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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Bacuri - Platonia insignis Mart


Classificação Botânica


Nome científico: Platonia insignis Mart.
Família: Clusiaceae


Origem e distribuição geográfica


O bacurizeiro é uma espécie frutífera e madeireira, com centro de origem na Amazônia Oriental Brasileira, mas precisamente no Estado do Pará. Ocorre espontaneamente, em todos os Estados da Região Norte do Brasil e no Mato Grosso, Maranhão e Piauí. Rompendo as fronteiras brasileiras, é encontrado nas Guianas, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador. Assume importância econômica nos Estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí, onde concentram-se densas e diversificadas populações naturais, em áreas de vegetação secundária.

Descrição da planta


Árvore de porte elevado, com altura entre 15 m e 25 m , podendo atingir nos indivíduos mais desenvolvidos altura superior a 30 m e diâmetro na altura do peito em torno de 1,00m. O fuste é retilíneo e a copa ampla e aberta, em forma de cone invertido.
As folhas são simples, elípticas e com disposição oposta cruzada. Padrão de venação do tipo paxilato, ou seja, com nervuras secundárias copiosas, e próximas, terminando em uma nervura que acompanha toda a periferia da folha. Pecíolos curtos com comprimento variando entre 1cm e 2cm.
As flores são hermafrofitas, constituídas de cinco pétalas de cor rósea intensa, mais raramente de coloração creme quase branca ou, ainda, com todas as tonalidades entre o róseo e o creme. Os estames estão agrupados em cinco feixes, uniformemente distribuídos, coalescentes na base, cada feixe contendo em média 82. A desicência da antera é longitudinal, com abundância de grâos de pólen. O ovário é súpero, geralmente pentaloculado, contendo cada lóculo elevado número de óvulos, que apresentam placentação axial e estão dispostos em duas fileiras. O estigma é pentalobulado e, juntamente com estilete, apresentam cor verde-clara. 
O fruto é do tipo bacáceo, uniloculado, com formato arredondado, ovalado, piriforme ou achatado, nesse último caso com cinco sulcos visíveis na parte externa. O epicarpo é delgado, com maior freqüência de cor amarela e mais raramente com coloração verde-amarelada, marrom-avermelhada ou mais raramente verde. O mesocarpo é espesso e de consistência coriácea, repleto de vasos lactíferos, exudando substância resinosa de cor amarela, quando cortado ou ferido. O conjunto formado pelo epicarpo e mesocarpo, popularmente denominado de casca, representa 70% do peso do fruto e apresenta espessura que varia entre 0,7 cm e 1,6 cm. A parte comestível é corresponde ao endocarpo, e representa 13% do peso do fruto. É de cor branca, com aroma forte e sabor adocicado e desprovido de vasos lactíferos.
As semente são volumosas, de coloração amarronzada e representam, aproximadamente, 17% do peso fruto. Tipos raros apresentam frutos desprovidos de sementes ou com número de sementes igual ou superior a seis.


O bacurizeiro na história


O primeiro relato conhecido sobre o bacuri está no livro História da missão dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão, escrito pelo frade francês Claude d’Abbeville (?-1632) e 
publicado em 1614. Sua descrição da espécie, grafada como “pacuri”, é a seguinte: “O pacuri é uma árvore muito alta e grossa, suas folhas parecem-se com as da macieira e a flor é esbranquiçada. O fruto tem o tamanho de dois punhos, com uma casca de meia polegada muito boa de comer como doce, tal qual a pera. A polpa desse fruto é branca, parecida com a da maçã, de gosto suave; encontram-se dentro quatro nozes comestíveis”.
Outro religioso, o padre jesuíta João Daniel (1722-1776), que viveu na Amazônia entre 1741 e 1757, descreveu o bacuri. A partir de 1757 e até sua morte, o padre ficou preso em  
Portugal – no período da caça aos jesuítas promovida por Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês do Pombal (1699-1782) – e, na prisão, escreveu um enorme tratado sobre a região amazônica, onde fez detalhadas observações: “A fruta bacuri, posto que tenha seus senões, também merece sua menção, pelo seu excelente gosto. A sua árvore é famosa de grande, e também o fruto é de bom tamanho... 

