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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Camu-camu - Myrciaria dubia (H.B.K.) Mcvaugh


Nome popular: caçari cauari
Nome científico: dubia (H B K..) McVaugh
Família botânica: Myrtaceae
Origem: Região Amazônica
Características da planta
Arbusto de pequeno porte, podendo atingir até 3 m de altura, caule com casca lisa. Folhas avermelhadas quando jovens e verdes posteriormente, lisas e brilhantes. Flores brancas, aromáticas, aglomeradas em grupos de 3 a 4.
Fruto
Arredondado, de coloração avermelhada quando jovem e roxo- escura quando maduro. Polpa aquosa envolvendo a semente de coloração esverdeada. Frutifica de novembro a marco.
Cultivo
Espécie silvestre que ocorre predominantemente ao longo das margens de rios e lagos,com a parte inferior do caule e frequentemente submerso.
O camu-camu, de acordo com resultados obtidos em experimentas realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), apresenta alto valores nutritivos e, em especial, possui uma concentração de vitamina C em sua polpa superior ao da acerola e cerca de 30 vezes maior que a da laranja. Técnicos do INPA estão, também, fazendo experimentos que procuram viabilizar comercialmente o seu cultivo, tornando a planta mais produtiva. Para quem conhece os teores de ácido ascórbico - ou vitamina C - contidos na acerola e a dimensão dos valores e ganhos obtidos em sua exploração econômica, estas são importantes afirmações.
A recomendação nutricional diária para consumo de vitamina C, segundo informação da Food and Nutrition Board, é de 0,09 g para homens e 0,075 g para mulheres, no caso de adultos. Cada fruto do camu-camu pesa em torno de 8 g, podendo chegar até 15 g em alguns casos. Levando-se em conta a quantidade média de vitamina C do camu-camu e seu peso, míseras 12 frutinhas (cerca de 100 g), jogadas no liquidificador e batidas, fazem um suco que ultrapassa largamente o consumo mínimo desejável para um adulto diariamente. Mesmo que o processamento da fruta cause alguma perda, ainda assim o suco continua altamente rico em vitamina C. Como não é sintetizada pelo organismo, a vitamina C precisa ser ingerida. Suas inúmeras funções vão desde o fortalecimento da imunidade até a síntese dos ácidos biliares (veja quadro Por que você precisa da vitamina C?). Além disso, exerce um papel antioxidante, atenuando a ação dos radicais livres e contribuindo, assim, para evitar doenças crônicas.
Fruto de planta nativa da Amazônia, o camu-camu cresce em arbustos ou pequenas árvores e se encontra disperso em quase toda a região. Pode ser encontrado, invariavelmente, à beira dos igarapés, rios ou em regiões permanentemente alagadas, onde a parte inferior de seu caule pode ficar imersa.
Os frutos do camu-camu são pequenas esferas do tamanho de cerejas, de casca mais resistente do que a acerola, lembrando a jabuticaba: sua casca, ao se romper na boca, deixa escapar o caldo da polpa, que fica envolto em uma semente única. Apresentam uma cor avermelhada que, à medida que vão amadurecendo, passam a um roxo enegrecido.
Muitas vezes, as frutinhas são encontradas em tamanha quantidade, que o colorido que dão à margem das águas amazônicas chama a atenção de qualquer pessoa. Em Roraima onde ela pode ser encontrada em profusão, há até mesmo um bairro da cidade de BoaVista que tomou emprestado da fruta o nome de caçari pelo qual é mais conhecido na região.
Apesar de tanta abundância, o brasileiro nativo ainda não aprendeu a aproveitar de toda a generosidade dessa planta.
Quando muito, o camu-camu é utilizado como passatempo e tira-gosto pelos pescadores nas longas horas em que permanessem à beira d'água, próximos aos arbustos repletos. Na pescaria, a fruta é também utilizada como isca para o tambaqui, um dos melhores e mais comuns peixes amazônicos.
Atualmente, é na Amazônia peruana onde vamos buscar algumas lições para a utilização desta fruta. Ali, o camu-camu é pouco consumido in natura. Por ser bastante ácido, apesar de doce, é fruta preterida para o preparo de refrescos, sorvetes, picolés, geléias, doces ou licores, além de acrescentar sabor e cor a diferentes tipos de tortas e sobremesas confeccionadas à base de outras frutas. Em todos os casos, a casca deve ser acrescentada juntamente com a polpa suculenta da fruta, pois, é ela que concentra a maior parte de seus teores nutritivos e que carrega sua bonita e atraente coloração vermelho- arroxeada.
O camu-camu é uma espécie tipicamente silvestre, mas com um grande potencial econômico capaz de colocá-lo no mesmo nível de importância de outras frutíferas tradicionais da região amazônica, tais como o açaí e o cupuaçu.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Absinto - Artemisiae absinthium


