore perene de porte médio podendo chegar  até 12 metros de altura, com ramos longos, pendentes e cobertos por folhas em toda a sua extensão. As folhas são simples, inteiras, alongadas, de diversos tamanhos, cor verde-escura e brilhante.


Não forma uma copa frondosa. As flores são relativamente grandes, hermafroditas (têm os dois sexos na mesma flor), formadas ao longo do tronco e ramos de cor branco-amarelada. Os frutos são ovóides ou arredondados, cor verde-clara, com 15 a 30 centímetros de diâmetro.

As cascas dos frutos tornam-se marrom-negros quando maduros e bem duros. A polpa é amarelada e contém muitas sementes. A planta se desenvolve e frutifica bem em condições de temperatura quente a amena, não tolera regiões frias sujeitas a geada.

Na época de sua frutificação a quantidade de frutos é tão grande que os seus galhos vergam ao peso dos mesmos. Há uma lenda popular de que, amarrando-se pedras nas pontas dos galhos, a frutificação ainda é maior. 

A propagação é feita principalmente por sementes e pode ser feita também por enraizamento de estacas. A planta tem um lento crescimento, mas após alguns anos produz vários frutos grandes arredondados que despertam curiosidades.

USO
A madeira é própria para carpintaria, varais de carroça, marcenaria, carroçaria, selas e cabos de instrumentos. Essa madeira, em contato com a umidade apodrece rapidamente.  


Os frutos, depois da retirada da polpa e secos, podem ser usados como recipientes domésticos, chocalhos, cuias, pratos e colheres rústicos. Do fruto ainda se obtém matéria tintorial, que serve para tingir a seda e o algodão; suas dimensões são enormes e sua casca é muito dura, servindo para fazer vasilhas, utensílios de cozinha, instrumentos musicais e outros objetos de uso doméstico.

A planta é adequada para plantio em parques e jardins, pelo exotismo de seus frutos gigantes, semelhantes à melancia, no tronco e nos ramos. As sementes podem ser consumidas, se cozidas ou torradas.

Esta planta, que contém propriedades terapêuticas, também é considerada venenosa, pois, contém ácido cianídrico. Todavia, o decocto e o extraio da casca são muito eficazes para a cura da enterite membranosa e da hidropsisia; o suco já foi muito empregado na Medicina caseira como antispasmódico e antitétanico e é nocivo aos suínos; a polpa do fruto ainda verde, embora amarga e até mesmo corrosiva, é eficiente contra a hidrocele, sendo ainda que, reduzida à calda açúcarada, torna-se um remédio febrífugo, purgativo e expectorante, muito útil contra a clorose e as doenças que afetam as vias respiratórias.

Ainda em tempos remotos, outras virtudes medicinais lhe eram atribuídas como, por exemplo, benéfica para a cura da erisipela e diversas moléstias da pele, para a facilitação de partos e extração das secundinas, método usado pelos índios que aplicavam as folhas aquecidas sobre o ventre das parturientes.

Na França era com essa polpa fabricado um xarope (sirop de Cale-vasse) que teve muita voga em toda a Europa. Quando a polpa já está madura tem aplicação como remédio abortivo sobre o gado que a come em época de escassez, mas também é usada em cataplasmas para acalmar as dores de cabeça.

Fonte:
http://www.plantasonya.com.br
http://www.paisagismodigital.com
http://www.esalq.usp.br/trilhas/medicina/am04.html


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bucha Vegetal - Luffa cylindrica


Nomes Populares: Bucha - bucha dos pescadores, bucha dos paulistas, fruta dos paulistas, quingombô grande, esponja vegetal, esfregão, pepino bravo.
 
Nome Científico: Luffa cylindrica - bucha / Luffa operculata - buchinha do norte - família das Cucurbitáceas
 
Origem: Ásia, África e Nordeste do Brasil.
 
Partes usadas: Frutos.
 
Características: 
A bucha é uma trepadeira anual de verão, da família das cucurbitáceas (mesma família do pepino, melancia e abóbora), famosa por fornecer uma esponja fibrosa, oriunda de seus frutos, muito útil na higiene pessoal e limpeza geral. Seu caule é ascendente e herbáceo, com gavinhas, e suas folhas são grandes, lobadas e dentadas, recobertas por pêlos finos.


