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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pequi - Caryocar brasiliense



Nome Científico: Caryocar brasiliense
Nome Popular: Pequi, piqui, pequizeiro, piquiá-bravo, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, pequiá, pequiá-pedra, pequerim, suari, piquiá
Família: Caryocaraceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene

Características:

O pequi ou pequizeiro é uma árvore típica do cerrado brasileiro, apresentando os característicos ramos tortuosos, além de ser heliófita, xerófita e semidecídua. Seu tronco apresenta casca cinzenta, da qual se extrai corantes amarelos, utilizados pelos artesãos locais. 

Folhas:

As folhas são compostas, divididas em três grandes folíolos verdes, de bordos irregulares, com o lado inferior mais claro e com a superfície recoberta por uma densa pilosidade.

Flores:

As flores de cor branco-creme são muito decorativas e chamam a atenção pelos numerosos e longos estames. A floração ocorre no final do inverno e primavera.

Frutos:

Os frutos do pequizeiro surgem no final da primavera e no verão, são do tipo drupa e seus caroços envolvidos por uma polpa carnosa são muito apreciados na culinária e conhecidos pelos perigosos espinhos. 

Caroço:


Os caroços podem ser consumidos em natura e em pratos cozidos de arroz, feijão, carnes, assim como conservas, doces, licores e vitaminas.

As castanhas, presentes no interior dos caroços também podem ser saboreados. A madeira do pequizeiro é de ótima qualidade, e pode ser utilizada na construção civil, naval, indústria moveleira, e na xilogravura. 

No paisagismo o pequizeiro é adequado tanto para grandes parques como para pequenos jardins residenciais, pois seu porte não é muito avantajado, alcançando de 6 a 10 m de altura e seu crescimento é lento. Do plantio a frutificação vão de quatro a oito anos.

Cultivo:


Devem ser cultivados sob sol pleno, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com largo espaçamento, em covas bem preparadas e com regas regulares no primeiro ano. Multiplica-se por sementes que podem demorar cerca de 8 meses do plantio até a germinação, a armazenagem e a quebra de dormência ainda é contraditória e pode inviabilizar as sementes.

Uso Medicinal:

Pesquisa realizada pelo Laboratório de Genética do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da Universidade de Brasília (UnB) concluiu que esse fruto típico do Cerrado pode ser indicado como eficiente redutor da ação dos chamados radicais livres (moléculas que se formam no organismo humano e reagem de forma danosa às células sadia) e está qualificado como coadjuvante no tratamento do câncer. 
Produtos fabricados a partir do fruto do pequi: A) Extração do azeite de pequi; B) Sabão de pequi; C) Raspas resultantes dos caroços de pequi após a retirada do azeite; D) Azeite de pequi. 

Rico em vitaminas A, C e E e betacarotenóides (componentes com propriedades antioxidantes, que têm a capacidade de proteger o organismo da ação danosa dos radicais livres), o extrato de polpa de pequi foi aplicado em células de ovário de hamster chinês que estavam submetidas também a uma combinação de substâncias como ciclofosfamida e bleomicina (drogas usadas no tratamento de pacientes com câncer).


Os testes estatísticos revelaram que o pequi exerceu efeito protetor contra os danos causados às células por essa combinação. E que, além de amenizar a ação degenerativa das drogas, o extrato da fruta não afeta o índice proliferativo das células sadias. A pesquisa do professor César Grisólia não chega a mensurar essa ação protetora. "Mas já é considerável comprovarmos que o pequi tem essa propriedade. Medir o quanto ele protege as células, aí já é outra pesquisa", esclarece.


Propriedades Nutricionais:

Seus frutos recebem alta incidência de raios solares, condição que favorece a produção de compostos fenólicos e carotenóides totais que, junto com a vitamina C e E, definem sua alta capacidade antioxidante.
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Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 100g da polpa de pequi tem, em média, 200kcal, com 13g de carboidratos, 2,3g de proteínas e, 18g de lipídeos. Possui, também, importante quantidade de fibras (19g/100g), incluindo a pectina. Tanto a polpa quanto a amêndoa são boas fontes de ácidos graxos insaturados.


