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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Jabuticaba - Myrcia cauliflora Berg



Nome popular: jabuticabeira; jabuticaba-preta 
Nome científico: Myrcia cauliflora Berg 
Família botânica: Myrtaceae
Origem: Brasil - Mata Atlântica.

A jabuticabeira, mirtácea, espontânea em grande parte do Brasil, mais comum em Minas Gerais, Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, encontradiça noutras, como Bahia, Pernambuco, Paraíba, Pará, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso, a jabuticabeira, a magnífica jabuticabeira é uma árvore de tamanho médio, porte piramidal, belíssima. Folhas opostas, lanceoladas, vermelhas quando novas. Flores brancas e sésseis.
Frutifica fartamente, pois se cobrem de frutos o tronco, os galhos não raro até as raízes descobertas.

A jabuticaba, fruta brasileira por excelência, é uma baga redonda ou arredondada, em regra roxo - escura, com polpa esbranquiçada doce, saborosíssima, envolvendo 1 a 4 sementes. Também há jabuticabas "listradas de roxo ou vermelho, quase negro, com listras roxas ou vermelhas ". E as há também verde-claras e verde-bronzeadas.

Variedades


A fitografia da jabuticabeira, produtora de uma das melhores frutas do mundo, ainda está um tanto confusa. Barbosa Rodrigues, por exemplo, cita duas espécies de Myrciaria: Myrciaria jaboticaba, com frutos pequenos de pedúnculo escuro e Myrciaria cauliflora, com frutos grandes e sésseis.
Há quem encontre três espécies: Myrciaria cauliflora, Myrciaria trunciflora e Myrciaria jaboticaba.
De todas as variedades anteriores a mais aceita é a Myrciaria cauliflora e todas sua espécies, tais como:
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Jabuticaba Sabará:
A mais apreciada e doce das jabuticabas e a mais intensamente plantada.
É de crescimento médio mas muito produtiva. Frutos miúdos, de epicarpo fino, muito saborosos. Maturação precoce. 

Jabuticaba Paulista: 
De maior porte do que a anterior e de grande produção. Fruto grande e coriáceo. A maturação é um tanto tardia. Jabuticaba 

Jaboticaba Rajada: 
Assemelha-se as anteriores em crescimento e produção. Os frutos são grandes, muito doces e muito saborosos. A pele é verde bronzeada. Maturação mediana. 


Jabuticabeira Branca: 
Porte médio. Produz, fartamente, frutas grandes e deliciosas. São verde-claras. 


Jabuticabeira Ponhema:
É uma árvore de grande porte e extraordinária produção. O fruto é grande e de pele um tanto coriácea. Deve ser consumida quando bem madura. É a variedade mais apropriada a fabricação de geléias, doces e licores.


Climas e solos


Embora mais comum na grande região sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Guanabara e São Paulo) é encontradiça, como já vimos, do Pará , onde a plantaram e é uma arvoreta, ao Rio Grande do Sul. No Ceará, cresce em algumas serras, como Ibiapaba e Baturité, em Pernambuco e Paraíba existe, embora raramente, no litoral e é mais freqüente, mais desenvolvida e produtiva nos planaltos e encostas da Borborema. 
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Estes fatos mostram que a jabuticabeira tem uma extraordinária capacidade de adaptação a diversos climas. Não resta dúvida, porém, os sílico-argilosos e os argilo-silicosos profundos, férteis, bem drenados.

Multiplicação


É multiplicada por sementes, mergulhia, estaquia enxertia. As sementes serão plantadas em canteiros bem cuidados. Para a estaquia escolhem-se galhos fortes, no início da primavera. Enterram-se três quartos das estacas, em canteiros feitos à sombra e bem úmidos. Usam-se os enxertos de borbulha e garfo em pés-francos de jabuticabeira.


Plantio e tratos culturais


A jabuticabeira é sensibilíssima ao transplantio. As mudas serão arrancadas, na época oportuna, com um grande torrão, em dias úmidos. Prepara-se a terra do futuro pomar com cuidados de praxe. Ara-se e gradeia-se. Faz-se uma adubação verde, se possível.