O absinto (losna) é uma planta medicinal que favorece a digestão e pode ser freqüentemente encontrada em forma de infusão ou decocção.

Classificação Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales                
Família: Asteraceae
Gênero: Artemisia
Espécie: A. absinthium

Nomes:

Nome em português: Absinto, losna 
Nome latim: Artemisiae absinthium
Nome francês: Absinthe, grande absinthe
Nome inglês: absinth, wormwood 
Nome alemão: Wermut
Nome italiano: assenzio

Constituintes:

Óleo essencial, tuiona (substância tóxica que pode ser encontrada no álcool mas não nas infusões) substâncias  amargas, lactonas sesquiterpênicas, sílicio, flavonóides, taninos.

Partes utilizadas:

Folhas ou sumidades floridas (partes aéreas).

Efeitos do Absinto:

Estomáquico (contra as dores de estômago), amargo, antelmíntico (contra os helmintos ou os vermes), aromático (proporciona sabor), estimulante do apetite.

Indicações:

Problemas digestivos não funcionais (acidez gástrica), distúrbios digestivos, anorexia (grâças ao efeito estimulante sobre o apetite), falta de apetite (para essas indicações, beba uma infusão de absinto 30 minutos antes da refeição)  flatulências, inchaços, anemia.

Efeitos secundários:

Em função do teor em tuiona (constituinte tóxico do  absinto), determinadas preparações (por exemplo, do óleo essencial puro do absinto) ou de álcoois à base de absinto podem ser tóxicas, procure um especialista para se assegurar que o medicamento ou preparação que você utilizará tem um teor de tuiona controlado.

Contra-indicações:

Gravidez, amamentação, leia a bula do medicamento.

Interações:


Devido ao teor em taninos, interações são possíveis com sais de ferro, zinco ou chumbo, assim como com alcalóides, portanto, queira ler a bula antes de consumir um medicamento.

Preparações à base de absinto

- Infusão de absinto
- Tintura de absinto: A tintura de absinto pode ser encontrada em farmáciase é utilizada em gotas, que devem ser tomadas em um copo de água, cerca de 2 a 3 vezes ao dia. Se você estiver buscando um efeito tonificante, recomendamos uma dose de 10 a 30 gotas, ou ainda de 20 a 60 se quiser estimular a excreção biliar. Também é utilizadas na fabricação de cosméticos. (fonte: Destinationsanté, França). 

- Pó de absinto (como efeito vermífugo)
- (Bebidas alcóolicas à base de absinto)

Curiosidades:

Onde cresce o absinto ?
O absinto cresce na Europa, Ásia e certas regiões da América do Norte. O absinto gosta de solos secos. Ele pode ser encontrado nas montanhas, por exemplo, nos alpes até 1400 m de altitude.
Quando colher o absinto ?
Segundo informações, o absinto (partes aéreas) é colhido no verão.
Observações 
A planta do absinto também pode ser destilada para produzir álcool. Mais conhecida como "fada verde", é muito apreciada nas montanhas Jura da Suíça e da França. 
O absinto suscita muitas polêmicas,  pois dizem que ele pode gerar alucinações. Será que isso é um mito ou uma verdade científica?

De fato, a tuiona que encontramos neste álcool pode ser muito tóxica, se consumida em alta dose. Na Suíça, as autoridades finalmente legalizaram a comercialização do álcool de absinto, para  combater a concorrência estrangeira e o contrabando, principalmente nas montanhas Jura.