Receita - Arroz com Pequi:

Ingredientes

1/4 de xícara de chá de óleo ou banha de porco 
1/2 litro de pequi lavado 
2 dentes de alho espremidos 
1 cebola grande picada 
2 xícaras de chá de arroz 
4 xícaras de chá de água quente 
Sal a gosto 
Pimenta-de-cheiro ou Malagueta a gosto 
Salsinha e cebolinha picada a gosto

Modo de Preparo

Em óleo frio ou gordura coloque o pequi (se usar o fruto inteiro, não é preciso cortar, mas cuidado com o caroço). 
Acrescente o alho e a cebola e deixe refogar em fogo baixo, mexendo sempre com uma colher de pau para não grudar na panela, respingue água quando for necessário. 
Quando o pequi já estiver macio e a água secado, acrescente o arroz e deixe fritar um pouco.
Junte a água e o sal. 
Quando o arroz estiver quase pronto, coloque a pimenta-de-cheiro ou malagueta a gosto. 
Polvilhe o arroz com salsa e cebolinha e um pouco de pimenta. 

Nota: Não utilize panela de ferro, pois a fruta fica preta. 







Fontes:
http://www.jardineiro.net/br/banco/caryocar_brasiliense.php
http://www.altiplano.com.br/Pequi05a1.html
http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_noticia=1650
http://www.sigasuadieta.com.br/tag/pequi/

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pinhão-roxo - Jatropha gossypiifolia



Nome científico: Jatropha gossypiifolia L.

Origem do nome:
Jatropha - do grego, iatrós, médico + trophé, alimento. (apesar do nome as sementes de Jatropha são tóxicas)
Gossypium - nome dado por Plínio a planta produtora de algodão + folium, folha. O formato da folha desta espécie é parecida com a folha do algodoeiro.

Nome popular: Pinhão-bravo.

Origem: América Tropical.

Descrição: Arbusto com até 87 cm de altura; folhas vináceas, 3,4,5-lobadas, com até 12cm de comprimento por até 9 cm de largura, nectários presentes na base do pecíolo, no pecíolo, no bordo das folhas e nas brácteas e cálice das flores; inflorescência com até 8cm de comprimento; flores vináceas; fruto verde com até 1,5 cm de comprimento por até 1,2cm de diâmetro contendo três lóculos e uma semente em cada um. Pode alcançar mais de 3m de altura.



Luminosidade: Pleno sol.

Propagação: Principalmente por sementes e secundariamente por estacas caulinares.

Observações: Costuma destacar-se em nossa coleção devido a coloração e formato irregular de suas folhas. Costuma florescer e frutificar facilmente em nossa região. Assim como as outras espécies de Jatropha, seu cultivo é facil, contudo costuma desenvolver-se melhor em solos férteis. Na coleção costuma ser atacada por abelhas Arapuá para a retirada de látex.



Uso: 

O pinhão roxo é uma planta promissora para a produção de biodiesel. Desta planta, obtém-se biocombustível que libera poucos poluentes, e o CO2 liberado pode ser reciclado através da própria lavoura; contudo, existem poucas informações sobre seu cultivo. Então com o aumento das lavouras de pinhão roxo, torna-se de suma importância o controle das plantas daninhas no sistema.


A alta densidade da vegetação espontânea pode  causar graves prejuízos para o pinhão manso; entretanto, não se encontra estudos sobre a influência dessa vegetação no pião roxo. No Brasil, estudos realizados sobre a interferência dessa vegetação em hortaliças mostram que, além de prevalecente ela é danosa entre 20% e 50% do ciclo de vida da cultura. 


Esta é uma planta reconhecidamente tóxica. Todavia, alguns dos vários usos dessa planta na medicina popular têm sido comprovados por estudos experimentais, dentre os quais se destaca a recente demonstração do seu efeito hipotensor. 






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Fonte:
http://community.univille.edu.br/area_pesquisa/label/catalogo/lista/Jatrophagossypiifolia/316052

http://www.cbmamona.com.br/pdfs/MAN-14.pdf

http://www.asergeev.com/pictures/k/Texas_a_M_Jatropha.htm


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