Abrem-se covas de 50cm nos três sentidos, com o compasso de 6 x 6 a 10 x 10 metros, conforme a variedade a plantar, o clima e a fertilidade do solo.
Na cova colocar-se-ão uns 20 litros de estrume de curral ou composto, misturado com aproximadamente 200 gramas de nitro-cálcio ou sulfato de amônio, 200 gramas de farinha de ossos, 100 gramas de superfosfato e 100 gramas de cloreto de potássio. Fazem-se as carpas indispensáveis, de preferência com o cultivador ou a grade de discos.


Nos primeiros anos, podem fazer-se culturas consorciadas, de preferência leguminosas e de pequeno porte, deixando-se sempre um grande espaço livre em torno de cada jabuticabeira. Prefiram-se o feijão, o amendoim a soja como culturas consorciadas.

Adubação
Reage muito bem ao adubos, principalmente aos adubos orgânicos. Seria aconselhável a seguinte adubação para a jabuticabeira adulta: estrume de gado ou de aves, bem curtido,10 a 20 litros; farelo de algodão; farelo de mamona ou farinha de sangue, 3 a 6Kg; farinha de ossos, 1 a 3Kg.

Pragas e moléstias


É atacada pelos insetos e fungos. O grande inimigo da jabuticabeira é o pulgão ceroso Capulina jaboticabae, Ih. Os ramos atacados serão raspados e pincelados com calda sulfo-cálcica ou algo equivalente.

Colheita



A jabuticabeira infelizmente cresce vagarosamente e custa a produzir. Mas a produção é vultosa nas jabuticabeiras grandes e bem adubadas. Raul de Faria diz ter visto jabuticabeiras enormes que produziam, em Petrópolis (RJ) e Sabará (MG), 100 caixas de 40 litros cada uma! E não tinham sido adubadas.
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Receita - Geleia de jaboticaba




Ingredientes

  • Jabuticabas, mais verdes do que maduras, em qualquer quantidade;
  • Açúcar.

Observação
Para cada 3 litros de jabuticabas gasta-se (em média) 1 kg de açúcar.


Preparo
  • Lave bem as frutas e coloque-as, sem casca, numa panela. Acrescente água fria até cobri-las levemente.
  • Ferva até que a fruta fique cozida.
  • Coe através de um pano, sem espremer.
  • Numa panela grande e alta (de preferência esmaltada) coloque 4 xícaras (chá) do caldo e ferva por 5 minutos. Adicione 3 xícaras (chá) de açúcar e mexa até dissolver.
  • Uma vez levantada a fervura, mexa só de vez em quando.
  • Depois de 10 minutos de cozimento, teste o ponto. Coloque um pouco de geléia, numa colher, esfrie levemente e vire a colher. Se as gotas estiverem ralas, cozinhe mais um pouco.
  • A geléia estará no ponto quando as gotas ficarem pesadas e espessas. Geralmente, entre 15 a 20 minutos a geléia atinge o ponto.
  • Retire do fogo e coloque imediatamente em vidros quentes e já esterilizados. Feche-os e deixe descansar por 12 horas.
  • Conservar na geladeira.
 


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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Camaru - Amburana cearensis


Taxonomia

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)
Classe: Magnoliopsida (Dicotiledonae)
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae (Papilionoideae, Leguminosae)
Espécie: Amburana cearensis (Freire Allemão) A. C. Smith, Tropical Woods, 62:30, 1940.
Sinonímia botânica: Amburana claudii Schwacke & Taubert; Torresea cearensis Freire Allemão
Nomes comuns: cerejeita, ambaurana, amburana, amburana-de-cheiro, angelim, baru, cabocla e imburana-cheirosa, cerejeira-rajada, cumaré, cumaru, cumaru-de-cheiro, imburana-brava, cumaru-do-ceará, cumbaru, cumbaru-das-caatingas, emburana, imburana, imburana-de-cheiro, louro-ingá, umburana, umburana-lisa, umburana-macho, umburana-de-cheiro,umburana-vermelha, ishpingo, palo, trébol, roble criollo e tumi.
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Descrição

Amburana cearensis é uma árvore pequena da Caatinga, com altura média de 4 a 10 m e de 20 m na mata pluvial, caducifólia. A casca é vermelho-pardacenta, lisa suberosa e fina, com 7 mm de espessura, descamando em lâminas delgadas. A ramificação é dicotômica. Copa achatada e curta na Caatinga e alta, larga e umbeliforme na floresta.