No entanto, na sua indicação para combater as dores de estômago, o absinto em forma de infusão funciona como um produto eficaz, que nós recomendamos. Observamos que a tuiona (produto ativo tóxico) não é encontrada nas infusões, por isso pode ser utilizada sem risco.

A "Fada verde":



O licor de absinto era muito apreciado por famosos poetas e artistas como Van Gogh, Rimbaud, Baudelaire e Toulouse-Lautrec, entre outros. Ao que tudo indica, aquele destilado de ervas cor verde-esmeralda, também chamado de "fada verde", seria o responsável pelo comportamento bizarro de Van Gogh. E, recentemente, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, identificaram nas substâncias presentes nos destilados preparados com losna ou absinto, propriedades capazes de causar convulsões, alucinações, surtos psicóticos; dependendo da dosagem. Além disso, os estudos demonstraram que o uso crônico pode provocar danos neurológicos permanentes.
A combinação entre a dosagem de álcool e as substâncias presentes nesta planta pode ser perigosa e, por essa razão, a maioria dos especialistas costuma recomendar o uso da losna ou absinto na forma de infusão (no máximo duas xícaras de chá ao dia) e evitar a extração do sumo por maceração.



Cultivo e colheita:



A losna se propaga por meio de sementes, por divisão de touceiras ou por estaquia. O solo ideal para o cultivo deve ser argilo-arenoso, fértil e profundo. Para o plantio em vasos ou jardineiras, é essencial garantir uma profundidade de 30 cm, mais ou menos. A planta é muito resistente a doenças, raramente é atacada por insetos, porém, é essencial a retirada de ervas daninhas que podem prejudicar o seu desenvolvimento. Recomenda-se cautela com a aplicação de adubos ou fertilizantes (naturais ou químicos), pois o excesso pode prejudicar o aroma da losna. A adição de composto orgânico em doses controladas favorece o cultivo.


Se a finalidade da colheita for as folhas, deve-se retirá-las aos primeiros sinais da formação dos futuros órgãos de reprodução, para evitar a perda dos princípios ativos. Caso a finalidade seja obter as flores, a colheita deve ser realizada assim que estas começam a se formar, pois a planta permanece florida por cerca de sete dias e, após esse período, as flores se tornam muito sensíveis, desmanchando-se e caindo com facilidade. Para melhor conservação, a losna pode ser armazenada seca: coloque as folhas e flores estendidas em local ventilado, longe da exposição aos raios solares e depois guarde em caixas de madeira, de preferência.

Absinto para a circulação e digestão:

É claro que não devemos ressucitar a beberagem do L’Assommoir, que foi proíbido. Aqui o absinto não é um álcool, mas um pó obtido após dissecação ou uma tintura vendida em farmácia. No entanto, tanto um quanto o outro provêm do Artemisia absinthium, uma planta herbácea encontrada na região do Midi da França ou nas regiões temperadas, sobre todos os solos calcários e ensolarados.
Com seu belo caule reto que mede de 50 centimetros a um metro e suas flores amarelas bem estreitos, ele é facilmente reconhecível. Após a colheita, os caules são jogados fora, mas as flores e as folhas são  conservadas e secadas à sombra. Procure preservá-las da humidade pois senão todo o trabalho estará perdido.
Ricas em sílicio, em substâncias amargas, em flavonóides e em taninos, em seguida, elas são utilizadas para favorecer o funcionamento da vesícula biliar e como antisséptico das vias digestivas. É possível absorvê-las em infusões ( 1 a 2 colheres de café por copo de água, 2 a 3 vezes ao dia), em pó (como vermífugo) ou em tintura. Esta última está disponível em farmácias e é utilizada em gotas, a serem tomadas em um copo de água, 2 a 3 vezes ao dia. Se você estiver em busca de um efeito tonificante, recomendamos uma dose de 10 a 30 gotas a cada tomada, ou doses mais fortes (20 a 60 gotas) se você quiser estimular a excreção biliar.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Acerola - Malphigia glabra L.




Classificação Botânica:


Nome científicoMalphigia glabra L.
Gênero: Malphigia
Família: Malphigiaceae


Origem e Características:


A aceroleira é uma planta originária das Antilhas e cultivada em escala comercial em Porto Rico, Havaí, Jamaica e Brasil.