Tem a casca grossa, e para dar a casca, e se abrir a fruta, quer maço, ou requer se dar com ela em uma pedra, ou pau; ... porque tudo são caroços vestidos ou revestidos de uma  felpa por modo de algodão muito alva... É esta uns gomos da mesma massa, que serve de  divisão aos caroços. (...) Costumam pois os moradores, quebrada a fruta, separar com um garfo esses gomos intermédios para um prato, e se o querem cheio é necessário quebrar mais fruta; mas no seu superlativo gosto pagam muito bem o trabalho em as quebrar, e suprem a sua pouquidade: falo das doces, em que sempre há algum tal ou qual ácido; e tão tenros os gomos, que parecem nata, ou manteiga.” O Ensaio corográfico sobre a província do Pará, livro em que o militar e geógrafo português Antônio Ladislau Monteiro Baena (1782-1850) descrevia a geografia, os recursos naturais e a população paraenses, publicado em 1839, também destacou a importância do bacurizeiro, “árvore que dá fruta agridoce”. 

Segundo Baena, a espécie “tem casca acitrinada e semelhante à do piquiá” e seu lenho “serve na construção náutica”. Um fato curioso sobre a fruta é relatado pelo escritor paraense Osvaldo Orico (1900-1981) em seu livro Cozinha amazônica: uma autobiografia do paladar, de 1972: o diplomata José Maria da Silva Paranhos Júnior (1845-1912), o barão do Rio Branco, famoso pela solução dos problemas de fronteira do Brasil com os países vizinhos, adotou o bacuri como sobremesa nos grandes banquetes oficiais do palácio do Itamarati, no Rio de Janeiro, em sua gestão (1902 a 1912) como ministro das Relações Exteriores. Sabe-se ainda que, em 1968, em visita ao Brasil, a rainha Elizabeth II, da Grã-Bretanha, ficou encantada com o sorvete de bacuri preparado por uma confeitaria do Rio de Janeiro, razão de diversas encomendas posteriores.

Receita


Creme de Bacuri
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
500 gr de polpa de bacuri
180 gr de biscoitos tipo champanhe
1 xícara (chá) de leite
Modo de Fazer:
Bata no liquidificador o leite condensado, o creme de leite e a polpa de bacuri por 5 minutos.
Em um refratário, arrume em camadas os biscoitos champanhe embebidos no leite e o creme de bacuri e leve à geladeira por cerca de 3 horas. Sirva em pequenas taças individuais.


Fontes


CAVALCANTE, P. B. Frutas comestíveis da Amazônia. Belém, CNPq/Museu Paraense Emílio Goeldi (Coleção Adolfo Ducke), 1996.

DANIEL, J. Tesouro descoberto no máximo rio Amazonas. Rio de Janeiro, Contraponto, 2004.

LIMA, M. C. (org.). Bacuri: agrobiodiversidade. São Luís, Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura, 2007.

SOUTO, G. C.; GIBSON, C. P.; HOMMA, A. K. O.; CARVALHO, J. E. U. & MENEZES, A. J. E. A. (eds.). Manual de manejo de bacurizeiros. Belém, Emater-Pa, 2006.

www.cienciahoje.uol.com.br

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Abacate - Persea americana


Classificação Botânica


Nome Científico: Persea americana
Nomes Populares: Abacate, Abacado, Abacateiro, Loiro-abacate, Louro-abacate, Pêra-abacate
Família: Lauraceae
Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas
Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
Origem: América Central, América do Norte, México
Altura: acima de 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

Introdução


O abacate é o fruto do abacateiro, que é uma árvore de grande porte, de crescimento rápido, ultrapassando os 30 metros de altura, nativa da América Central e México. 

Folhas


Possui folhas coriáceas, lanceoladas e lustrosas e flores pequenas (5 a 10 mm de diâmetro) de um verde esbranquiçado. Folhas simples, elípticas, oblongas ou oval-acuminadas, semi-coriáceas, de margens inteiras, mais ou menos onduladas; lâmina com 8,0 cm a 20,0 cm de comprimento e 4,0 cm a 9,0 cm de largura; pecíolo de até 5 cm de comprimento e 3 mm a 4 mm de largura na base; quando frescas são de cor verde-escura na face adaxial, pouco brilhantes e quase lisas, e de face abaxial de cor verde mais clara, fosca e um tanto áspera; folhas secas de coloração até castanho-clara. Nervura principal proeminente na face abaxial, com nervuras secundárias oblíquas, também proeminentes, dando origem às nervuras terciárias que se anastomosam em fina trama.