As folhas são compostas de 10 a 15 cm de comprimento e 11 a 15 folíolos de 1 a 2 cm de comprimento. Os folíolos são ovados, emarginados, mebranáceos, gabros, com nervação impressa.

As flores são quase sésseis, amarelo-pardacentas, perfumadas e se reúnem em medindo de 3 a 6 cm e esses em panículas de 6 a 10 cm, as quais se inserem em ramos desfolhados. O fruto é um legume preto e estriado por fora, amarelo e liso por dentro, delgado, duro, monospermo, medindo de 7 a 9 cm de comprimento por 2 de largura.
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A semente é exalbuminosa de formato elíptico, oblongo e ovóide. O tegumento apresenta textura lenhosa, sendo a testa de coloração marmoreada, rugosa e opaca. O comprimento varia de 13 mm a 18 mm e a largura, de 8 mm a 12 mm. Possui ala, o que indica que sua dispersão é anemocórica.


Aspectos reprodutivos e Fenologia

É planta hermafrodita, cuja polinização é realizada principalmente por abelhas. A dispersão, anemocórica, ou seja, pelo vento, visto que suas sementes são dotadas de alas, forma muito comum de dispersão de sementes em matas secas (germinação). A floração é de abril a junho e frutifica nos meses de julho a setembro.


Aspectos ecológicos


É classificada como pioneira, mas é tolerante à sombra em algumas situações de regeneração sob dossel de mata. É uma planta decídua, heliófita, seletiva xerófita, características de afloramentos calcários e terrenos secos em matas decíduas.

A espécie apresenta ampla distribuição na América do Sul, sendo característica de Floresta Estacional. Também ocorre em Floresta Estacional Semidecidual, restrita aos afloramentos rochosos ou calcáreos, em Floresta Estacional Decidual Submontana, em Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica) até a Caatinga/Mata Seca.

A sua ocorrência no Cerrado e no Pantanal restringe-se às manchas de florestas estacionais de afloramento calcáreo e suas zonas de transição com o Cerrado em áreas bem drenadas e de moderada a elevada fertilidade.

No Sudeste da Amazônia (Rondônia, Acre e Amazonas) ocorre a Amburara acreana, com características muito próximas a A. cearensis.




Área de ocorrência


Amburana cearensis pode ser observada em praticamente toda América do Sul (do Peru à Argentina). Na região semi-árida ocupa áreas consideráveis de todos os estados do Nordeste brasileiro e se estende até Minas Gerais, abrangendo cerca de um milhão de km² . Sua distribuição geográfica abrange as latitudes de 3º S (Ceará) a 25º S (Argentina), nas altitudes de 10 m a 1.500 m.



Clima e solos

A precipitação média anual varia desde 440 mm a 2.000 mm, com chuvas distribuídas uniformemente a periódicas, com estação seca pronunciada de moderada a forte, com duração de até 9 meses. A temperatura média anual é de 19,5ºC a 27,6ºC, sendo raras as geadas (média de zero a duas). Os tipos climáticos em que a cerejeira ocorre naturalmente são: Semi-Árido (Bsh), tropical (Aw), subtropical de altitude (Cwa) e subtropical úmido (Cfa).

A cerejeira ocorre em solos de textura franco e argilo-arenosos e profundos na meia-encostas da Caatinga e em afloramentos calcários. A sua ocorrência no Cerrado e no Pantanal se dá em áreas cem drenadas e de moderada a elevada fertilidade. Em plantios, mostrou-se sensível à salinidade do solo.
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Produtos e utilizações


Madeira

É moderadamente pesada (0,6 g/cm³), cerne bege amarelado ou bege rosado, uniforme, excepcionalmente apresenta alguns veios mais escuros, alburno muito pouco diferenciado do cerne, grã direita a irregular superfície irregular lustrosa e medianamente lisa ao tato, cheiro acentuado, peculiar, agradável e gosto levemente adocicado.

Utiliza-se a madeira, por apresentar retratibilidade baixa e resistência mecânica entre baixa e média, na confecção de móveis de luxo, folhas faqueadas decorativas, escultura, tanoaria, acabamento interno, lambris, balcões, tonéis etc.

