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terça-feira, 26 de junho de 2012

Dama Dançante - Oncidium cebolleta

O Oncidium cebolleta é uma espécie de orquídeas do gênero Oncidium, também chama de dama dançante, da subfamília Epidendroideae, da família das (Orquidáceas).

Etimologia




Esta orquídea do gênero Oncidium cresce agrupado em forma de touceiras. 
O nome científico provêm do latim Oncidium = "inchação", "tubérculo" e "cebolleta" por causa do formato de suas folhas, não é a toa que esta orquídea é chamada de orquídea de folhas de cebola.


Habitat


Esta espécie é nativa do Sul do México, no estado de Campeche, da América Central, do SE da Venezuela e do Brasil. Esta Orquídea se desenvolve sobre árvores. Área de clima quente e úmido de terras entre 150 e 1700 metros de altitude con luz forte e florecendo nos meses de temporada seca do bosque.

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Descrição


O Oncidium cebolleta é uma orquídea epífita e ocasionalmente rupícola, com pseudobulbos cilíndricos achatados lateralmente de onde saem apicalmente duas folhas coriáceas carnosas, em seu centro saem duas hastes florais de pequenas e numerosas flores. Possui um ramo floral paniculado.

Flores em racimo médio de muitas flores, de 4 cm de tamanho, de cor amarelo forte com manchas de cor de café.
Os índios pré-colombianos da América Central usaram esta planta para produzir uma espécie de alucinógeno.

Cultivo


Tem preferência por muita claridade ou com sombra moderada. Para cultivar, deve-se plantar em um tronco com a base reta não muito largo, para que se possa manter em pé e se coloca a orquídea amarradaa a um tutor ao leste.
Pode ser colocado no exterior como os Cymbidium para estimular a floração. Em seu desenvolvimento precisa de regas frequentes, porém, quando chega a fase adulta, diminuir as regas até deixá-lo quase seco.


Referências


  • Harry Zelenko :The Pictorial Encyclopaedia of Oncidium (1997)
  • Koniger, W. 2003. New species of the genera Masdevallia, Oncidium and Sigmatostalix. Arcula no. 12: 298-311.



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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Bonsai - Árvore em bandeja




Bonsai (japonês: bon-sai), que significa "árvore em bandeja".
Um bonsai precisa ter outros atributos entretanto além de simplesmente estar num vaso raso. A planta deve ser uma replica de uma arvore da natureza em miniatura. Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

As origens históricas

Apesar da forte associação entre o cultivo de bonsai e a cultura japonesa, na verdade foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbustos em vasos de cerâmica. Há provas de que, já em 200 d.C. os chineses cultivavam plantas envasadas (mais conhecidas como Penjing) como prática habitual da sua atividade de jardinagem.

O bonsai como hobby

No ocidente o cultivo de bonsai como hobby desenvolveu-se bastante nos últimos 200 anos e hoje estas pequenas árvores estão espalhadas por todo o mundo. O crescente interesse pelo bonsai é partilhado com a crescente atenção dada às artes orientais nos últimos anos. Apesar de parecer um hobby extremamente exótico, o cultivo de árvores em miniatura não é por si só muito mais complexo do que a jardinagem comum aplicada a plantas em vasos. A diferença básica é o cuidado para reproduzir as características de uma árvore de porte muito maior, e aí reside a dificuldade. Mais do que cuidadosa poda e adubação, é preciso também muita paciência e alguma habilidade artística. Em lendas o bonsai representa boa sorte e muito dinheiro, mas isso é deixado de lado quando conhecemos o verdadeiro significado e sentido do Bonsai. Na internet temos diversas fontes para conhecimento a respeito desta arte, o Bonsai Fórum é uma delas e está sendo a principal fonte de consultas e pesquisas.