Frutos


Os frutos são bagas ovóides ou piriformes (em forma de pera), de casca verde-escuro e polpa cremosa, adocicada, rica em gordura, de cor verde-clara ou amarelada, com uma única semente grande esférica, de 3 a 5 cm de diâmetro. Os frutos das plantas selvagens são pequenos, mas as variedades cultivares apresentam frutos de dimensão considerável (7 a 20 cm de comprimento e pesam de 100 a 1000 g).
Devem ser colhidos verdes, no pé e amadurecem lentamente. A polpa do abacate pode ser consumida crua, cozida ou em conservas. Ela geralmente é preparada em pratos salgados, como patês, sopas e saladas, mas também pode ser consumida esmagada ou batida com açúcar e leite, como sobremesa ou vitamina. O limão é o tempero inseparável do abacate e o acompanha tanto em preparações doces como em salgadas. Apesar de calórico, o abacate é um fruto muito nutritivo, rico em vitamina E, A, B e gorduras monoinsaturadas. Da polpa do abacate também pode ser extraído óleo, semelhante ao azeite de oliva.

Flores


As flores são pequenas, hermafroditas, de cor verde clara e muito numerosas, organizadas em inflorescências terminais do tipo panícula. 

Clima e Solo


Esta planta prefere solos férteis e úmidos, e clima ameno a quente, de modo que prefere climas tropicais ou subtropicais. Uma árvore adulta pode produzir mais de uma centena de abacates em uma estação, e há sempre o incômodo dos frutos não colhidos que caem no chão, causando grande sujeira e fedor. Assim, não é uma árvore recomendada para locais de grande circulação ou arborização de ruas. Os frutos, apesar de nutritivos para os humanos, podem ser tóxicos para alguns animais.
Barlow & Martin (2002) identificam o abacate como um fruto adaptado para uma relação ecológica com mamíferos de grande porte, hoje em dia extintos (por exemplo, os herbívoros gigantes sul americanos, como as preguiças-da-terra e gonfoterídeos). O seu fruto, com um caroço apenas levemente tóxico, terá co-evoluído com esses animais já extintos, de modo a ser disperso depois de ingerido por estes e expulso, juntamente com as fezes, pronto a germinar. Com o desaparecimento dos seus parceiros ecológicos, a planta não terá tido tempo para se adaptar a uma forma de dispersão de sementes alternativa.
Há três principais subespécies de abacateiro, com características de adaptação e produtividade diferentes, que são a guatemalense (P. nubigena guatemalensis), a antilhana (P. americana americana) e a mexicana (P. americana drymifolia). Estas subespécies são intercruzáveis e originaram as variedades modernas de abacateiro, utilizadas nos pomares comerciais. Já as variedades modernas são subdivididas nos grupos A e B, de acordo com a abertura das flores, que devem ser cultivadas em conjunto, para otimizar a polinização nos pomares, já que os órgãos sexuais masculinos e femininos amadurecem em períodos distintos nos dois grupos. A polinização é feita por abelhas.
Deve ser cultivada sob sol pleno em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. Apesar de apreciar o calor tropical, atualmente, há variedades de abacateiro apropriadas a uma ampla faixa climática, adaptando-se inclusive a grandes altitudes e geadas. As diferentes variedades também proporcionam a colheita do abacate o ano todo. O abacateiro oriundo de enxertia inicia sua produção a partir do 3 ou 4 ano e pode produzir de 200 a 800 frutos anualmente. Multiplica-se por sementes e comercialmente por enxertia.

Uso Medicinal


Enquanto medicamento, o abacate é providencial. Ele é bom para os rins, na eliminação de disenterias e enfermidades envolvendo os órgãos reprodutores femininos, quando se adiciona ao leite o caroço triturado e queimado. Na forma de chá, elaborado com as folhas, a fruta ajuda a digestão, é estimuladora, regulariza o ciclo menstrual, é usada contra infecções na garganta, rouquidão e tosse.

Além do mais, o abacate restabelece a saúde da boca e combate enjôos quando o paciente masca suas folhas frescas. Ele também fortalece gengivas e dentes. Suas propriedades lhe permitem melhorar as condições arteriais, diminuir o mau colesterol e expandir os vasos sanguíneos, bem como impedir a veiculação de trinta agentes produtores do câncer.


Receita


Abacate com chocolate
INGREDIENTES:

  • 1 abacate
  • 1 lata de leite condensado
  • 1/2 lata de creme de leite
  • 1 xícara de leite
  • açúcar a gosto
  • 125 gr de chocolate ao leite.

MODO DE PREPARO:
Bata no liquidificador todos os ingredientes menos o chocolate ao leite. Derreta o chocolate ao leite em banho maria ou no microondas. Coloque o batido de abacate nas taças e o chocolate derretido em cima.  Deixe gelar por 4 horas ou congele e sirva como sorvete.


