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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Marmelo - Cydonia oblonga



O marmeleiro (Cydonia oblonga), é uma pequena árvore, único membro do gênero Cydonia, da família Rosaceae, cujos frutos são chamados marmelos. É originário das regiões mais amenas da Ásia Menor e Sudeste da Europa. Também é conhecido pelos nomes de marmeleiro-da-europa, marmelo e pereira-do-japão.

Sinônimos botânicos: Cydonia vulgaris Pers., Pyrus cydonia L.
Outros nomes populares: quince (inglês), membrillo (espanhol), coin g (francês), cotogna (italiano).

CLASSIFICAÇÃO:

DIVISÃO:
Angiosperma
CLASSE:
Dicotiledónea
ORDEM:
Euphorbiales
FAMÍLIA:
Euphorbiaceae
GÊNERO:
Cydonia
ESPÉCIE:
C. oblonga



Constituintes químicos:

 
Acúcares, ácido tártrico, ácido tânico, amigdalina, mucilagem, pectina, propectina, proteína, sais minerais (fósforo, cálcio, ferro), taninos, vitamina C, vitaminas do complexo B.

Propriedades medicinais:

Adstringente, anti-séptica, antidiarreica  antiespasmódica, calmante, nutriente.
Indicações: queimadura, inflamação de garganta, diarreia  cólica, convalescênça  edema traumático, nevralgia facial, fissura na pele.
Parte utilizada: folhas, frutos, sementes.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada.

Modo de usar: 
  • chá das folhas: diarreia, cólica, convalescênça.
  • cataplasma das folhas trituradas: edema traumático, nevralgia facial, fissura na pele, queimadura.
  • fruto: marmelada, geleia, xaropes, licor, pratos salgados.
  • queimaduras: decocção de 10 g de sementes por 15 min. Lavar as queimaduras.
  • inflamação de garganta: frutos com pele e sementes e água açucarada, cozinha-se e coa-se. Conservar em vidro. Usar uma colher em um pouco de água morna para fazer gargarejo.
  • diarreia: marmelada.




uso:

Em alguns países, como Portugal, normalmente não é consumido cru, mas cozido, geralmente fazendo-se marmelada. Também se consome assado. No Brasil, é consumido quase que exclusivamente na forma industrializada, para produção de marmelada, e os frutos, tendo em vista a pequena produção local para a indústria, são importados do Uruguai e Argentina. Mas, atualmente a Capital do Doce de Marmelo quase artesanal é em São João do Paraíso (Minas Gerais), o doce já sai fabricado de São João do Paraíso "artesanalmente".
As sementes podem ser utilizadas como antidiarreico. Do marmeleiro também se extrai a vara de marmelo, instrumento de punição bastante usado no passado, e ainda em uso em algumas localidades.

História:

Acredita-se que os primeiros marmeleiros plantados no Brasil tenham sido trazidos por Martim Afonso de Sousa na sua viagem de 1530. Os marmeleiros teriam se habituado muito bem ao clima da Capitania de São Vicente, principalmente a Serra da Mantiqueira, onde teria se tornado uma cultura subespontânea. No século XX, chegou a ser uma cultura importante, principalmente na década de 1930, quando a marmelada chegou a ser o doce industrializado mais consumido no País. 



economia do marmelo:

No Brasil existe atualmente produção de marmelo nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Bahia, São Paulo e Espírito Santo. Mas apesar dessa relativa difusão geográfica apenas a produção mineira é comercialmente importantes. A produção de marmelo já foi bastante concentrada nas cidades mineiras de Delfim Moreira e Marmelópolis, no alto da Serra da Mantiqueira - e mesmo estas, decadentes. Apesar da demanda pela fruta por parte da indústria, para fabricação de marmelada, a maior parte dela é suprida por produtores localizados na Argentina e do Uruguai.
Atualmente a Capital do Doce de Marmelo tradicional é em São João do Paraíso (Minas Gerais), município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 25.456 habitantes. Está localizado ao norte de Minas Gerais na divisa com a Bahia. Seu atual prefeito é Manoel Andrade Capuchinho (Junho/2010 à Dezembro / 2012). Mas, apesar de ser a capital do doce de marmelo, não tem sequer uma festa para expandir sua tradição. A EMATER-MG ajuda os produtores com assistência técnica. A cultura do doce de marmelo tradicional na cidade vem ganhando força a cada colheita graças aos produtores. O processo de produção de marmelo é quase toda artesanal. As suas maiores plantações ficam nas comunidades do município, Paus Preto e Argola, sendo que elas, juntas, correspondem à maior parte da produção do município.