A bucha é uma planta monóica (com flores masculinas e femininas no mesmo indivíduo) de flores grades e amarelas. As flores femininas são solitárias, e se diferenciam pelo presença de delicado ovário alongado, como um pequeno fruto. As flores masculinas são maiores, mais numerosas e surgem em grupos. A polinização é feita por abelhas.


As folhas são grandes, ásperas e verde escuras, que lembram a forma de uma mão aberta. Os frutos são grandes, podendo alcançar 35 cm. Eles são cilíndricos, alongados e podem ser lisos ou angulosos, de acordo com a variedade (como abóboras). Quando jovens são verdes e se tornam marrons quando maduros. As sementes são lenticulares, numerosas, grandes e pretas. Os frutos verdes (menores que 6 centímetros) são comestíveis, sendo preparados tais como quiabos e pepinos. Os frutos maduros podem ser colhidos e descascados para obtenção da esponja, no entanto os frutos secos também podem ser aproveitados. Ao cortar uma de suas extremidades as numerosas sementes serão facilmente liberadas. Após, a esponja fibrosa pode ficar de molho e ser lavada, para posteriormente secar à sombra.

Clima:

Clima tropical, mas em regiões com 900 a 1200 metros de altitude, verões suaves ( 22 a 25 graus) e boa ventilação, tem mostrado boa produção. Prefere solo argilo-arenoso, fértil, bem drenado e com acidez fraca. Deve ser plantado na primavera. Exige fertilidade e se dá bem com adubação orgânica.

Uso:
Inteira, cortada ou prensada, ela pode ser aproveitada na forma de esponja para banho, de louça, na limpeza geral e no artesanato. A esponja prensada é largamente utilizada na confecção de artefatos de banho, praia e limpeza, como luvas de massagem, esfregões, chapéus, entre outros produtos. Na indústria, suas fibras entram na fabricação de filtros e em isolamentos acústicos. A esponja oriunda da bucha é uma forma ecologicamente correta de substituir as esponjas sintéticas. Ela é um excelente esfoliante para a pele, é completamente biodegradável, inofensiva ao meio ambiente, não risca a louça, além de ser política e socialmente correta, pois estimula a agricultura familiar.


Propriedade medicinais: 

A polpa do fruto da luffa cylindrica madura é usada pelo povo como purgativa e vermífuga. Infusão com 8 gs para um copo de água fervida. Caules e folhas têm seu uso popular nas pertubações do fígado, prisão de ventre e anemia.

A polpa do fruto da luffa operculata é usada popularmente para combater a sinusite: coloque meia buchinha do norte seca, sem pele e sem sementes em um litro de água, fervendo por dois minutos. Deixe amornar tampado, coe, acrescente 1 colher sopa de sal de cozinha, mexa bem e pingue duas gotas em cada narina a cada quatro horas por no máximo quatro dias.

Efeitos colaterais: em altas doses é extremamente tóxica, causando hemorragias e acidentes fatais. Sua utilização não deve se prolongar por mais que o indicado e deve ser interrompido seu uso imediatamente em caso de dor de cabeça.

Cultivo:

Deve ser cultivada sob sol pleno em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A bucha é uma planta tipicamente tropical, apreciando o calor e a umidade para o seu desenvolvimento pleno e ampla produção. Fertilizações mensais estimulam a formação de frutos numerosos e grandes. A polinização manual das flores é importante nos cultivos comerciais. Não tolerante à geadas. Multiplica-se facilmente por sementes postas a germinar na primavera. A colheita se inicia no outono, coincidindo com o final do ciclo da planta. Seu cultivo exige pouco trabalho. Pode cultivá-la em casa, seja no quintal, no terraço ou até na sacada do seu apartamento.
A melhor época para o plantio é o início da Primavera.
Como se trata de uma planta anual, você precisará esperar o Verão seguinte para colher as buchas vegetais.

Você pode conseguir as sementes em uma loja de plantas. A Luffa acutangula (também conhecida como bucha-de-metro) é uma espécie em forma de gota e a Luffa cylindrica (bucha-de-purga) é mais cilíndrica.

Colha as buchas somente após estarem totalmente secas. Se você tirá-las do pé ainda verdes, elas não se secarão e acabarão apodrecendo.