Técnicas de controle de crescimento

O crescimento das árvores é controlado com a aplicação de várias técnicas:
  • Restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado - Uma árvore não possui essa restrição na natureza, por isso cresce livremente.
  • Uso de adubos com menor quantidade de nitrogênio - O nitrogênio em excesso provoca crescimento acelerado e folhas com tamanho maior que o desejado.
  • Rega em quantidades moderadas - Entenda-se por moderada a rega feita com critério, não com economia. O que não podemos fazer é molhar nosso bonsai todos os dias, se não ele seca de um dia para o outro, por isso o clima, o vento, a localização da árvore vão sempre incidir diretamente na frequência de rega. A rigor, deve usar-se a sensibilidade, regar quando a terra estiver seca, e não regar quando ela estiver ainda úmida.
As árvores não são modificadas geneticamente. Praticamente qualquer espécie pode ser utilizada, sendo as mais famosas, as dos gêneros Pinus(pinheiros), Acer (bordo), Ulmus (olmos), Juniperus (junípero/zimbro), Ficus(figueira), Rhododendron (rododendro ou azálea), dentre outros.
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Estilos

Podem ser encontrados bonsais de vários tamanhos, sendo que a maioria fica entre 5 cm e 80 cm. Os bonsais medindo até aproximadamente 25 cm podem ser chamados shohin. Costuma-se chamar os bonsais menores que 7 cm de nano.
Podemos encontrar, na natureza, árvores que crescem em formas bastante variadas. Essas formas são imitadas através de "treinamento" (aramação e poda). Os estilos abaixo são os básicos tradicionais. Existem outros que são considerados subtipos dos descritos abaixo:
  • Chokan - Estilo ereto formal. Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de espessura gradualmente, da base ao ápice. Os ramos devem ser simétricos e bem balanceados.
  • Moyogi - Estilo ereto informal. Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de uma direção à medida que progride para o ápice, embora mantendo uma posição geral mais ou menos ereta. A árvore deve dar a impressão de um movimento gracioso.

  • Shakan - Estilo inclinado. Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se predominantemente em uma direção.

  • Kengai - Estilo cascata. A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda do mesmo. Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos.


  • Han-tensoi - Estilo semi-cascata. Semelhante ao anterior, com a árvore caindo a um nível abaixo da borda do vaso, mas não chega a altura da base do vaso.


  • Fukinagushii - Varrido pelo vento. Árvore com ramo e tronco inclinados como que moldados pela força do vento.

Métodos de Cultivo

Misho: O método do misho é o cultivo a partir de sementes. Consiste em escolher uma espécie que dela se queira adquirir um bonsai, conseguir algumas sementes desta planta (se a espécie escolhida não apresentar sementes, o misho não se emprega nesse caso), plantar e esperar a germinação - processo que pode durar, dependendo da espécie, de 1 a 3 meses.
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Método:
  • Escolhidas as sementes, deve-se selecionar as que estão ainda viáveis. Um método bastante eficaz consiste em deixá-las em um vaso com água na noite anterior ao plantio, de um dia para o outro. As sementes férteis irão afundar e as mortas flutuarão.
  • Deve-se preparar a sementeira, de preferência um vaso ou caixa de madeira com aproximadamente 15 cm de profundidade, com um orifício no fundo para drenagem, que deve ser coberto com uma tela de náilon para impedir escoamento do conteúdo.
  • Deve-se cobrir 1/4 da profundidade do vaso com grânulos de cascalho.
  • A camada seguinte deve ser já o substrato (sem cascalho fino) até um pouco mais da metade do vaso. Não deve ser utilizado nenhum tipo de adubo nessa fase.
  • As sementes devem ser depositadas nessa camada de terra, separadas 4 cm uma das outras e cobertas com uma camada de 2cm de terra fina.
  • A rega deve ser abundante, mas não a ponto de encharcar o vaso.
  • Depois de 3 meses de brotamento as plantas estão prontas para adubação. Pode ser aplicada uma pequena quantidade de adubo líquido, colza ou torta de mamona.
  • Dependendo da espécie, a época de se transplantar a muda para uma bandeja de bonsai varia entre 1 a 2 anos. Após esse período ainda não temos um bonsai, apenas uma muda. Deve-se então continuar com os passos do método Yamadori.
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Yamadori
Yamadori significa mudas colhidas na natureza, mas para conseguir as mudas, você pode muito bem comprá-las num horto. Este método pode ser aplicado como continuação do misho, porém, com a economia de alguns meses (a idade da muda irá influir neste caso). A muda deve apresentar caule curto porque algumas espécies tendem ao crescimento vertical exagerado do caule, tornando-se inadequadas para se tornarem um bonsai - por isso devem ser moldadas desde muito cedo.
Vale notar que em caso de colheita da muda natural, deve-se ter cuidado para não danificar as raízes na hora da retirada.
(Bonsai estilo floresta)
Método:
  • As mudas, quando compradas, geralmente virão em um saquinho de plástico preto que deverá ser removido no início do processo.
  • Embora os bonsai sejam plantados em uma bandeja, as mudas adquiridas não devem ser replantadas de imediato nesse tipo de recipiente pois ainda não são bonsai - devendo portanto ser replantadas com procedimentos semelhantes aos do misho, no que diz respeito ao preparo do solo.
  • Uma vez que a muda for retirada da terra, os galhos devem ser podados na proporção do volume das raízes. A poda deve ser feita com tesoura bem afiada e muito cuidadosamente, de modo a não prejudicar a forma que se deseja dar ao futuro bonsai. Deve-se começar a poda pelas raízes secas ou danificadas, e prosseguir para os galhos em igual situação. Terminada a chamada poda de limpeza, deve-se observar a proporção do volume de raízes em relação aos galhos: se faltarem muitas raízes, talvez seja necessário podar alguns galhos. A proporção dos galhos em relação às raízes é geralmente seis galhos para quatro raízes.
  • Deve-se acomodar as raízes da muda no vaso e acrescentar terra gradualmente, compactando-a levemente com os dedos. O vaso deve conter terra o suficiente para cobrir as raízes, mas sem nunca ultrapassar a borda do vaso. Deve-se pressionar a área aterrada com as mãos usando pouca força, e sem a utilização de ferramentas.
  • Depois que a muda for plantada, talvez ela precise ser amarrada ao vaso com um barbante forte, fio ou apoiada de alguma forma para não mudar de posição ou cair, até que as raízes fiquem mais fortes. Esse apoio deve ser mantido por cinco meses.
  • As mudas recentemente plantadas devem ser colocadas a meia sombra, ao abrigo dos raios diretos do sol e do vento. Como este é o estágio de crescimento de raízes novas, deve-se regar a terra duas vezes por dia durante os três primeiros meses.




