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sexta-feira, 2 de março de 2012

Jitirana - Ipomoea cairica


Nome Científico: Ipomoea cairica
Sinonímia: Convolvulus cairicus, Ipomoea palmata, Ipomoea pentaphylla, Ipomoea tuberculata
Nome Popular: Ipoméia, jitirana, jetirana, corriola, campainha, corda-de-viola
Família: Convolvulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Anual


Ipomoea cairica (L.) Sweet, pertencente a essa família, é uma planta trepadeira que cresce em regiões tropicais e subtropicais do mundo.Conhecida popularmente como corda-de-viola, é considerada uma espécie invasora, mas existem vários relatos da sua utilização na medicina popular brasileira
Uso medicinal
A infusão feita com as folhas é utilizada popularmente no tratamento de erupções cutâneas, especialmente aquelas acompanhadas por febre. Remédios preeparados com as raízes, além de serem utilizados para as condições clínicas citadas, também são usados na hepatite. Alonso (1988) ainda atribui tanto às folhas quanto às raízes de I. cairica, uma ação purgativa, embora Pio Correia (1978) relate a utilização dessa espécie como antidiarréico e antissifilítico. Franco e Fontana (1997) citam a utilização das partes aéreas da planta como antiinflamatório e anti-reumático.


Embora I. cairica seja amplamente utilizada na medicina popular, poucas informações são encontradas na literatura sobre suas atividades biológicas. Por outro lado, alguns compostos isolados desta espécie mostraram-se eficientes quando submetidos a testes biológicos. O óleo essencial dessa espécie apresentou propriedades larvicidas contra larvas de  Culex tritaeniorhynchus, Aedes aegytpi,   Anopheles   stephensi  e   Culex quinquefasciatus. As lignanas, ( - ) - trachelogenina (1) e ( - ) - arctigenina   (2) , apresentaram inibição da replicação do vírus da imunodeficiência humana tipo I (HIV-1; cepas HTLVIII B)  in vitro (Schroder et al., 1990), atividade antagonista de Ca2+ e atividade citostática em sistema de células linfomáticas de ratos (L5178y). A arctigenina apresentou uma atividade neuroprotetiva  ex vivo significativa contra toxicidade induzida por glutamato em cultura de células corticais de ratos.

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Uso ornamental
Trepadeira muito rústica de rápido crescimento. Possui flores de coloração rosa com o centro arroxeado, tendo outras variedades. Deve ser utilizada para cobrir treliças, cercas e muros. Dependendo da variedade, pode perder a beleza com o tempo, não sendo indicada nestes casos para estruturas mais caras e maiores, como pérgolas e caramanchões. É muitas vezes considerada invasora e pode-se observá-la com freqüência nas matas e terrenos abandonados.
Devem ser cultivadas a pleno sol, em solo fértil, com regas regulares. É rústica e apresenta rápido crescimento, sendo freqüente sua utilização como trepadeira anual. Tolerante ao frio. Multiplica-se por sementes.
Efeitos Alelopáticos
Ipomoea cairica é considerada uma espécie infestante com potencial alelopático já relatado contra quatro das piores espécies infestantes de cultura no Brasil: Bidens pilosa L., Echinochloa crus-galli (L.) Beauv., Euphorbia heterophylla L. e Ipomoea grandifolia (Dammer) O´Donel. Foram testados os efeitos dos extratos foliares em quatro concentrações sobre a germinação e o crescimento inicial dessas espécies. 

Os extratos afetaram negativamente a germinação, o crescimento inicial e a morfologia de todas as espécies alvo, sendo o efeito fitotóxico maior obtido com o aumento da concentração dos extratos testados. O conjunto de alterações ocasionadas pelo extrato de I. cairica sobre a germinação adicionadas aos seus efeitos sobre o crescimento das plântulas pode ser mais efetivo.

Fontes:

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