Passos:
Jardineira quadrada grande (50×50x50)      
Terra preta
Sementes de Luffa cylindrica      
Tesoura para podar                                      



1 – No centro da jardineira, cave 2 ou 3 cm de profundidade na terra e coloque 3 sementes de Luffa cylindrica. Cubra as sementes com um pouco de terra preta e regue. A melhor época para o plantio é o início da primavera;
2 – Coloque a jardineira em um lugar onde o sol bata diretamente na planta e perto do suporte onde a trepadeira poderá se agarrar;

3 – No verão a planta terá com caules longos que se expandem rapidamente. Acomode-os com cuidado sobre uma grade ou suporte. Em poucos dias a planta terá tomado parte da estrutura e oferecerá uma bela sombra;
4 – Mantenha a planta sempre hidratada. Mas a quantidade de água deve ser moderada, porque o excesso de umidade favorece a proliferação de fungos;

5 – Como se trata de uma planta anual, você precisará esperar o verão seguinte para colher as buchas vegetais;
6 – A colheita deve ser feita quando a casca fica amarelo-castanho. Com a tesoura para podar, corte o pecíolo do fruto (cabinho pelo qual se prende à planta). Não o arranque com a mão;

7 – Coloque as buchas sobre uma folha de jornal em um lugar seco e fresco. Em poucos dias a casca e as sementes se soltarão. Guarde as sementes se quiser plantar mais pés;
8 – Para clarear ou tingir as buchas, basta submergi-las durante cerca de 30 minutos em uma mistura de água com cloro ou com anilina natural da cor desejada, e depois pendurá-las para secar.uma mistura de água com cloro ou com anilina natural da cor desejada, e depois pendurá-las para secar.


 



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Coqueiro - Cocos nucifera



Nome Científico: Cocos nucifera
Sinonímia: Palma cocos
Nome Popular: Coco, coqueiro, coco-da-baía, coqueiro-da-índia, coco-da-praia, coqueiro-anão
Família: Arecaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Ásia
Ciclo de Vida: Perene


Origens

As origens desta planta são passíveis de discussão. Enquanto algumas autoridades reclamam o Sudeste Asiático (região peninsular) como o seu local de origem, outros colocam a sua origem no nordeste da América do Sul. Registros fósseis da Nova Zelândia indicam aí a existência de pequenas plantas similares ao coqueiro de mais de 15 milhões de anos.
Fósseis ainda mais antigos foram também descobertos no Rajastão, na Índia.

Qualquer que fosse a sua origem, os cocos espalharam-se através dos trópicos, em particular ao longo da linha costeira tropical.
Como o seu fruto é pouco denso e flutua, a planta é espalhada prontamente pelas correntes marinhas que podem carregar os cocos a distâncias significativas. A palmeira do coco prospera em solos arenosos e salinos nas áreas com luz solar abundante e pancadas de chuva regular (75-100 cm anualmente), o que torna a colonização da costa relativamente fácil.

Já foram encontrados cocos transportados pelo mar tão ao norte como na Noruega em estado viável, que germinaram subseqüentemente em circunstâncias apropriadas. Entretanto, nas ilhas do Havai, o coco é considerado como introdução, trazida primeiramente às ilhas há muito tempo por viajantes polinésios de sua terra natal no Sul do Pacífico.

O fruto

Botanicamente falando, um coco é um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa (não uma noz). A casca (mesocarpo) é fibrosa e existe um "caroço" interno (o endocarpo lenhoso). Este endocarpo duro tem três poros de germinação que são claramente visíveis na superfície exterior, uma vez que a casca é removida. É através de um destes que a pequena raiz emerge quando o embrião germina.

O termo "coco" foi desenvolvido pelos portugueses no território asiático de Malabar, na viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1498), a partir da associação da aparência do fruto, visto da extremidade, em que o endocarpo e os poros de germinação assemelham-se à face de um "coco" (monstro imaginário com que se assusta as crianças; papão; ogro), conforme conta o historiador João de Barros no seu livro Décadas da Ásia (1563) "[...]por razão da qual figura, sem ser figura, os nossos lhe chamaram coco, nome imposto pelas mulheres a qualquer coisa, com que querem fazer medo às crianças, o qual nome assim lhe ficou, que ninguém lhe sabe outro, [...]." [1] . Do português o termo passou ao espanhol, francês e inglês "coco", ao italiano "cocco", ao alemão "Kokos" e aos compostos inglês "coconut" e alemão "Kokosnuss".
Em algumas partes do mundo, macacos treinados são usados na colheita do coco. Escolas de treinamentos para macacos ainda existem no sul da Tailândia. Todos os anos são realizadas competições para identificar o mais rápido colhedor.


