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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Linhaça - Linum usitatissimum

A linhaça é a semente do linho, muito utilizada em culinária. É preferível que se consuma sem casca, triturada, para melhor aproveitamento do seu alto valor nutritivo, pois é rica em fibras, ácidos graxos e proteína. Além disso, dela se extrai o óleo de linhaça, que é rico em Ómega 3, Ómega 6 e Ómega 9. Devido ao seu alto valor nutritivo é considerado alimento funcional.

Outros usos do Óleo de linhaça incluem a fabricação de linóleo e tintas a óleo. O óleo também é usado na indústria cosmética e em farmácias de manipulação.

História

Os relatos mais antigos da semente do linho são datados de 5000 anos antes de Cristo, na Mesopotâmia. Foram até encontrados desenhos da semente em tumbas faraónicas, o que comprova o uso desta herbácea desde a antiguidade.
Mesmo sendo originária da Ásia, seus benefícios foram difundidos pelo mundo todo, e seu consumo é muito comum na América do Norte e em países europeus.

Propriedades medicinais

A semente de linhaça é considerada um alimento funcional, pois, além de ter suas propriedades nutricionais básicas, tem propriedades preventivas graças aos compostos antioxidantes e anticancerígenos.
A semente de linhaça tem cerca de 39% de óleo em sua composição. Seu óleo é um dos alimentos mais ricos em Ômega 3 da natureza (cerca de 57%) e de Ômega 6. A relação ideal entre Ômega 3 e Ômega 6 é de 1:4 respectivamente, enquanto o óleo vegetal de linhaça apresenta uma relação de 1:3, muito próxima do ideal. Essa presença balanceada entre o Ômega 3 e o Ômega 6 permite a produção das prostaglandinas, que são corpos biologicamente muito ativos e importantes que agem como removedoras do excesso de sódio nos rins, diminuindo assim a retenção de líquidos, o que alivia os sintomas do período pré-menstrual. A alta taxa de Ômega 3 faz da linhaça um alimento de cárater preventivo à saúde, sendo um importante agente antioxidante e renovador celular.

Além disso, a linhaça é a maior fonte alimentar de lignanas, um fitoesteróide que "imita" a ação do estrógeno. A lignana é muito importante no período da menopausa, quando as taxas desse hormônio são baixas, sendo ela um importante agente natural na reposição desse hormônio. A lignana "engana" os receptores de estrógeno e se acopla a eles. Tratando-se de um óleo vegetal natural, os fitoesteróides têm uma ação fraca em relação ao estrógeno, não tendo ação negativa sobre o tecido mamário. Sendo assim, a lignana é uma substância importante na prevenção do câncer de mama, por neutralizar a ação do estrógeno sobre esse tecido. Existem alguns relatos de indução de icterícia, e reacções exantemáticas, possivelmente relacionadas com a dose e consumo exagerado.
O óleo da linhaça tem na maior parte da sua composição gorduras poli-insaturadas não produzidas pelo corpo. Veja a porcentagem de gorduras do óleo de linhaça:
A sua constituição ainda conta com uma alta taxa de fibras solúveis (ideal como laxante e auxiliar na digestão), vitaminas B1, B2, C, E, caroteno, ferro, zinco, alguma quantidade de potássio, magnésio, fósforo e cálcio.
Estudos mostram que é boa para os diabéticos, pois estabiliza os níveis de açúcar no sangue e também é uma auxiliar para a prevenção da obesidade, pois ela ativa mais o metabolismo.

Usos da linhaça

A linhaça vem sendo utilizada com fins medicinais, pois conforme estudos da universidade de Toronto, no Canadá auxilia na prevenção e combate do câncer de mama, existe um composto chamado lignana, que trata-se de um tipo de antioxidante que possui composição química similar ao hormônio estrogênio.
Apesar de ser conhecida por suas aplicações medicinais, o principal destino da semente do linho no Brasil é a indústria, para a qual serve como componente de secante de tintas, vernizes, corantes e linóleos.

Produção de semente de linhaça no Brasil

A linhaça (semente do linho) é uma cultura de inverno no Brasil. O principal estado produtor é a região Noroeste do Rio Grande do Sul. Seu ciclo curto, de 150 dias, é ideal para o plantio em junho e colheita no final de outubro ou começo de novembro. A produtividade média é de 1,5 tonelada por hectare.











Fonte: www.pt.wikipedia.org

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Parque Ecológico do Rio Cocó - Fortaleza, Ceará.