Descrição botânica:

É uma planta de porte médio (3 a 6 metros), de folhas oblongas e caducas, de sistema radicular superficial e fasciculado, com tronco tortuoso e copa arredondada. É uma árvore melífera, com flores alvas ou róseas. Os frutos são, normalmente, amarelos quando maduros, grandes, bastante aromáticos e adstringentes.


Cultivo e reprodução:

 O marmeleiro requer menos horas de frio do que a macieira e a pereira, por isso, no Brasil, esta planta pode ser cultivada deste o Rio Grande do Sul até Minas Gerais. O marmeleiro pode ser propagado vegetativamente por estaquia, mergulhia (de cepa ou em sulcos) e por enxertia (borbulhia ou garfagem) sobre porta-enxertos produzidos vegetativamente.

observação:

Não se deve confundi-lo com o marmeleiro da caatinga, Croton sonderianus, conhecido popularmente como "marmeleiro preto", comumente encontrado na região Nordeste, especialmente no Ceará, que é usado na medicina popular no tratamento de distúrbios gástricos e tem sido extensivamente estudado em nossos laboratórios. 
O Gênero Croton, o segundo maior da família Euphorbiaceae, inclui aproximadamente 1000 espécies, das quais algumas são conhecidas como fonte de diterpenos, principalmente diterpenos do tipo clerodano furânico. Também são relatados diterpenos do tipo cleistantano, beierano, caurano e labdano. Estudos farmacológicos dos extratos orgânicos e substâncias isoladas, das raízes de Croton sonderianus, coletadas em Sobral-Ceará, revelaram significativa atividade biológica. O Ácido 3,4-seco-traquilobanóico, um dos constituintes químicos isolados das raízes de C. sonderianus, apresentou atividade antimicrobiana contra Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus, Saccharomyces cerevisiae e atividade fungicida contra Candida albicans, Trichophyton mentagrophyts e Polyporus sanguineus.
Dando continuidade ao estudo fitoquímico de C. sonderianus, visando o isolamento de novas substâncias, bem como a avaliação da atividade antiinflamatória dos extratos por solventes orgânicos e possíveis substâncias isoladas, as raízes de especimens de uma outra região geográfica (Acarape-CE) foram coletadas, secas, moídas e extraídas com hexano seguido por etanol. Cromatografias sucessivas do extrato hexânico, sobre gel de sílica, empregando-se solventes em escala crescente de polaridade (hexano, CHCl3, Acetato de etila e MeOH) permitiu o isolamento das substâncias I-IV. A substância I, isolada na forma de éster metílico, foi caracterizada como sendo o Ácido 3,4-seco-Traquilobanóico por comparação dos seus dados espectrométricos, principalmente RMN 1H e 13C, com dados registrados na literatura para a mesma substância e da mesma fonte.

A substância II, de maior Rf dentre II-IV, foi caracterizada como álcool terciário, assim como as duas outras, através dos espectros no infravermelho e RMN 13C (carbono não hidrogenado em ~72,0 ppm). Comparação com dados espectrométricos de I, assim como de outros diterpenos carbinólicos com esqueleto atisano, da literatura, permitiu a proposição da estrutura II. 
O mesmo procedimento, desta feita por comparação com dados de diterpenos com esqueleto caurânico hidroxilados na posição 16 permitiram a identificação de III. A estrutura IV foi proposta como um epímero de II no carbono-10 em virtude da semelhança dos dados de RMN, exceto para a multiplicidade e deslocamento químico dos hidrogênios a à carbonila.