Uso
Todas as partes do coco, salvo talvez as raizes, são úteis e as árvores têm comparativamente um alto rendimento (até 75 cocos por ano); ele então possui significativo valor econômico. De fato em Sânscrito o nome para o coqueiro é kalpa vriksha, o qual se traduz como "a árvore que fornece todas as necessidades da vida". Os usos das várias peças da palma incluem:

O branco, parte gorda da semente, é comestível (fresco) e usado (seco e dissecado) em culinária;

A cavidade é cheia de "água de coco" que contém os açúcares que são usados como uma bebida refrescante, e na composição da sobremesa gelatinosa nata de coco;

Leite de coco (que tem aproximadamente 17% de gordura) é feito processando o coco ralado com água quente que extrai o óleo e os compostos aromáticos;

O líquido obtido da incisão da base das inflorescências do coqueiro forma uma bebida conhecida em inglês por "toddy", nas Filipinas chamada tuba e em Moçambique, sura;

Os botões da ponta de plantas adultas são comestíveis e são conhecidos como "cabaço de coco" (embora a colheita desta mate a árvore);
O interior da ponta crescente é chamado coração-da-palma ou "palmito" e comido em saladas, chamadas às vezes "salada do milionário" (isto também mata a árvore);

Copra é a carne seca da semente, usada para preparar o óleo do coco;
O resíduo que fica depois de preparar o óleo é usado como ração para animais;
O tronco fornece madeira para construção;
As folhas fornecem materiais para cestas e palha de telhado;
A casca e a fibra do coco podem ser usados para combustível e são uma fonte boa do carvão de lenha;
Servem ainda em artesanato;

Nos teatros, usavam-se metades de casca de coco que, batidas, davam o som de cascos de cavalo;
A fibra pode ainda ser usada para o fabrico de cordas e tapetes, para enchimento de estofos e para o cultivo de orquídeas e outras plantas;
Havaianos usam o tronco ôco para dar forma a um cilindro, que pode servir como recipiente, ou mesmo canoas pequenas.
A água do coco é quase idêntica ao plasma do sangue e é conhecida por ter sido usada como um líquido endovenoso de hidratação quando há uma falta de líquido próprio para transfusão de sangue. A água do coco tem teores elevados de potássio, cloreto e cálcio, e é indicada nas situações em que se pretende o aumento destes eletrólitos.

Cultivares
Há três principais tipos de coqueiros, todas produtivas e ornamentais, mas com propósitos diferentes. 

O tipo gigante é a palmeira original, muito alta e longeva, é adequada para a produção de coco seco. 

Já a cultivar anã (Cocos nucifera "Dwarf") é mais apropriada para a exploração do coco verde. Ela não ultrapassa 3 metros, vive cerca de 20 anos, mas é muito precoce e produtiva.

O terceiro grupo inclui as plantas híbridas, resultantes do cruzamento entre anãs e gigantes, com características intermediárias.

Devem ser cultivados sob sol pleno, em solos arenosos ou areno-argilosos, profundos, férteis, irrigados a intervalos regulares. Muito adaptados à salinidade do solo, os coqueiros são palmeiras muito rústicas, de crescimento rápido, que se encaixam perfeitamente em projetos de jardins tropicais e litorâneos. Não toleram o frio ou seca. Multiplicam-se por cocos-sementes maduros (cerca de 12 meses), escolhidos de coqueiros matrizes.


Já estava encerrando esta postagem quando encontrei uma reportagem bem interessante da Revista Super, da editora Abril, que agora passo a vocês:

COCO USADO PARA DESPOLUIR A ÁGUA.
Um dos maiores inimigos ambientais das praias e parques do Brasil, o coco está prestes a se tornar um importante aliado no processo de despoluição da água. Isso porque, atentos à quantidade de cascas de coco – de difícil reciclagem! – deixadas pelos brasileiros nas areias e gramados do país, especialistas da Ufes – Universidade Federal do Espírito Santo decidiram pesquisar uma utilidade para o resíduo. E encontraram: despoluir a água.
De acordo com o estudo, coordenado pelo professor Joselito Nardy Ribeiro, o mesocarpo do coco – aquela região mais carnuda do fruto, que muitas pessoas não consomem, após tomar a água do coco – é capaz de remover da água quantidades significativas de poluentes comofármacos, pesticidas, corantes e, até, metais. E ele não é o único: o bagaço da cana, outro resíduo muito comum no país, também possui fibras capazes de exercer essa função.
Com apoio da Fapes – Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo, os pesquisadores já estão recolhendo os resíduos das praias do Estado capixaba para levá-los para laboratório, onde passam por processo de descontaminação e são triturados para atuarem como filtros, nas estações de tratamento de água.
A técnica ainda está em desenvolvimento, mas, de acordo com os pesquisadores, é bastante promissora e, inclusive, mais barata do que o atual material – o carvão ativado – utilizado no processo de filtragem da água nas estações de tratamento. Já pensou se a técnica se popularizar em todo o Brasil?
- Débora Spitzcovsky, Revista Superinteressante.