O Parque Ecológico do Rio Cocó é uma área de conservação, um parque estadual da vida natural localizado na cidade de Fortaleza, Ceará. Tem esse nome devido ao rio que forma o bioma de mangue, o rio Cocó.
Rio Cocó
É considerado de grande importância tanto para a cidade, como para a biodiversidade que é protegida dentro de suas bordas.
Contendo diversas espécies de vida animal e vegetal endêmicas e ameaçadas, ele é considerado a herança cultural e ecológica mais importante de Fortaleza. Ambientalmente, ele serve para reduzir a temperatura do ar na cidade, e também forma uma bacia protetora que previne enchentes durante tempos de fortes chuvas. 

A reserva ecológicas está atualmente sobre ameaça de uma proposta do governo de construir um viaduto que necessitará da derrubada de uma parte da reserva florestal, resultando em uma grande perda para a flora e fauna local. O governo de Cíd Gomes e Roberto Cláudio argumenta que o viaduto é a única solução possível aos problemas de mobilidade na cidade. Outros grupos sugerem soluções favorecendo transporte publico e bicicletas. A proposta atraiu diversas críticas de arquitetos, de professores de universidade, de grupos ambientalistas e de várias organizações não-governamentais.
 Projeto de ponte estaiada sobre o Rio Cocó.

Historia

O primeiro ponto do rio Cocó a ter sido protegido e aparelhado foi criado em 29 de março de 1977 declarado de utilidade pública para desapropriação. Em 11 de novembro de 1983 o decreto municipal número 5.754 deu a denominação de Parque Adhail Barreto.

Em 5 de setembro de 1989 o decreto estadual número 20.253 cria o Parque Ecológico do Cocó e expandido em 8 de junho de 1993 atualmente abrange uma área de 1.155,2 hectares.

Benefícios sociais para a cidade

O parque do Cocó tem sido citado como uma parte importante da solução para vários problemas sociais, de saúde e do meio ambiente. Um estudo citado, pela Universidade de Delaware, mostra que o fácil acesso à parques pode reduzir a obesidade e a diabetes através de oportunidades para exercício. Outro estudo em Chicago mostrou que espaços vegetados também cortam a criminalidade pela metade.

Importância ambiental

Áreas vegetadas como o Cóco também oferecem alívio ao sobre-aquecimento do espaço urbano causado pela qualidade do asfalto, do concreto e de materiais de construção de capturar calor. O ar embaixo da copa de uma árvore pode chegar a ser de - 6º C mais frio do que quando comparado a um espaço aberto sem cobertura. 
O parque é também uma área de Mangue, que é um ecossistema extremamente importante e globalmente ameaçado, que inclui várias espécies endêmicas e ameaçadas de plantas e vida selvagem, que requer atenção especial para a realização de pesquisas sobre essas espécies.

Importância para o turismo e a economia

Como um dos maiores parques urbanos da América do Sul, o parque representa uma atração turística importante, oferecendo as melhores possibilidades de ecoturismo da cidade .
De acordo com o site Lonely Planet: “Ele é o mais popular parque de lazer de Fortaleza, e organiza atividades que promovem a percepção e conhecimento de preservação ambiental para seus visitantes

Importância para a educação e a cultura

O parque representa também um recurso muito importante na cidade na educação, acolhendo muitas aulas de campo de diversas escolas da cidade, onde os alunos atravessam diversas trilhas ecológicas com um grande valor biótico. É uma chance singular de acesso para as crianças da zona urbana à espaços naturais, que outrora seria impossível. Além disso, o parque possui um campo de futebol onde os moradores da região ou transeuntes organizam, com bastante frequência, campeonatos ou jogos amistosos.
No espaço do Parque conhecido como Parque Adahil Barreto, encontra-se um anfiteatro, oferecendo diversas atrações culturais e espaço amplo para a realização de reuniões, festas ou encontros.

