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terça-feira, 3 de julho de 2012

Macaúba - Acrocomia aculeata


Nome popular: macajuba; coco-de-espinho 
Nome científico: Acrocomia aculeata (lacq ) Lood. ex Mart
Família botânica: Palmae
Origem: Matas do norte até o sudeste do Brasil

"Entre os coqueiros que vegetam produzem abundantemente no Brasil, dando cocos geralmente apreciados e de grande valor industrial e comercial, distingui-se o que é mais vulgarmente conhecido no norte do Brasil como macaubeira e no sul, coqueiro-de-catarro. É vasta a sinonímia popular desse coco ou coqueiro: mucajá, mocujá, mocajá, macaúba, macaíba, macaiúva, bacaiúva, bocaiúva, umbocaiúva, imbocaiá, mbocaiúva ou mbocaíba." 
FRUTAS DO BRASIL - Eurico Teixeira


Características da planta


Palmeira de até 15 m de altura. Estipe ereto reco-berto pelos restos das folhas velhas apresentando muitos espinhos escuros em sua superfície Folhas de até 1m de comprimento, de aspecto crispado com espinhos. Flores agrupadas em cachos de até 80 em de  comprimento, pequenas, amareladas. Surgem de outubro a janeiro. 


Fruto


Globoso, liso, de coloração marrom- amarelada quando maduro. Polpa amarelada com uma amêndoa oleaginosa Frutifica de setembro a janeiro. 

Flor



Tronco




Cultivo


A propagação é feita por sementes. Necessita de substrato arenoso rico em matéria orgânica. O local deve ser sombreado. 

"No decorrer de milhões de anos as palmeiras adaptaram-se às condições mais variadas do clima e do solo. A maioria prosperou no clima equatorial quente e úmido. Outras suportaram prolongados estios dando-se bem no clima árido, semídesértico. Outras ainda, saíram do inturão tropical, suportando temperatura abaixo de zero. Crescem no solo bom, próprio para agricultura. Adaptaram-se também aos solos ácidos, silicosos, estéreis, nos quais nenhuma planta econômica cultivada poderia medrar. Crescem nos brejos, como também nos rochedos secos, sem solo decomposto algum."
PALMEIRAS DO BRASIL - Gregório Bondar

A macaúba é palmeira de vasta distribuição geográfica. Sua área de ocorrência estende-se desde os Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, passando por Minas Gerais e por todo o centro-oeste, nordeste e norte do Brasil, até ultrapassar as fronteiras, atingindo a América Central. Segundo consta no dicionário de Pio Corrêa, alguns estudiosos supõem que a macaúba chega, até mesmo, a alcançar o México.

Com tamanha dispersão e considerando-se as semelhanças existentes entre as palmeiras do gênero Acrocomia ao qual pertencem a macaúba, a macaíba e o mucajá, é natural que existam diferentes nomes regionais para designar tais palmeiras e que estes se confundam entre si.

Segundo Gregório Bondar, o gênero Acrocomia abrange 15 espécies distintas, das quais 10 são consideradas brasileiras. São, em todos os casos, palmeiras robustas cujos estipes eretos, esguios e elegantes, alcançando cerca de 20 metros de altura, e apresentam-se, geralmente, revestidos por fortes espinhos, em especial perto do topo. Em seu estado de natureza, destacam-se pela exuberante beleza de seu conjunto, em agrupamentos onde podem ser encontradas juntamente com outras palmeiras, como a carnaúba.

Uma das principais características dessas palmeiras é a presença de espinhos ao longo de seu estipe - não tantos, porem, como se pode encontrar na palmeira brejaúva variando a quantidade e o tipo de acordo com a espécie considerada.

O aproveitamento dos frutos tanto da macaúba (Acrocomia aculeata, aquela que apresenta mais espinhos e é encontrada em maiores concentrações nos Estados de Minas Gerais e de Goiás) como da macaíba (Acrocomia intamescens, a mais baixa e que forma uma espécie de barriga em seu estipe, mais freqüente nos estados nordestinos) e do muca-já (Acrocomia sclerocarpa, aquela que apre-senta menos espinhos e que é freqüente na região Norte) é também muito semelhante.

Nos três casos, a polpa que reveste as amêndoas dos cocos que estas palmeiras produzem é frequentemente consumida in natura pelas populações locais. Além disso, dela, pode-se extrair boas quantidades de óleo, que é destinado, principalmente, à indústria de sabões, sendo também empregado na culinária, na alimentação de Iampiões e na medicina caseira.

Segundo Pio Corrêa, ainda mais importante é o óleo transparente e incolor obtido a partir da amêndoa dos cocos, em especial da macaúba, que, além de possuir boa rentabilidade, é fino e comestível, podendo substituir perfeitamente o azeite de oliva. O mesmo autor faz também referência ao fato de que, na região de Diamantina, em Minas Gerais, utiliza-se o revestimento externo do coco que é bastante duro e espesso, parecendo osso ou marfim - na confecção de enfeites e de adornos artesanais, tais como anéis, abotoaduras, correntes, etc.

Apesar de sua abundante frutificarão e tantas outras qualidades, essas palmeiras brasileiras do gênero Acrocomia, selvagens e nativas e em quase todo o território nacional, têm sido exploradas de forma rudi mentar e doméstica, bem aquém de seus potenciais econômicos.

Alternativas para o seu melhor aproveitamento vêm sendo apontadas em experimentos realizados no Centro de Pesquisa Agropecuária do Cerrado da EMBRAPA do Distrito Federal, que desenvolveram várias receitas gostosas e nutritivas utilizando a polpa do coco da macaúba, tais como: doces, paçocas, geléias e cocadas.

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