Gostei de saber de mais esta utilidade do coco. É mais uma forma de tratar naturalmente a água. Na postagem anterior falamos de outro método, lembram? Usando a semente da moringa.

Gelatina de Coco
Para encerra esta postagem, vamos passar uma receita que encontramos na net. Quando fizerem, convidem-me que irei comer com vocês.

Ingredientes:
2 folhas de gelatina vermelha
3 folhas de gelatina branca
1 lata de leite condensado
1 lata de leite
1 vidro de leite de coco (200 ml)
1/2 pacote de coco ralado

Como fazer:
  • Amoleça a gelatina em água fria, escorra e dissolva em 1 xícara de água quente
  • Bata no liquidificador o leite condensado, o leite e o leite de coco
  • Junte a gelatina fria (consistência de clara de ovo)
  • Coloque numa travessa funda molhada em água fria, e leve, coberta com filme de pva, à geladeira por, no mínimo, 12 horas
  • Na hora de servir, polvilhe com o coco ralado


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Moringa - Moringa oleifera Lam.



MORINGA
A moringa pode ser uma boa alternativa de cultivo no Brasil. As folhas desta planta servem para alimentação humana e animal, as sementes produzem óleo e moídas ou esmagadas servem para o tratamento de água. A madeira serve para a produção de papel e fios têxteis. 


ORIGEM
A moringa (Moringa oleifera Lam.) é originária do Nordeste da Índia. É  cultivada por vários povos do oriente por seu alto valor alimentar, medicinal, industrial e sua aplicabilidade no tratamento de água para o consumo humano.

CARACTERÍSTICAS
É uma planta perene, com aproximadamente 5 m de altura, de tronco delgado e folhas compostas. As flores são numerosas e floresce o ano todo. Os frutos são longos, parecidos com uma vagem e contém muitas sementes.

A raiz é em forma de tubérculo e armazena energia para a planta, que favorece em seu rebrote. A madeira é mole, porosa e amarelada.

PLANTIO
A Moringa pode ser propagada por meio de sementes ou de estaquias. Os espaçamentos variam de acordo com a finalidade do plantio. Se for para a produção de sementes a distância entre plantas variam de 3 a 5 metros. Para a produção de forragem ou biomassa os espaçamentos podem ser de 60 cm entre linhas e de 25 cm entre plantas.

PRODUÇÃO
Destinada à produção de sementes, a primeira colheita acontece entre seis meses e um ano após o plantio.  Devidamente podada, a planta produz mais ramos e pode render três colheitas anuais, podendo produzir até 3 mil kg de sementes por hectare. Em seu grão contém aproximadamente 42% de óleo. 

Cultivada para a produção de biomassa o seu crescimento é muito rápido e pode render até 600 toneladas por hectare ano, em vários cortes.

UTILIZAÇÃO
Considerada como uma das árvores cultivadas mais úteis para o ser humano, praticamente todas as suas partes podem ser utilizadas para diversos fins. Nos trópicos, as suas folhas são usadas como forragem para animais, chegando a ter 27% de proteína na matéria seca. A semente produz óleo de excelente qualidade para a indústria química. 

O pó da semente pode ser utilizado para o tratamento de água. As vagens verdes podem ser cozidas e consumidas como alimento humano. As raízes são medicinais e utilizadas no tratamento de muitas doenças.


PURIFICADOR NATURAL

Em alguns países em desenvolvimento, a água dos rios utilizada para consumo humano e uso doméstico em geral, pode ser altamente túrbida, particularmente na estação chuvosa, contendo material sólido em suspensão, bactérias e outros microrganismos. A cada ano, milhões de crianças poderão morrer nesses países, vítimas de infeções causadas por água impura. É necessário que se remova a maior quantidade possível desses materiais antes de usá-la para consumo.