A madeira possui durabilidade baixa em condições favoráveis ao apodrecimento e no ataque de cupins subterrâneos. A secagem deve ser cuidadosa, pois tende a empenar.
Outros Usos

A madeira da cerejeira é principal produto, no entanto é necessário avaliar que essa árvore apresenta a possibilidade de gerar diversos outros usos, que valorizam e agregam valor à árvore viva. Abaixo estão descritas as partes, os produtos e benefícios obtidos.

Casca e sementes: são tradicionalmente utilizadas no tratamento da asma, tosse e bronquite. Das cascas do caule já foram isoladas várias substâncias, incluindo cumarina, isocampferídio, fisetina, alfalona e amburosídio.

Flores: sua floração durante o período seco indica a importância da cerejeira como fonte de alimento para a entomofauna quando há pouca oferta de recurso, principalmente no caso da Caatinga.

Sementes: fornecem cerca de 23% de um óleo fixo constituído principalmente dos glicerídios dos ácidos: palmítico, linoléico, oléico e esteárico. Contêm ainda uma proteína inibidora que é capaz de inativar a tripsina e o fator de coagulação XII. A referida proteína constitui-se, por isso, numa ferramenta útil para o estudo da fase de contato da coagulação sanguínea. Nas sementes são encontrados também cumarina e 6-hidroxicumarina. Avaliou o efeito alelopático do extrato aquoso das sementes de cerejeira em alface, picão e carrapicho, como potencial herbicida natural. Houve presença de fitotoxicidade e, confirmada ação alelopatia promovida pelo extrato aquoso de sementes de cerejeira a partir de 0,78 mg/ml para a inibição da germinação das sementes e do desenvolvimento das plântulas. No caso do carrapicho, apenas a cumarina pura inibiu a germinação dessas sementes.

Extrativos da madeira: Tradicionalmente a madeira de cerejeira é utilizada para fornecer características sensoriais à cachaça, através de processo de enelhecimento da bebida em tonéis de cerejeira. Abreu-Lima et al. (2005) avaliou a adição dos extrativos retirados de madeiras na cachaça, entre elas, a cerejeira, nas caracteristicas sensoriais em comparação à cachaça envelhecida. Os resultados indicaram a possibilidade da utilização de extratos de madeira no aprimoramento do processo de envelhecimento da cachaça.

Árvore inteira: Pode ser utilizada com sucesso no paisagismo em geral, devido ao seu porte ornamental. Com base no seu desenvolvimento inicial, sugere-se a introdução desta espécie em estádios iniciais de recuperação de florestas estacionais degradadas.
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Produtos e utilizações


Os frutos devem ser colhidos direto da árvore, ou quando iniciarem queda espontânea e em seguida secar ao sol para facilitar a abertura e liberação das sementes.

A semente de cerejeira é ortodoxa, apresenta conteúdo de água menor que 10 % nas sementes. A semeadura pode ser feita em saquinhos individuais, ou canteiros contendo substrato organo arenoso e a germinação, hipógea, tem início 5 dias após a semeadura, ou seja,é uma espécie de germinação rápida.

O uso de técnicas de quebra de dormência não se enquadra nessa espécie e a taxa de germinação de 70 a 90 % de 3 a 5 dias sem tratamento. A longevidade das sementes de cerejeira é baixa, perdendo 50 % da viabilidade em 12 meses de armazenamento em câmaras secas e frias.

Um quilo de sementes pode gerar 1630 mudas. Uma árvore de caatinga produz em média 10 kg de sementes anualmente.

Engel e Poggiani (1990) sugerem que a espécie seja favorecida por níveis de sombra acima de 56%, pelo menos durante sua fase inicial de crescimento. Muitos autores, no entanto consideram que sombreamento das mudas em viveiro e em campo seja desnecessário, já que a espécie está adaptada em condições de pleno sol.



Silvicultura

A cerejeira é uma espécie heliófila e medianamente tolerante a baixas temperaturas. No entanto, segundo Engel e Poggiani (1990) em condições naturais a cerejeira apresenta melhores chances de regeneração sob a cobertura da mata, tolerando inclusive intensidades luminosas bastante reduzidas, em decorrência de um dossel fechado. A cerejeira demonstrou ser uma espécie tolerante à sombra pelo menos durante sua fase inicial de crescimento. É uma espécie que apresenta um bom potencial para plantio de enriquecimento em matas, já que responde favoravelmente ao sombreamento.