Fontes:
http://www.plantamed.com.br
http://ic.dantas.fotoblog.uol.com.br
http://www.portalsaofrancisco.com.br
http://pt.wikipedia.org














segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tangerina - Citrus reticulata Blanco


Nome popular da fruta: Tangerina (bergamota, mexerica)
Nome científico: Citrus reticulata Blanco
Origem: Ásia
Fruto: Os frutos da tangerineira (C. reticulata Blanco) são de tamanho médio, forma oblata, base com pescoço pequeno e ápice pouco deprimido. A casca é fina, firme, mas fácil de remover. A superfície é lisa, de cor laranja a vermelha, com 9 a 13 segmentos, facilmente separáveis e eixo médio e aberto. A polpa é de cor laranja, sucosa e aromática. Possui poucas sementes. A maturação ocorre de meia estação a tardia.
A tangerineira ‘Ponkan’, mais difundida no Brasil, possui frutos de forma achatada com cinco a oito sementes, peso médio de 138g, casca de cor alaranjada forte, espessura média e vesículas de óleo salientes. Tem polpa de cor alaranjada e textura frouxa. O suco corresponde a 43% do peso dos frutos, com teores médios de sólidos solúveis totais de 10,8%. A cultivar apresenta maturação dos frutos de meia estação, de maio a julho.
Planta: As tangerinas ou mandarinas constituem um grupo de frutas cítricas. As principais variedades de tangerinas (C. reticulata Blanco) cultivadas são a Cravo, Poncã (Ponkan), Dancy e Montenegrina. A planta é vigorosa, de tamanho médio a grande, crescimento ereto, com poucos espinhos, folhagem densa, com folhas médias, lanceoladas e de largura média. Tem grande tendência de produzir alternadamente.
O grupo mexerica (Citrus deliciosa Tenore) tem origem na região do Mediterrâneo. Tem porte médio, hábito de crescimento lento e curvado, ramos finos e quase sem espinhos. As folhas são pequenas, alongadas e lanceoladas. Uma variedade comum no Brasil é a mexerica-rio.
O híbrido Murcott (Murcote), denominado de Tangor, é resultante do cruzamento da tangerina com a laranja doce (C. reticulata Blanco X C. sinensis Osbeck). Sua finalidade comercial é, principalmente, para produção de suco.
Os frutos de mexerica e murcote são mais aromáticos. A casca tem espessura fina, levemente rugosa e rica em glândulas com óleos essenciais. O tamanho é médio, com peso em torno de 130 g. As sementes são numerosas, pequenas e redondas.

O produtor, ao adquirir suas mudas, deve observar o tipo de porta-enxerto utilizado e a alternância dos mesmos. Devido aos inúmeros e recorrentes problemas de pragas e doenças na citricultura brasileira, deve-se evitar implantar um pomar com todas as plantas sobre um mesmo porta-enxerto.
A produtividade da variedade Ponkan, de maior interesse comercial no país, é muito boa e pode chegar a 250 quilos de frutos por planta. A planta tem tendência a produção alternada, ou seja, de produzir muito em um ano e pouco no seguinte. Recomenda-se fazer uma adubação equilibrada todos os anos e ainda, em alguns casos, retirar excesso de frutos (desbaste), para uniformizar a produção.
A tangerina, assim como os demais frutos cítricos, é do tipo não-climatérico, ou seja, não amadurece após a colheita. É importante, portanto, observar o ponto ideal de colheita, evitando-se enviar ao mercado frutos imaturos, sem o sabor característico.

Alguns citros podem atingir a maturação interna normal antes da mudança externa da cor da casca, o que torna interessante seu desverdecimento, que aumenta o valor de mercado do fruto e permite uma colheita mais cedo. O desverdecimento é realizado pela aplicação de etileno (hormônio vegetal) no fruto, em câmaras climatizadas.
Usos: Os frutos são utilizados para consumo ao natural e para industrialização, de onde são obtidos diferentes produtos processados, como sucos, óleos essenciais, pectina e rações.
Mercado: A safra de tangerinas no Brasil se estende, normalmente, de março a setembro, com concentração nos meses de maio a agosto. Freqüentemente, os produtores enfrentam forte queda nos preços no pico da safra. Pesquisas em manejo e com novas variedades tentam aumentar o período de colheita da fruta, com vistas à antecipação para os primeiros meses do ano.
 