Fontes


http://www.infoescola.com/frutas/abacate/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Abacateiro
http://misdulcespecados.blogspot.com.br/2010/03/abacate-com-chocolate.html

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Carambola - Averrhoa carambola


Nome Científico: Averrhoa carambola
Nomes Populares: Carambola, Camerunga, Caramboleira, Caramboleiro
Família: Oxalidaceae
Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas
Clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem: Ásia, Índia, Indonésia, Malásia
Altura: 6.0 a 9.0 metros
Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
A carambola, no Brasil, foi introduzida, em 1817, em Pernambuco, região Nordeste a partir daí se espalhando por todo o país. Atualmente é cultivada nos trópicos em ambos os hemisférios.
A carambola é considerada uma fruta de quintais e de pomares caseiros. Em torno dos 4 anos ela já começa dar seus frutos, quando a caramboleira cresce, às vezes, seus galhos são bastante flexíveis quase chegam a tocarem o chão, escondendo quase que completamente o tronco. Antes de se transformarem em belos frutos, as pequenas flores da caramboleira, de cor violeta no centro e esbranquiçadas nas bordas, cobrem toda a árvore, ajuntando-se aos montinhos.
A carambola é uma fruta muito bonita bem diferente, tem uma forma delicada e cinco gomos, é uma fruta bonita, e curiosa. Desde pequenas, como miniaturas de cera, mantém sua forma delicada: sempre com cinco gomos longitudinais bastante pronunciados, A polpa da carambola é, em geral, de consistência rígida. Seu sabor pode variar muito, de árvore para árvore e de fruto para fruto, mas costuma ser adocicado quando amadurece e um tanto ácido e adstringente quando ainda está verde.
Seu cultivo é mais indicado nas regiões de Climas quentes e Úmidos.
Os Principais Produtores e Exportadores, além do Brasil seus maiores produtores são, a Índia, Tailândia, Israel, e alguns países da África. Mas por ser uma fruta com tantos nutrientes ainda não é produzida o quanto é necessário.
Em relação ao grau nutritivo da Fruta é bastante rica em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) contendo ainda vitaminas A, C e algumas do complexo B, é também fonte natural de ácido oxálico. Por efeito desse ácido, que, em grandes quantidades, é prejudicial ao organismo humano.
Influência na Culinária: Com a Carambola podemos fazer vários tipos de receitas entre elas saladas, sucos, geléias, compotas, doces, sorvetes e coquetéis tropicais.
Temos a sugestão de algumas dessas receitas:
Salada de Carambola
Corte algumas carambolas em tiras finas, acrescente sal a gosto, vinagre, cebolinha, pimentão, tomate, salsa e azeite.

Suco
Bater no liquidificados com leite, água ou leite condensado.Servir gelado.
Por ser uma fruta meio azeda pode ser comida in natura,com açúcar, ou com leite condensado...
A Carambola também exerce funções medicinais. A folha serve para fazer chá contra a diarréia, também combate à febre e lesões da pele, o sumo da folha é usado para combater o veneno de bichos e insetos.
Influência na Arte
Ela é usada aqui no Brasil também para fazer vários tipos de arranjos por ser uma fruta muito delicada e bonita, se você corta-la ao meio no sentido vertical terá uma linda flor é muito usada em arranjos nas ceias de Natal entre outros objetos e bibelôs. Além de serem retratados em pinturas de paisagens tropicais.
A influência na moda é visivelmente percebida. Como todos sabem o Brasil é um país tropical, de cores alegres e leves, assim como é a nossa maravilhosa fruta, sendo assim podemos nesse verão encontrar suas cores e estampas nas roupas e acessórios como bolsas, roupas de banho, etc.,na maioria das lojas e shoppings do País.


Fonte: www.coresesaborestropicais.hpg.ig.com.br

Composição(100g)
Calorias 29kcal
Umidade 91.70g
Proteínas 0.50g
Fibra 0.50g
Cálcio 30.00mg
Fósforo 11.00mg
Ferro 2.90mg
Vitam. B1 0.04mg
Vitam. B2 0.02mg
Niacina 0.30mg
Vitam. C 35.00mg
pH 2.75
Brix 6.36%
Acidez 0.53%
Fonte: www.amazon.com.br