Ameaça de degradação ecológica

Por ter toda a sua área dentro do município de Fortaleza em região de grande desenvolvimento urbano, os limites do parque estão constantemente sofrendo problemas de impacto ambiental e degradação do bioma. Durante o ano de 2007 a Prefeitura de Fortaleza, após ter expedido licença para construção de um prédio vizinho ao parque, entrou com um pedido junto a Câmara Municipal de Fortaleza de realização de um referendo popular perguntando ao povo sobre a autorização da construção do prédio em questão. Depois desse fato o Ministério Público Federal entrou com uma Ação Civil Pública pedindo a demarcação da área do parque e a finalização das desapropriações, que desde a publicação da lei criando o parque não teve conclusão. Essa medida jurídica ainda suspende o licenciamento de novas construções numa área até 500 m ao redor do parque. A liminar foi expedida em abril de 2008. Atualmente existem várias ações na justiça relativas as desapropriações e um dos casos mais curiosos tramita em Brasília uma ação de indenização contra o Estado do Ceará de uma desapropriação da área que supera os R$ 1,7 bilhão.
O problema não fica restrito a pobreza na medida em que algumas vizinhaças do parque estão sendo ocupadas por prédios de alto padrão gerando problemas de ordem ambiental como aumento do fluxo de trânsito nas vias adjacentes ao parque e de circulação do ar dentre outros. Alguns movimentos ambientalistas fazem manifestações contra os possíveis agressores tais como: SOS Cocó e o Instituto Terramar.
Parte da reserva ecológica do Cocó é actualmente sob ameaça de destruição devido à construção de um viaduto proposta no entorno do parque.
José Borzacchiello da Silva, Geógrafo e professor da UFC, argumentou num artigo do Povo, que os viadutos são “geradores de um medo urbano e acelerado processo de degradação do território onde ele é construído”, citando os exemplos do viaduto do cruzamento das avenidas Santana Júnior e Santos Dumont, cuja “construção decretou a desvalorização de um comércio florescente que crescia nos quatro cantos do cruzamento”, e resultou em “água empossada sob o viaduto, e um aumento de insegurança”. Ele cita também a forte pressão popular para que o viaduto minhocão do São Paulo seja demolido, e o fato de que, no Rio, o viaduto da avenida Perimetral está em fase de demolição.

Segurança

A Polícia Militar do Estado do Ceará tem dentro da área do parque uma Companhia de Polícia Militar Ambiental - CPMA que fica na área do bairro Jardim das Oliveiras e um posto policial no bairro que leva o nome do rio e onde se encontra a principal estrutura do parque. A PM utiliza um contingente de 30 policiais que garantem a segurança do parque e evita problemas de criminalidade o fuga dos criminais após atos de crime.

Programa Parque Vivo

O Parque Vivo surgiu teve suas atividades iniciadas em 1993 como consequência de um trabalho de educação ambiental marinha desenvolvido pela equipe da Universidade Federal do Ceará. A prefeitura de Fortaleza convidou o grupo para desenvolver trabalhos de educação ambiental no Parque Adahil Barreto. Ao longo dos anos, as atividades desenvolvidas foram expandidas por uma demanda cada vez maior da sociedade. Assim o Parque Vivo desenvolveu vários projetos, tornando-se um programa que busca promover a educação ambiental através de vários segmentos: cursos, elaboração de materiais pedagógicos, promoção de oficinas em áreas de risco, organização de biblioteca, Museu do Mangue, campanhas educativas e comemoração de datas representativas.
O Parque Vivo trabalha em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM), Secretaria Executiva Regional II, EMLURB e FUNDEMA. É articulada com diversas entidades ambientalistas do Estado do Ceará, através da concepção e execução de projetos e diversas outras atividades de educação ambiental, principalmente em Fortaleza.
Sede do Programa Parque Vivo
Fonte: http://pt.wikipedia.org/














terça-feira, 10 de dezembro de 2013

8 curiosidades sobre os camaleões!

Saiba mais algumas características e fatos sobre esse réptil fascinante.
8 curiosidades sobre os camaleões

Conhecidos principalmente pela sua capacidade de mudar de cor, os camaleões fazem parte das espécies mais fascinantes entre os répteis. Eles são tipos bem diferentes de lagartos devido aos olhos grandes e caudas enroladas, sendo que são encontrados tanto na selva quanto no deserto.
Esses animais podem habitar a Ásia e partes da Europa e América do Norte, mas é no continente africano, mais precisamente na ilha de Madagascar, onde a maioria das espécies de camaleões é encontrada. São cerca de 80 espécies diferentes desses répteis já catalogadas, porém estima-se que existam mais de 160.
Geralmente, o camaleão pode comer de tudo, pois algumas espécies são conhecidas por terem uma dieta mais carnívora (se alimentando de insetos, vermes, pequenos répteis e caracóis) e outras são vegetarianas. Falando em alimentação, uma de suas marcas registradas é a forma como eles arremessam as suas línguas, de maneira veloz para capturar algum inseto.
Hoje, muitas espécies de camaleão são consideradas ameaçadas de extinção e seu número tem declinado, provavelmente devido a alterações no seu habitat natural, como a poluição e o desmatamento. Quer saber mais um pouco sobre esses répteis? Confira abaixo mais oito curiosidades sobre eles.