Valor Nutricional:
O valor nutritivo do suco ou da polpa varia conforme a espécie, mas é sempre boa fonte de vitaminas A e C e sais minerais como potássio, cálcio e fósforo. A vitamina C é essencial para o sistema imunológico. A vitamina A é indispensável para a saúde dos olhos e da pele e aumenta a resistência às infecções. As vitaminas do complexo B fortificam os nervos.
A tangerina é considerada grande fonte de magnésio. O ser humano precisa de magnésio, apresentando maior concentração desse mineral nos ossos e músculos. Ele tem papel importante na síntese das proteínas, na contratilidade muscular e na excitabilidade dos nervos.
Popularmente, a tangerina é conhecida pelo seu efeito diurético, digestivo e aumento na eficiência física. Não existem evidências científicas que indiquem seu uso na hipertensão arterial ou na prevenção da arteriosclerose  É laxativa, pois apresenta grande quantidade de fibras, devendo ser ingerida com o bagaço para melhorar o funcionamento do intestino. Também não existem evidências que recomendem a tangerina como protetor de outras doenças como câncer, diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares. O chá das folhas é considerado popularmente como calmante. Conserva-se bem em geladeira por até três semanas.


Fontes:
http://www.taeq.com.br
http://pt.wikipedia.org
http://www.portalsaofrancisco.com.br
http://opoderdasfrutas.wordpress.com

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Janaguba - Himatanthus drasticus (Mart.) Plumel.


A Janaguba, também conhecida como Janauna, Janaúba já classificada como Plumeria drastica, é uma Apocinácia alta com folhas largas tipo latifólios, coriáceos e flores em corimbos, ou seja um inflorescência indeterminada, em que as flores saem de pontos diferentes da mesma haste ou eixo, mas terminam na mesma altura porque seus pedicelos são de tamanhos diversos.

É uma espécie arbórea que cresce até 7m de altura, com folhagem densa nas extremidades dos ramos. Sua distribuição geográfica vai desde o sudeste do Brasil até a Guiana Francesa, Suriname e Guiana. No Brasil ocorre nos estados de Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Piauí, Maranhão, Pará e Roraima. (Plumel, 1991).

Entre seus outros nomes populares distingue-se ainda pau santo, jaraúba, tiborno, iborna dos sertanejos, Menezes (o.c.) . Tiborna, raivosa e jasmim-manga em Minas Gerais e Bahia, (sendo que esse último também designa as p/ Joly Plumerias de flores brancas ou róseas) janaguba no Ceará, pau-de-leite no Piauí, joanaguba no Rio Grande do Norte, sucuuba na Amazônia. Plumel, (o.c.). A diversidade de ambientes pode mascarar variedades e mesmo diferentes espécimes tal como identificam alguns autores.