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Limão - Citrus limonium

Foram os árabes que levaram o limão para a Europa, de onde ele se propagou para o mundo inteiro. Com vitaminas (A, B1, C) e sais minerais, a fruta é sempre lembrada em casos de gripes e resfriados, mas tem várias outras aplicações terapêuticas. Quando a casca ou o suco entram em contato com a pele, porém, é preciso lavar bem, com sabonete. Se antes da lavagem a parte afetada for exposta ao sol, ocorrerão manchas e queimaduras, provocadas pelas substâncias fotossensibilizantes do limão.
Provavelmente, o limão é a fruta mais conhecida e usada no mundo. São tantas suas aplicações na vida doméstica que fica difícil enumerá-las. Tudo nele é aproveitável. Com seu suco preparam-se refrigerantes, sorvetes, molhos e aperitivos, bem como remédios, xaropes e produtos de limpeza. Da casca retira-se uma essência aromática usada em perfumaria e no preparo de licores e sabões. enfim, muitas são as utilidades deste cítrico fácil de achar durante o ano todo, nas suas diversas variedades. Em geral, todos os tipos de limão têm aspecto semelhante, embora mudem no tamanho e na textura da casca, que pode ser lisa ou enrugada. Quanto à cor, variam do verde-escuro ao amarelo-claro, exceto uma das espécies, que se assemelha a uma mexerica.
O limão é uma excelente fonte de vitamina C, muito importante para combater as infecções, pois aumenta a resistência do organismo. contém ainda vitamina A e vitaminas do complexo B, além de sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro. O suco de limão é um ótimo tônico e bactericida, mas não deve ser tomado puro, pois pode prejudicar o estômago devido à sua acidez.

As variedades de limão mais conhecidas:

  • LIMÃO-GALEGO - pequeno e suculento, de casca fina, cor verde-clara ou amarelo-clara.
Nome científico: Citrus aurantifolia
Família: Rutáceas
Nome comum: limão galego, galego, limão, limoeiro galego
Origem: Ásia
Descrição e característica da planta: o limão galego e o limão Taiti são agrupados como limas ácidas na classificação botânica. O limoeiro galego é uma árvore de pequeno porte, folhas de tamanho médio, ramos com muitos espinhos curtos e afiados. Tanto as folhas quanto os frutos têm um aroma suave e agradável, típico desse limão. As flores são brancas, têm os dois sexos na mesma flor (hermafroditas), compatíveis e produzidas em pequenos agrupamentos ou isoladas. Os frutos são arredondados, casca fina, suco ácido, de cor esverdeada, coloração da casca verde-clara, quando novos, e verde-amarelada a amarela, quando maduros, e contêm sementes pequenas. As condições climáticas favoráveis são: temperatura amena a quente, solos férteis, boa drenagem e boa disponibilidade de água durante o ano. Não tolera geada e solos encharcados. A propagação é feita por enxertia em porta-enxerto de plantas cítricas.
Produção e produtividade: as plantas, sem o vírus da tristeza dos citros, apresentam-se vigorosas e altamente produtivas. No entanto, quando um inseto, conhecido como pulgão, transmite o vírus, que causa doença conhecida como tristeza dos citros, a planta perde o vigor, as folhas ficam pequenas, amareladas, os ramos secam a partir do ponteiro, os frutos não crescem e produzem pouco suco. Em pouco tempo, ela entra em declínio e torna-se antieconômica. Como é uma doença causada por vírus, não existe um método curativo para a doença. Entre as várias tentativas para vencer essa moléstia, a técnica que apresentou boa proteção foi a premunização. A premunização consiste na inoculação preventiva de estirpe fraco, do mesmo vírus que não causa danos às plantas, e que protege contra a ação de estirpe forte. Hoje, o limão galego não tem tanta importância como no passado, porque outros limões, como o limão Taiti, suprem o mercado, embora não tenha o mesmo aroma e sabor.
Utilidade: o limão galego é usado principalmente no preparo da limonada, da caipirinha, dos temperos de carnes diversas, sucos, sorvetes, bolos e doces.

  • LIMÃO-SICILIANO - grande, de casca enrugada, grossa e amarela, menos suculento e mais ácido que o galego.