É uma fruta atrativa pelo seu sabor agradável e destaca-se por seu reconhecido valor nutricional, principalmente como fonte de vitamina C, vitamina A, ferro, cálcio e vitaminas do complexo B (Tiamina, Riboflavina e Niacina). Consumida tanto in natura como industrializada, sob a forma de sucos, sorvetes, geléias, xaropes, licores, doces em caldas entre outras.

A área cultivada no Brasil é estimada em cerca de 10.000 ha, com destaque para a Bahia, Ceará. Paraíba e Pernambuco, que juntos detém a 60% da produção nacional. A maior parte dos pomares de acerola é formada com mudas oriundas de sementes. Por isso apresentam grande variabilidade genética quanto à produtividade, porte, arquitetura da copa, rendimento de polpa, cor, sabor, consistência e tamanho do fruto.

Trabalhos de pesquisa realizados na  Estação Experimental da CEPLAC, em Belmonte (BA) resultaram na seleção de  clones de aceroleiras com características desejáveis, relacionadas ao porte da planta, produtividade e qualidade de frutos nos frutos. Foram selecionados 12 clones com produção variando de 40 a 66 kg/planta/ano com destaque para os clones CEPEC 164 e CEPEC 305 com produção superior a 60 kg/planta/ano. Produção bem acima da média dos plantios comerciais que é de 20 a 27 kg/planta/ano. Para plantios comerciais recomendam-se clones com produção acima de 60 kg/planta/ano ( Donadio et.al., 1998)

Além da produtividade as características químicas exigidas pelo mercado estão relacionados a cor, Brix e vitamina C.

Coloração:                          Vermelha

Sólidos solúveis (ºBrix):       Mínimo de 7,0

Vitamina C (mg/100g):        Mínimo de 1000mg/100g (Europa e Japão

Fonte: Frupex – Acerola para Exportação

Clima e Sola:



A aceroleira é uma planta rústica que se desenvolve bem em clima tropical e subtropical, sendo resistente a temperatura próxima a 0ºC. A temperatura média anual em torno de 25ºC é ideal para o seu cultivo. Um regime pluviométrico entre 1300 a 1500 anuais bem distribuídos proporciona uma maior produção de frutos com boa qualidade.

Os solos mais indicados para a acerola são os de textura argilo-arenoso, profundos e bem drenados.

Plantio:



O preparo do solo consiste na eliminação da vegetação existente, balizamento e correção do solo, se necessário.

Os espaçamentos mais indicados para o seu cultivo variam de 4 x 4 m, (625 plantas/ha) 4 x 3 m ( 833 plantas/ha) e 5 x 4 m  (500 plantas/ha).

As covas de plantio devem ter as dimensões de 0,40 x 0,40 x 0,40 m. A adubação na cova deve conter 20 litros de esterco de curral e 300 g de superfosfato simples.

O plantio deve ser feito preferencialmente na época chuvosa, que na região sudeste da Bahia, corresponde ao período de maio a agosto.

Adubagem e Calagem:



A adubação é feita de acordo com as análises químicas do solo. Em virtude da falta de estudos relacionados com a nutrição da acerola, sugere-se adaptações de formulados estudados e utilizados em outras regiões tropicais do país.

A CEPLAC recomenda a formulação 11-30-17, conhecida regionalmente, como Fórmula A nas seguintes dosagens de acordo com a idade da planta:

100 g/planta 1º ano (2 vezes)
200g/planta 2º anos (2 vezes)
400g/planta 3º ano em diante (2 vezes)

Tratos Culturais:



a) Poda da formação e condução

- poda de formação – altura 30 a 40 cm do solo

- poda de condução (após a safra) – eliminação dos ramos ladrões e mal formados para facilitar a colheita  (altura 1,70 a 2,0 m).

b) Controle de plantas daninhas

- roçagem manual  e mecânica

- controle químico - herbicidas

Pragas e Doenças

Pragas:



Pulgões (Aphis spiroecola)

Danos – atacam parte terminal dosramos, flores e frutos jovens.