Desenvolve-se bem em plantios puros a pleno sol e em solos de boa fertilidade, no entanto apresenta forma ruim, ou seja, ramificação pesada, sem dominância apical. Não brota depois de cortado e é sensível à salinidade dos solos.

O desenvolvimento das plantas no campo é lento, não ultrapassando 1,5 m nos 2 primeiros anos. O incremento médio máximo registrado é de 2,0 m³ ha-1 ano-1, aos nove anos de idade, em Santa Helena, PR de acordo com a Embrapa Floresta.

Conservação de Recursos Genéticos

Amburana cearensis é uma espécie em risco de extinção no Brasil e no Paraguai. No Brasil, ela está sendo conservada ex situ pelo Cenargem/Embrapa e recomenda-se sua conservação in situ.

Fontes: 
http://www.ufersa.edu.br
http://fm2.fieldmuseum.org

http://www.aguademeninos.com.br
http://fm2.fieldmuseum.org

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mulungu - Erythrina mulungu


Atendendo à solicitação do meu amigo Felipe Costa, hoje eu apresento a vocês o Mulungu. Não a cidade onde o Felipe nasceu, mas as plantas do gênero Erythrina que popularmente são chamadas de mulungu.


Características Gerais


Existem várias espécies de plantas chamadas popularmente de mulungu ou eritrina. São árvores originárias da América do Sul e no Brasil ocorrem na mata Atlântica, do Espírito Santo até Santa Catarina e também em algumas partes da região Nordeste. Seu tamanho pode variar muito, mas são árvores de médio à grande porte.
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Flores


Suas flores também variam bastante, conforme a espécie, mas geralmente têm coloração vermelho-intenso.

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Frutos


Seus frutos são em forma de vagem, com cerca de 6 cm de comprimento. Possui propriedades medicinais e a sua raiz é usada como calmante e sedativo. Também é chamada de suinã, sananduva, crista-de-galo, corticeira.
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Espécies


A árvore mulungu pertence à família das Fabáceas e as espécies mais conhecidas são: Erythrina Velutina, Erythrina Crista-Galli, Erythrina Verna, Erythrina Speciosa, Erythrina Falcata, Erythrina mulungu. Todas estas são chamadas de mulungu.


Uso Medicinal


No Brasil o mulungu é usado há muito como sedativo natural. Diz-se que a erva consegue estabilizar o sistema nervoso central. Em tempos de stress é usada para equilibrar e acalmar os nervos. É também usada como antioxidante; para tonificar, equilibrar e fortalecer o fígado.

O uso do mulungu pode influenciar positivamente a regulação dos ritmos cardíacos. Também pode ajudar a reduzir a tensão arterial. As substâncias químicas existentes no mulungu têm sido estudadas extensivamente. Estas englobam grandes quantidades de flavonóides, triterpenos, e alcalóides. 

Dois estudos indicam ainda que um destes alcalóides, a erisodina, pode ser útil como droga antinicotina, pois foi demonstrado que esta actua como antagonista competitivo e bloqueia os receptores de nicotina. 

O principal remédio natural vendido no mundo inteiro hoje em dia contra o stress e a ansiedade, e como sedativo em geral, é a kava kava. Esta planta, todavia, tem sido sujeita a relatórios negativos nos últimos anos a respeito de possíveis contra efeitos no fígado. Como o mulungu tem os mesmos efeitos calmantes e reguladores do stress (se não melhores), e tem um efeito positivo no fígado, é indicado como o novo substituto da kava kava. Cerca de meia chávena de uma decocção normal da raiz (por dia) deve ser suficiente e seguro.

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Uma decocção é normalmente feita com 1 colher de chá de erva em pó ou com 2 colheres de chá de erva cortada por cada 250 ml de água a ferver. Depois cobre-se a panela ou reduz-se a chama ao mínimo, para que a mistura ferva lentamente durante 20 minutos. Após isto deixa-se arrefecer, coa-se, e consome-se.

Aviso


• O mulungu é um sedativo e pode causar sonolência. 
• Na medicina tradicional a planta é usada para baixar a pressão arterial. Estudos clínicos com animais constactaram efeitos hipotensivos. Recomenda-se, pois, para quem tomar medicamentos para reduzir a pressão arterial (ou se tiver a tensão baixa), o uso do mulungu com a devida precaução e a monotorização regular da tensão .

Fontes






 

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