Existem também outros métodos de cultivo como o sashiki, que é a preparação de mudas para bonsai por estacas de galhos, e a alporquia, que é a técnica aplicada com o objetivo de forçar o crescimento de raízes de um determinado local de um galho ou segmento de tronco de uma árvore natural.








terça-feira, 5 de junho de 2012

Gabiroba - Campomanesia xanthocarpa Berg



Nome científico: Campomanesia xanthocarpa Berg
Nome popular: guabiroba; guabiroba-da-mata; gabiroba
Família: Myrtaceae

Gabiroba


A guabiroba (gabirobeira, gabirobeira, gabiroba) pertence à família Myrtaceae, é uma planta que não perde as folhas facilmente (decídua), heliófita (que se desenvolve na presença de luz), característica das submatas abertas ou de vegetação semidevastada na zona dos pinhais do Planalto Meridional. Ocorre em Goiás, Minas Gerais até Santa Catarina, nas regiões de florestas e cerrados.

Planta muito variável morfologicamente e rara em toda a área de distribuição. Altura entre 4 a 7 metros, dotada de copa globosa, densa e baixa, tronco curto e cilíndrico, revestido por casca grossa e fissurada.

Suas folhas são simples, glandulares, subcoriáceas ou cartáceas, face superior pouco nítida com nervura central impressa, com ou sem pêlos na face interior. Floresce abundantemente durante os meses de outubro e novembro, as flores são solitárias, glandulares, axilares ou laterais, de cor branca com numerosos estames.

Possui fruto subgloboso, glandular, de polpa suculenta, com poucas sementes glandulosas. São comestíveis e muito apreciados pela avifauna, amadurecem no período de dezembro e janeiro.

A árvore pode ser utilizada na arborização, reflorestamento de áreas degradadas. A madeira é pesada, textura média, sujeita ao rachamento na secagem e pouco durável.
É empregada localmente para uso interno em construção civil e sobretudo lenha e carvão.
Possui anualmente grande quantidade de sementes viáveis que são amplamente disseminadas pela avifauna.





Fontes


www.4elementos.bio.br
www.ibb.unesp.br
LORENZI, H.; 2000. Árvores Brasileiras:
Manual de Identificação e Cultivo de Plantas 
Arbóreas do Brasil. São Paulo, 3ª ed. Vol 02.

 

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