Nome científico: Citrus limon
Família: Rutáceas
Nome comum: limão-verdadeiro, limão-siciliano
Origem: Sudeste da Ásia
Descrição e característica da planta: A planta é perene, de porte pequeno a médio, com 3 a 6 metros de altura e ramos dotados de espinhos. As folhas novas apresentam cor avermelhada e depois passam para verde-clara. Elas são lisas, brilhantes, aromáticas, de 6 a 11 centímetros de comprimento e com extremidade afilada. As pétalas das flores são brancas na parte superior e púrpura na inferior, enquanto que os botões florais são avermelhados. Os frutos são ovais, grandes, o comprimento varia de 7 a 12 centímetros, aromáticos, dotados de um mamilo no ápice, a casca é mais ou menos grossa e amarela, quando maduros. A sua polpa é suculenta, firme, suavemente ácida e não se altera mesmo fora da geladeira. As condições favoráveis ao bom desenvolvimento da planta e à frutificação são: temperatura amena, boa distribuição de água durante o ano, solos não encharcados, boa fertilidade e ricos em matéria orgânica. A propagação pode ser feita por sementes e por enxertia. A enxertia é a mais usada e recomendada, por que mantém todas as características da planta matriz que forneceu o material, o que não ocorre quando se utilizam as sementes. 
Produção e produtividade: Os maiores produtores mundiais de limão-siciliano são: a Argentina, a Espanha, os Estados Unidos e a Itália. O Brasil produz e exporta o fruto, mas é bem menos do que aqueles países. No município de Botucatu está instalada a Companhia Agrícola Botucatu, uma das maiores propriedades produtoras mundiais desse limão.
Utilidade: Os frutos são destinados ao mercado de fruta fresca, mas grande parte vai para o processamento de suco, extração de óleo e essências contidos na sua casca. O óleo é usado na indústria de bebidas de refrigerantes, na fabricação de cosméticos, essências aromáticas e na culinária. Uma tonelada de frutos pode render 5 quilos de óleo de cor amarela e apresenta inconfundível e agradável aroma de limões frescos. Os constituintes químicos dos frutos são: ácidos orgânicos, bioflavonóides, pectinas, vitaminas A, B1, B2, C e sais minerais (potássio, fósforo, ferro, cálcio, sódio, magnésio, enxofre e cloro). Os frutos, as folhas e outras partes da plantas são indicados na medicina natural.
  • LIMÃO-CRAVO - parecido com uma mexerica, tem casca e suco avermelhados e sabor bem forte.


O limão-cravo, fruta do limoeiro-cravo, é uma fruta cítrica também conhecida no Brasil sob os nomes comuns de limão-rosa, limão-cavalo, limão-francês, limão-capeta, limão-china e limão-vinagre. 
O limoeiro-cravo, um arbusto espinhento, é subespontâneo nas montanhas, pastos ou beiras de rios, no Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo) e no Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul). Chega a 5–6 m de altura. As folhas são de um verde intenso e aromáticas. As flores são pequenas, cheirosas e melíferas.
O limão-cravo é um fruto redondo, ligeiramente achatado, mas irregular, quase disforme. A casca, de cor verde-amarelada ou amarela, toma uma forte cor alaranjada na maturação, mas tem manchas e uma aparência grosseira, e é suscetível ao ataque de fungos e doenças. A polpa é de aparência geralmente sã, alaranjada, com um suco abundante, muito ácido, saboroso e rico em vitamina C.
O suco do limão-cravo serve como tempero e refresco, mas é pouco comercializado.
As folhas são usadas como tempero.
O limoeiro-cravo é um porta-enxerto muito utilizado na citricultura paulista, por ser resistente à seca e favorecer a produtividade das plantas enxertadas nele. Daí o nome comum limão-cavalo.

  • LIMÃO-TAITI - de tamanho médio, casca verde e lisa, muito suculento e pouco ácido. 

Nome científico: Citrus aurantifolia variedade taiti
Família: Rutáceas
Nome comum: limão-taiti, limão tahiti, limão-verde
Origem: desconhecida, porque é um híbrido. A origem do Citrus é a Ásia
Descrição e característica da planta: a planta tem um rápido crescimento, pode chegar a 4 metros de altura, a copa é arredondada e bem enfolhada. As folhas são de tamanho médio e com formato elíptico. Os botões florais e as pétalas são brancos e produzidos nas extremidades dos ramos, em grupos de dois a vinte. Os frutos têm tamanho médio, formato arredondado, lisos, polpa com muito suco, não muito ácido e são colhidas ainda verdes para consumo e comercialização. Os frutos não têm sementes, porque tanto o pólen como as células do óvulo degeneram durante a multiplicação celular na fecundação. O limoeiro-taiti floresce e frutifica ao longo do ano, mas tem maior produção de janeiro a junho e menor oferta de julho a dezembro. A diferença no preço é muito grande entre essas épocas mencionadas e pode chegar de 5 a 10 vezes mais na entressafra. Para se conseguir melhor preço pelos frutos, o produtor deve eliminar os frutinhos na época de alta produção e adotar manejo adequado na irrigação e na adubação, e assim conseguir alta produção na entressafra.  Nos ramos, nota-se a presença de espinhos curtos.  O limoeiro se desenvolve e frutifica bem em condições de clima ameno a quente, solos profundos e bem drenados, portanto as mesmas condições para produção de laranjas. A propagação mais indicada é por enxertia. O limoeiro-taiti é do mesmo grupo do limão-galego. A partir da década de 1970, e houve uma grande expansão no seu cultivo e comercialização, porque uma doença causada por um vírus, conhecida como “tristeza dos citros”, tornou antieconômica à cultura do limoeiro-galego.
Produção e produtividade: o limoeiro-taiti é plantado em praticamente todos os estados brasileiros e também nos países da América do Sul, Central, México e nos Estados Unidos, no estado da Flórida. .O Brasil e o México são os maiores produtores desse limão, suprindo mais de 70% do mercado mundial (Fonte IBRAF – Instituto Brasileiro de Frutas). No Brasil, o estado de São Paulo lidera a produção e os estados do Rio de Janeiro e da Bahia são destaques.