Controle – pulverizações de óleo mineral de 1 a 1,5 % em água

Bicudo (Anthomomis floris)

Danos – faz sua ovoposição noovário das flores e nos frutos jovens. Os frutos ficam deformados.

Controle – pulverizar com parathion na época de floração, recolher e enterrar todos os frutos caídos no chão.

Mosca-das-frutas  (Ceratitis capitata) 

Danos – causa prejuízos aos frutos

Controle – usar produtos a base de fenthion como isca para mosca-das-frutas.

a) outras – eventualmente poderá ocorrer ataques de cochonilhas e cigarrinhas na aceroleira.

Doenças:



a) Antracnose Agente causal – Colletotrichum gloeosporioides

Sintomas – ataca folhas e frutos – os sintomas são manchas circulares de cor marrom Controle – oxicloreto de cobre a 0,25 % a intervalos de 15 a 21 dias

b) Cercosporiose:

Agente causal – Cercospora bunchosiae

Sintomas – pontuações arredondadas nas flores que amarelecem e caem. Ataque interno dá-se a desfolha total da planta.

Controle – fungicida a base de cobre.

c) Verrugose:

Agente causal – Sphaceloma sp

Sintomas – ataca ramos, folhas e frutos provocando deformações.

Controle – oxicloreto de cobre a 0,25 % aplicado a intervalor de 15 a 21 dias.

Colheira e Produtividade:



A colheita é feita manualmente. O fruto quando atingir a cor rosada deve ser colhido.
Os frutos quando maduros, estragam rapidamente e devem ser consumidos até três dias após a colheita.
Um homem pode colher até 50 kg de frutos/dia.
Os frutos colhidos podem ser armazenados a 8ºC com 90% de umidade relativa e embalados em sacos de polietileno para preservar suas qualidades até sete dias.
A produtividade da aceroleira pode variar em função da variedade, condições ambientais e do manejo empregado.
Área sem irrigação em Petrolina, PE a produtividade é de 17 kg de frutos/planta, com irrigação 100 kg de frutos/planta/ano.
Expectativa de produção: espaçamento 4,0 x 4,0 m – 625 plantas/ha, 100 kg/planta/ano – 62 t/ha.

Receita: Sagu com Acerola



Para o sagu
230 g de acerolas (24 unidades)
1 xícara de água
4 colheres (sopa) de açúcar
1 xícara de sagu já cozido (cerca de 1/3 de xícara dele cru, cozido em bastante água fervente até ficar transparente, escorrido e enxaguado em água fria).

Para a calda
12 acerolas
1 xícara de água
2 colheres (sopa) de açúcar

Para o sagu: - tire a polpa das acerolas (deve render 100 g), coloque numa panela com a água e o açúcar e leve ao fogo baixo até a polpa ficar macia. Junte o sagu cozido e misture com delicadeza. Deixe cozinhar mais uns 3 minutos. Prove o açúcar e junte mais, se açúcar necessário. Deixe gelar.

Para a calda: numa panela coloque a acerola e a água e leve ao fogo. Deixe cozinhar até a acerola ficar bem mole. Passe por uma peneira grossa que possa reter as sementes, junte açúcar à polpa peneirada e leve ao fogo. Deixe apurar até ficar ganhar um pouco de consistência - de geléia mole. Espere esfriar e sirva sobre o sagu gelado.

Rende: 4 porções

Nota: se quiser, coloque numa forma redonda e, depois de gelado, desenforme como um pudim e coloque a calda por cima.


Receita: Licor de Acerola



Ingredientes:

1kg de acerolas maduras;
2 copos de açucar refinado;
1 garrafa de cachaça;
2 copos de água fervida.

Preparo:


Em uma vasilha, coloque as acerolas lavadas e a cachaça, deixe por 24 horas;
Separadamente, em uma panela derreta o açúcar deixando bem clarinho;
Adicione a água;
Ferva até o ponto de xarope ralo;
Retire do fogo e deixe esfriar;
Coe a tintura de acerola e junte ao xarope.