Normalmente isso é obtido pela adição de coagulantes químicos, dentro de uma seqüência de tratamento controlado. Coagulantes químicos, tais como o sulfato de alumínio, às vezes não estão disponíveis a um preço razoável para as populações dos países em desenvolvimento. Uma alternativa é o uso de coagulantes naturais, geralmente de origem vegetal, para promover a coagulação de tais partículas.

As descobertas recentes do uso de sementes trituradas de M. oleifera para a purificação de água, a um custo de apenas uma fração do tratamento químico convencional, constitui uma alternativa da mais alta importância. Em relação à remoção de bactérias, reduções na ordem de 90-99% têm sido relatadas na literatura. Deve ser observado, porém, que o uso do tratamento com sementes, assim como o de outros coagulantes naturais e químicos, não produz água purificada. O risco de infecção pode ser altamente reduzido e a água passa a ser considerada potável. Portanto, alguma forma de desinfecção, tal como fervura, é recomendada.

Em um projeto piloto para tratamento de água em Malawi, na África, foi constatado que enquanto o alumínio é eficiente como coagulante apenas em uma faixa restrita de níveis de pH da água a ser tratada, as sementes de Moringa atuam independentemente do pH, constituindo-se em uma vantagem a mais em países em desenvolvimento, onde normalmente não é possível controlar efetivamente o pH antes da coagulação. Tais sementes podem ser usadas no tratamento de água, abrindo possibilidades que asseguram que os países emergentes possam ter água saudável, limpa e potável e para o uso doméstico. Poderão, sem duvida, se transformar numa solução para reduzir a incidência de doenças provocadas por água impura, que representam uma das principais causas que levam à alta incidência de morte. 


Há relatos, na literatura, da introdução de M. oleifera em alguns estados do Brasil a partir de 1950. Porém, como o seu potencial não era bem conhecido, a planta foi usada apenas como ornamental.

A Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, Sergipe, em um trabalho pioneiro, vem realizando um estudo preliminar com plantas de M. oleifera, relativo ao seu comportamento nas condições climáticas da região. O interesse pela potencialidade da planta vem crescendo consideravelmente na comunidade e um programa de produção de mudas já está em andamento. O plantio de mudas de M. oleifera nas estações experimentais deste Centro também já foi iniciado para que se constituam bancos de semente de futuros de programas de aproveitamento da planta como fonte de alimento e purificador natural de água para as populações das áreas sujeitas à secas.




Tratamento de água para uso doméstico
Vagens com sementes devem ser deixadas para amadurecer na árvore e coletadas quando secas. As ‘asas’ leves e cascas das sementes são facilmente removidas, deixando apenas a parte branca da semente. Isto deve então ser triturado muito bem e socado com o uso de u m   pilão . A   quantidade necessária de sementes para se tratar a água de rio depende de quanta impureza a água contém. Os utilizadores ficam familiarizados  rapidamente com a quantidade de sementes que se deve usar para cada tipo de água, visto que a quantidade de sedimentos muda com cada estação. Para tratar 20 litros de água (quantidade equivalente a um balde grande) são necessárias cerca de 2 gramas de sementes trituradas (duas colheres de chá razas de 5 ml ou duas tampinhas de refrigerante cheias). Adicione uma pequena quantidade de água limpa às sementes trituradas para formar uma pasta. Coloque a pasta dentro de uma garrafa vazia – uma garrafa de refrigerante é ideal. Adicione uma xícara (200 ml) de água limpa e agite por 5 minutos. Esta ação ativa as substâncias químicas nas sementes trituradas. Filtre a solução com um pano branco de algodão colocando-a dentro de um balde de 20 litros com a água do rio. O conteúdo deve então ser misturado rapidamente por 2 minutos e depois misturado vagarosamente por 10–15 minutos.
Durante este período de se estar misturando o conteúdo lentamente, as partículas das sementes da   moringa se juntarão  coagulam com as bactérias e formam partículas maiores, as quais decantam no fundo do balde e lá permanecem. Após uma hora, a água limpa pode ser retirada.
Este processo removerá 90–99.9% das bactérias que se juntam com as partículas sólidas, purificando a água. No entanto, alguns microorganismos  prejudiciais que ainda permanecem na água podem não   ser removidos,  especialmente se a água estiver muito poluída. Para se conseguir que a água  seja potável, mais purificação é recomendada – seja fervendo a água ou usando-se um filtro simples de areia. As sementes secas (remova as que estão sem cor) e o pó podem ser armazenados. No entanto, a pasta deve ser preparada no dia que vai ser usada.




 

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