Usos
Janaguba de flor rosa
Segundo Menezes (o.c.), seu látex é tóxico em grandes doses e usada nas moléstias do fígado. Purgativo e febrífugo. Fornecendo matéria corante e com lenho útil na carpintaria.
É comum no Nordeste do Brasil a utilização do latéx diluído como medicamento, comercializado com o nome de "Leite de Janaúba". A obtenção desse preparado é feita retirando-se 10x30 cm de casca do tronco, e aparando-se o látex com auxílio de uma colher com água. Vai-se colocando em uma garrafa de um litro até que a mistura látex & água, resulte em uma sedimentação esbranquiçada com cerca de 1/4 a 1/3 da garrafa, com um sobrenadante róseo. A mistura deve ser mantida em ambiente bem frio. Há falsificadores que vendem leite de mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) como sendo "leite de janaúba". 
A Himatanthus drasticus, conhecida popularmente como janaguba, tem uma longa história de emprego na cura do câncer no nordeste brasileiro, porém quase sem registro na literatura. Recente investigação da atividade antitumoral do extrato bruto metanólico das folhas de Himatanthus drasticus frente ao modelo experimental Sarcoma 180 confirmou sua atividade antineoplásica, o extrato testado apresentou inibição tumoral significativa em relação ao grupo controle nas doses de 300 mg/kg e 400 mg/kg de peso do animal com um percentual de inibição de 67.7% e 68% respectivamente. Na menor dose analisada, 200 mg/kg, o percentual de inibição tumoral foi apenas de 32.8%. A avaliação de sua toxicidade aguda. revelou baixa toxicidade nas doses testadas (50, 300 e 2000 mg/kg) por via oral. A análise histopatológica apresentou alterações em nível hepático, pulmonar, baço e renal.
Na Floresta Nacional do Araripe (Flona), estima-se que existam 30 pés de janagubas por hectares. A espécie tem potencialidades medicinais e é indicada, principalmente, para os tratamentos contra as doenças do sistema digestivo e câncer. Mas também já há relatos do uso no combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Da planta é extraído apenas o látex. Atualmente, apenas em Crato e Barbalha, cerca de 50 extratores sobrevivem da venda deste produto e aproximadamente 100 famílias envolvidas na cadeia produtiva.
Para garantir a reprodução da espécie, a Flona estabeleceu um período de defeso entre os meses de dezembro e janeiro, onde não deve ocorrer a exploração. No momento, está sendo concluída uma pesquisa sobre o impacto ecológico da coleta do leite de janaguba. Em sua tese de doutorado, a pesquisadora, Cristina Baldauf, aponta que a forma tradicional de exploração da planta é sustentável e que ainda não há riscos de extinção da espécie. 

Desde a década de 70, quando o médico José Ulisses Peixoto iniciou o tratamento de pacientes com câncer por meio da ingestão do leite da janaguba, a planta vem sendo bastante observada. Porém, os estudiosos indicam que é necessário tomar algumas precauções quanto aos procedimentos extrativistas. A recomendação principal é sobre os métodos de retirada superficial da casca das árvores, respeito ao período de reprodução, remoção de grandes áreas na circunferência do caule, utilização de ferramentas que não agridam profundamente a planta e cumprimento do tempo de espera de três anos entre uma colheita e outra.

Desde 2008, os estudos farmacológicos vem comprovando as propriedades medicinais da janaguba. Há vários relatos de cura dos males. O leite da planta já está sendo vendido em todo o País e até no exterior. No Cariri, o produto pode ser encontrado em praças e mercados públicos ou sob encomenda. O potencial de venda é tão grande que até pequenas empresas foram abertas para dar conta da demanda. 

Para estabelecer normas de sustentabilidade e de boas práticas de manipulação, o ICM-Bio cadastrou alguns dos extratores. Pioneiro neste tipo de atividade, há aproximadamente 36 anos, o comerciante Marcos Cartaxo Esmeraldo revende o leite da janaguba. Ele conta que, diariamente, em seu depósito, que fica localizado na Rua Cícero Araripe- 257, no Bairro Pimenta, no Crato, diversas pessoas procuram o produto. Mas, os pedidos podem ser feito por fone.

FIQUE POR DENTRO

Pesquisadores estudam o leite do vegetal Tradicionalmente, o tratamento das doenças digestivas e do câncer com o leite janaguba é feito através da ingestão do líquido. Pesquisadores estão estudando as propriedades do produto para checarem à comprovação científica. A recomendação é que o uso do remédio deve permanecer durante um ano, quando o paciente ingere seis colheres de sopa do produto, diariamente. Para as pessoas que estão enfrentando algum tipo de quimioterapia, a medicação não é aconselhada. Mas, pode ser usada apenas nos intervalos entre um procedimento e outro. O leite da janaguba age no sistema imunológico, aumenta a taxa de linfócitos e expulsa o corpo estranho, além de prevenir contra infecções e inflamações.
Fontes
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1203194
http://www.luizberto.com
http://www.nordesturismo.com.br

 

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