Utilidade: o limão-taiti é usado na culinária para temperar peixes, frutos do mar, aves, carne de embutidos e saladas; na confecção de bolos, doces, pudins, compotas, balas, cremes, recheios, suspiros, sucos, sorvetes e também no preparo da famosa caipirinha. Essa fruta é rica em vitamina C e outras vitaminas e sais minerais. O seu suco é indicado para evitar escurecimento de muitas frutas cortadas e de verduras.




Para comprar limão deve-se ter os seguintes cuidados:


limão-galego - deve ter casca fina e lisa. Escolha os mais pesados em relação ao tamanho e que cedam levemente à pressão dos dedos.
limão-siciliano - de cor verde e casca grossa. Escolha da mesma maneira que o limão-galego.
limão-cravo - mesmo verde, tem boa quantidade de suco, mas é sempre preferível escolher os maduros, pois têm maior valor nutritivo.
limão-taiti - com casca bem verde, quando maduro deve ceder à pressão dos dedos.

O Limão é um fruto não-climatérico e assim ele não continua com o processo de amadurecimento após a colheita, desta forma só deve ser colhido após sua maturação. Quando maduro, conserve na geladeira, na gaveta própria para frutas e legumes. Um limão já cortado durará mais tempo se for guardado na geladeira, num pires coberto com uma xícara

Dicas culinárias:

  • para dar um gosto especial aos bolos, basta acrescentar raspa de casca de limão;
  • o limão é o melhor tempero para ostras;
  • para acompanhar legumes cozidos, peixes e assados, experimente o seguinte creme: misture 5 colheres (sopa) de suco de limão, 1 lata de creme de leite, um pouco de sal e pimenta-do-reino;
  • as bebidas alcoólicas, os refrescos e os chás ficam excelentes quando são temperados com umas gotas de limão;

  • para conservar a metade de um limão que ainda não foi usada, coloque num pires com água, com a parte cortada para baixo, e leve à geladeira.
  • um pouco de suco de limão acrescido à água de cozimento dos frutos do mar deixa as carnes mais brancas e firmes;
  • se for usar apenas algumas gotas de suco de limão, não desperdice a fruta toda. Faça um buraquinho com um palito e esprema a quantidade desejada. Depois volte a guardar o limão na geladeira;
  • para conservar o limão por mais tempo, guarde em um vidro bem fechado;
  • para obter mais suco do limão, bata a fruta com um martelinho antes de cortar;
  • após ter espremido um limão para usar seu suco, embrulhe a casca em papel de alumínio e congele. Use em receitas que pedem casca de limão;
  • quando for usar a casca de limão ralada, tome cuidado para não ralar junto a parte branca, porque ela amarga a receita;
  • para que o doce de casca de limão fique bem verde, ferva em tacho de cobre.

Curiosidades:

  • para o tratamento da acne, faça uma pasta de suco de limão e açúcar e aplique sobre o rosto. A mesma pasta também serve para eliminar o excesso de oleosidade da pele;
  • antes de fazer as unhas, amacie as cutículas endurecidas com um pouco de suco de limão;
  • elimine a caspa e a oleosidade do couro cabeludo, massageando-o com suco de limão;
  • aproveite o bagaço do limão para eliminar o cheiro de peixe dos talheres e panelas. é só esfregar;
  • use o bagaço do limão para clarear e amaciar as mãos. Coloque um pouquinho de açúcar na mão e esfregue o limão;
  • melhore seu hálito fazendo gargarejos com 1 copo de água morna e o suco de 1/2 limão;
  • na Índia, a mulher escolhia o futuro marido fazendo-lhe uma estranha declaração de amor: atirava-lhe um limão;
  • a Itália é o maior produtor de limão do mundo;
  • o limão-galego foi o primeiro cítrico introduzido na Europa.
  • o maior limão conhecido pesava 2,83 kg.