 1 – Espécies

Fonte da imagem: Shutterstock
Quase metade das espécies de camaleão do mundo vive na ilha de Madagascar, na África, com 59 delas existentes apenas por lá. No sul do Saara, além de Portugal, Espanha, Sri Lanka e Índia, também existem algumas espécies, assim como no Havaí e algumas partes da Flórida e Califórnia.

2 – Mudança de cor

Fonte da imagem: Shutterstock
Embora não seja unanimidade, a maioria das espécies de camaleão é capaz de mudar a cor da sua pele. Geralmente, eles alteram de marrom para verde, mas alguns podem modificar o seu “look” para muitas outras cores, criando um visual incrível de forma rápida — tanto que uma mudança pode ocorrer em cerca de 20 segundos.
Eles conseguem produzir esse fenômeno porque nascem com células especiais que têm pigmentos. Essas células se encontram em camadas sob a pele externa do camaleão e são chamadas de cromatóforos, que são ativadas por uma mensagem do cérebro.
Uma vez ativados, esses pigmentos se “misturam” como uma pintura. Além dos cromatófaros, a melanina também ajuda os camaleões nesse processo, produzindo o escurecimento através de fibras que se espalham como teias de aranha pelas camadas de células de pigmento.
E, se você ainda acha que os camaleões mudam de cor para se camuflar, saiba que alguns estudos mostraram que eles mudam de coloração de acordo com a luz, a temperatura ou mesmo o seu humor, podendo também ser uma forma de comunicação com seus semelhantes. Você pode conferir mais detalhes sobre issonesse outro artigo do Mega Curioso.

3 – Olhar 360°

Fonte da imagem: Shutterstock
Você sabia que os olhos dos camaleões têm um arco de 360 ​​graus de visão e podem enxergar em duas direções ao mesmo tempo? Dessa forma, os camaleões têm os olhos mais distintivos de qualquer réptil. Suas pálpebras superiores e inferiores são unidas, formando um dispositivo circular com apenas uma abertura suficiente para a pupila fazer o seu serviço.
Os olhos podem rodar separadamente e focar para observar dois objetos diferentes simultaneamente, o que permite que os olhos se movam independentemente um do outro, sendo uma excelente vantagem para ficar atento aos predadores. Esse sim pode, literalmente, ficar com um olho no peixe e outro no gato.

4 – Tamanhos

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia
Os camaleões variam muito em tamanho e estrutura do corpo, sendo que a sua dimensão pode variar de 15 a 30 milímetros — na menor espécie encontrada, aBrookesia micra — até cerca de 70 centímetros (como é o caso do camaleão de Malagasy).

5 – Língua rápida no gatilho

Fonte da imagem: Shutterstock
Segundo uma pesquisa, a língua (chamada “balística”) do camaleão tem, aproximadamente, 1,5 a 2 vezes o tamanho de seu corpo, sendo capaz de se mover 26 vezes por segundo o comprimento do animal. Eles descreveram dessa forma porque a potência muscular dos animais varia de acordo com o seu tamanho e tipo, isto é, a velocidade relativa.
Com toda essa rapidez, o camaleão consegue alcançar e capturar rapidamente a sua presa. Isso também acontece devido ao formato da língua, que possui um tipo de bulbo muscular na ponta e que age como uma pequena ventosa capaz de sugar, fazendo com que a caça fique mais fácil.

6 – Machos vaidosos

Fonte da imagem: Shutterstock
Geralmente, os machos dos camaleões são muito mais ornamentados do que as fêmeas. Ou seja, eles têm mais saliências faciais e projeções, como cristas, em suas cabeças.

7 – Pouca audição

Fonte da imagem: Shutterstock
Apesar da sua visão apuradíssima, os camaleões não são capazes de ouvir muito bem. Assim como as serpentes, esses répteis não têm um ouvido exterior, abertura ou tímpano. No entanto, os camaleões não são totalmente surdos. Eles podem detectar frequências de som na faixa de 200-600 Hz .

8 – Visão ultravioleta

Fonte da imagem: Shutterstock
Os camaleões são capazes de enxergar na luz visível e na ultravioleta. Quando expostos à luz ultravioleta, eles mostram um aumento de comportamento social e níveis de atividade, além de ficarem mais suscetíveis a se aquecer, reproduzir e a se alimentar. Isso acontece porque essa luz tem um efeito positivo sobre a glândula pineal.
 

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