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Alfazema - Lavandula angustifolia



Nomes Populares: Alfazema, lavanda, lavândula, nardo, espicanardo.
Nome Científico: Lavandula angustifolia.
Gênero: Lavandula.
Família: Lamiáceas


Origem: Cresce principalmente nas regiões quentes do Mediterrâneo, encontrada aclimatada e nativa em diferentes pontos do globo. Desde há muito conhecida e utilizada pela Humanidade. Batizada de nardus pelos gregos, assim batizada por causa de Naarda, cidade síria à beira do rio Eufrates.A tranquilidade e a pureza são inerentes à fragância de alfazema. Perfume fresco e limpo, era o aditivo de banho preferido dos gregos e romanos, e o nome deriva do latim lavare (lavar). Conta-se que a peste não chegava aos fabricantes de luva de Grasse pois eles usavam a alfazema para perfumar o couro. Isso fez com que as pessoas na época andassem sempre com alfazema. Durante as duas Grandes Guerras, a alfazema foi utilizada para limpar os ferimentos; seu óleo vem sendo testado em bandagens cirúrgicas.

Partes usadas: Folhas e flores
Lendas e Mitos: Bastante utilizada em banhos de purificação.
Características e Cultivo: Subarbusto perene, de 30 a 60 cms de altura,muito ramificado. Folhas opostas, estreitas, verde acinzentadas, com 2 a 5 cms de comprimento. Flores em espigas, que vão do branco, azuis, brancas ou róseas. O caule é quadrado, tornando-se lenhoso a partir do segundo ano, quando deve ser replantada.Cresce bem em solos arenosos e cálcareos. Prefere locais ensolarados e bem drenados, protegidos do vento.

Propriedades:
  • Medicinal

Diurética, expectorante, sedativa, antiinflamatória, sudorífica, antiespasmódica, anti-séptica, cicatrizante e colagoga.
Infusão para dores de cabeça e acalma os nervos. Alivia falta de urina, doenças de baço, cãimbras, gota, inapetência, insolação, fraqueza, vômitos, hipocondria,falta de regras, insolação, vômitos. Bom para digestão, dores reumáticas, tosses e resfriados, cistites e inflamações das vias urinárias, facilita a produção e eliminação da bile, combate enxaqueca. Gargarejo com decoção das flores alivia a dor de dente.

Infuso- 5 gs de flores em 100 ml de água fervente por 10 minutos. Tomar 3 vezes ao dia, entre refeições.
Macerado- 10 gs em 100 ml de azeite, por 4 semanas ou em banho maria por uma hora e deixe macerar no mínimo 7 dias. Tomar 5 gotas como no infuso.

  • Cosmética

Fazer uma água tônica para acelerar a substituição das células nas peles sensíveis e como anti-séptica contra acne. Agente de limpeza e tônico para todos os tipos de pele. Recomendável para peles com acne.
Uma decocção de sumo de pepino com lavanda dá uma boa loção de pele.

Utilização:
  • Uso caseiro: 

Fazer com a flor saquinhos para gavetas (espanta traças), almofadas e poutporris. O infuso das flores esfregado no couro cabeludo livra-o de parasitas; alguns veterinários também utilizam para destruir piolhos e outros parasitas. Moscas e mosquitos também não gostam do seu cheiro, poutpourris com lavanda afastam os insetos.

  • Uso culinário:

Flor para aromatizar compotas
  • Uso mágico: 

Na África as flores e folhas são usadas contra maus-tratos maritais. Significa universalmente pureza, castidade, longevidade, felicidade. Dormir sobre ramos de lavanda abranda a depressão.

  • Aromaterapia: 

O óleo essencial é usado para cortes, queimaduras, reumatismo, alergias de pele, queimaduras de sol, dor de cabeça,insônia, problemas inflamatórios, brotoeja, artrite, pelas propriedades bactericidas e anti-viróticas. Também é eficaz para restaurar a circulação dos pés. O banho perfumado com óleo essencial de alfazema é excelente tratamento contra a insônia.

Efeitos colaterais:
Evitar uso prolongado.Torna-se excitante se usada em dose tóxica.É planta inadequada à água de chimarrão pelo gosto canforado da infusão.

Fontes:

http://www.chappellhilllavender.com
http://www.lostmountainlavender.com
http://whatscookingamerica.net/Lavender.htm
http://www.lavenderlovers.com

 

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