  • foi Colombo quem trouxe o limão para a América;
  • se o móvel de madeira manchou com tinta de caneta, lave imediatamente com água fria e depois esfregue com suco de limão;
  • para limpar os objetos de prata, esfregue com cinza de cigarro misturada com suco de limão;
  • se num tecido lavável aparecer uma mancha de ferrugem, elimine-a da seguinte maneira: esfregue com limão e sal e coloque a peça no sol até secar. Depois, lave normalmente com água e sabão;
  • nunca use limão na pele quando for expor-se ao sol.

Partes utilizadas:


Folhas e frutos

Propriedades medicinais:

O limão ácido por excelência - é o rei dos temperos e o campão dos remédios. De gosto acre, de aroma agradabilíssimo e de efeito benéfico para o organismo, tem o limão a mais ampla aplicação na cozinha e na medicina.

Ajuda a tratar de: Afecções estomacais, aftas, feridas, gripes, microvarizes, resfriados, ressecamento da pele e da cutícula, tosses, unhas fracas e descascadas.
- Bom digestivo.
Utilidades Medicinais:
Acne - Evitar alimentos gordurosos e doces. Usar suco de limão com água, sem açúcar, várias vezes ao dia.
Amigdalite - Gargarejar várias vezes ao dia com água morna, suco de limão e um pouco de sal.
Asma - Tostar no forno um limão. Espremer e misturar o suco com mel. Tomar de hora em hora uma colher de chá.
Enjôo - Cheirar limão.
Estomatite - Bochechar com água e limão. Tomar duas ou três vezes ao dia um copo de água com meio limão.
Faringite - Proceder como indicado em amigdalite.
Febre - Cortar três limões médios em fatias finas. Pôr em 500 ml de água e levar ao fogo. Deixar ferver até que a água reduzida a um terço. Tomar 1/2 xícara de chá de hora em hora até que a febre baixe.
Feridas - Aplicar no local suco de limão com sal.
Gripe - Proceder como indicado em asma, ou tomar suco puro de limão três vezes por dia.
Soluço - Deglutir o conteúdo de uma colher de sopa com suco de limão.

Plantio:

O espaçamento a ser usado: .........................................  6,0 X  3,0 metros.

O plantio deve ser feito em horas frescas do dia ou em dias nublados com o solo úmido. Deve -se usar régua de plantio para bom alinhamento. Ajusta-se a muda na cova de modo que o colo da planta fique ligeiramente acima do nível do solo e os espaçamentos entre raízes cheios com terra. Após plantio fazer uma "bacia" em torno da muda regar com abundância sem encharcar e cobrir solo com capim seco (sem sementes) ou com palha.
Tratos Culturais:
Controle de Ervas Daninhas - O cultivo do solo, controle de ervas pode ser feito com grade (2 operações/ano) na época seca e com ceifa do mato na época de chuvas. Em cultivos irrigados no semi-árido usa-se roçadeira nas entrelinhas e herbicidas na projeção da copa. As plantas devem ser "coroadas" sempre que houver mato alto (com enxada).
Irrigação:
A irrigação aumenta a produção e eleva a qualidade do fruto; no semi-árido a irrigação é indispensável. Os sistemas de irrigação mais utilizados são os de aspersão e o de irrigação localizada (gotejamento, microaspersão) que aplica água em geral abaixo da copa da planta. Sulcos, bacia de inundação temporária são outros métodos. Nos cerrados maiores produtividades foram obtidas utilizando-se sistema de gotejo a cada metro (120 l água/planta em turnos de rega de 4 dias). Em regiões úmidas a irrigação pode elevar a produção em 35% a 75%.
Culturas intercalares:
Cultivo intercalar é prática em pequenas/médias propriedades; pode-se usar leguminosas (feijão de porco, leucena, crotalaria) ou abacaxi, amendoim, batata doce, feijão, mandioca, milho, no pomar jovem do limão Tahiti.
As culturas intercalares devem ter baixo porte e ciclo curto, e situar-se a distância de 1,5 - 2 m da linha de plantio do limoeiro.
Podas:
Devem reduzir-se à eliminação de galhos secos, doentes ou praguejados e nascidos abaixo do ponto de enxertia.

Adubação:
60 dias após plantio recomenda-se aplicar 50 g de uréia/planta repetindo-se 30-40 dias após. A partir do 2º ano recomenda-se as seguintes doses, em gramas/planta.
 

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