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sexta-feira, 29 de março de 2013

Tamarindo - Tamarindus indica L.



Aspectos Gerais:


Originário das savanas secas da África o tamarindeiro foi levado para a Índia que o explora extensivamente e exporta seu produto para a Europa e EUA. Os indivíduos que crescem nos trópicos derivam de sementes coletadas ao acaso na África e na Índia destituídas de melhoramento genético. Ainda assim desponta como cultura atrativa e de grande futuro comercial.

Botânica/Descrição/Composição:


O tamarindeiro chamado tamarineiro - tem nome científico Tamarindus indica, L., Dicotyledoneae, Leguminosae (Cesalpinioideae).
É árvore frutífera e bastante decorativa; sua altura pode chegar aos 25m. Seu tronco devide-se em numerosos ramos curvados formando copa densa e ornamental; as folhas são compostas e sensitivas (fecham por ação do frio), flores hermafroditas amarelas ou levemente avermelhadas (com estrias rosadas ou roxas) que se reúnem em pequenos cachos axilares.

Fruto:


Tamarindo ou tamarino - é vagem alongada com 5 a 15cm. de comprimento, com casca pardo-escura, lenhosa e quebradiça; as sementes em números de 3 a 8 estão envolvidas por uma polpa parda e ácida contendo açucares (33%), ácido tártarico (11%), ácido acético, ácido cítrico.
Cem gramas de polpa contém 272 calorias, 54mg. cálcio, 108mg. fósforo, 1mg. de ferro, 7ug. Vit. A, 0,44mg. Vit. B e 33mg. Vit. C.

Uso do Tamarindeiro:


Fruto
A polpa, com sabor agridoce, é usada no preparo de doces, bolos, sorvetes, xaropes, bebidas, licores, refrescos, sucos concentrados e ainda como tempero para arroz, carne, peixe e outros alimentos.


Sementes
Ao natural servem de forragem para animais domésticos; processadas são utilizadas como estabilizantes de sucos, de alimentos industrializados e como goma (cola) para tecidos ou papel. O óleo extraído delas é alimentício e de uso industrial.

Madeira
O cerne da madeira é de excelente qualidade e pode ser usado para diversas finalidades; forte, resistente à ação de cupins, presta-se bem para fabricação de móveis, brinquedos, pilões, e preparo de carvão vegetal.

Necessidades da planta:


Clima
A planta pode ser cultivada em regiões tropicais úmidas ou áridas; a temperatura média anual deve estar em 25ºC, as chuvas anuais entre 600 e 1500mm.; a planta requer boa intensidade de luz e é sensível ao frio.

Solo
Devem ser profundos, bem drenados, pH entre 5,5 e 6,5, de preferencia areno-argilosos. Evitar solos pedregosos e sujeitos a encharcamento.

Cultivo:


Mudas
De ordinário as mudas são formadas a partir de sementes que são lançadas ao solo a 2-3cm. de profundidade em linhas de 15cm. sobre canteiros de terra constituído de mistura de terriço (3 partes) e esterco de curral bem curtido (1 parte). Com 10cm. de altura as mudas vigorosas são transportadas para sacos de polietileno 18cm. x 30cm.; alcançando 25cm. de altura a muda estará apta ao transplantio.

Espaçamento / Covas
Espaçamentos de 10m. x 10m. (100 plantas por hectare), 12m. x 12m. (69 plantas por hectare) ou 10m. x 8m. (125 plantas por hectare) são comuns. As covas podem ter dimensões de 50cm. x 50cm. x 50cm. ou 60cm. x 60c,. x 60cm.; na sua abertura separar a terra dos primeiros 20cm.

Adubação básica
Lançar no fundo da cova 500 gramas de calcário dolomítico cobrir levemente com terra; misturar, à terra de separada, 15 litros de esterco de curral bem curtido + 500 gramas de superfosfato simples e + 120 gramas de cloreto de potássio e lançar na cova 30 dias antes do plantio.
Plantio
Deve ser feito no início do período chuvoso e em dias nublados; irrigar a cova com 15 litros de água e proteger o solo, em torno da muda, com palha ou capim seco sem sementes. Deixar colo da muda ligeiramente acima da superfície do solo.

Tratos Culturais
Controle de ervas deve ser feito, periodicamente, com capinas em "coroamento" em volta da muda.
Podar galhos secos, doentes e aqueles que se dirijam para dentro da copa.
Efetuar adubações em cobertura, com leve incorporação, sob copa, segundo quadro de indicação abaixo:

Pragas


Mosca-da-Madeira:
O adulto é mosca escura, com asas amarelo-escuras, com 31-35 mm. de comprimento. A fêmea põe ovos na casca da árvore de onde saem lagartas que perfuram o caule, abrem galerias e penetram até o lenho.

Controle:
obstrução dos orifícios com tampões de madeira, injeção, no orifício, de paratiom metálico, e caiação do tronco com calda de 3 kg de cal + 3 kg de enxofre em 100 litros de água.

Broca-das-Sementes:

O adulto é besourinho escuro com 2 mm. de comprimento e que perfura a casca do fruto, destroe a polpa e põe ovos nas sementes; as lagartas destroem as sementes.

Controle
Pulverizar frutos ainda verdes com produtos à base de endolsufam ou triclorfom.

Coleobroca:

O adulto é besouro com 20mm. de comprimento, cor castanho-clara, antenas longas; a forma jovem é lagarta branca e sem patas que broqueia tronco e ramos abrindo galerias.

Controle
Poda e queima as partes atacadas e pulverizações preventivas de tronco e ramos com eldosulfam; ainda aplicar 1cm. de pasta de fosfina por orifício e vedá-lo com cera de abelha.

Colheita e Rendimento:


A planta entra em produção entre 4-6 anos pós plantio e pode produzir ao longo de 200 anos. Após alcançar a maturação o fruto pode permanecer na árvore por várias semanas.
O ponto de maturação é reconhecido quando a casca do fruto torna-se quebradiça partindo-se facilmente à pressão dos dedos; deve-se colher o fruto amadurecido na planta.
Cada tamarindeiro adulto pode produzir de 150 a 250 kg de frutos por ano (12 a 18 toneladas por hectare).

Fonte:


www.ceasacampinas.com.br
www.seagri.ba.gov.br

Caroá (Arruda) - Neoglaziovia variegata


Nomenclatura:


Nome científico: Neoglaziovia variegata (Arruda) Mez
Família: Bromeliaceae
Sinônimo: Agallostachys variegata (Arruda) Beer; Billbergia variegata (Arruda) Schult. f.; Bromelia linifera hort. ex Beer; Bromelia variegata Arruda; Dyckia glaziovii Baker
Nomes populares: Caroá.
Neoglaziovia Mez é um género botânico pertencente à família Bromeliaceae, subfamília Bromelioideae. O gênero foi nomeado em homenagem ao francês Auguste François Marie Glaziou (1833-1906), paisagista e coletor de bromélias no Brasil.

Ocorrência:


          Ocorre em largos trechos do litoral, desde o Piauí até a Bahia, e no sertão, desde o Ceará até o Vale do São Francisco. Freqüente em quase toda a área de caatinga, embora com limitações climáticas que fazem com que o caroá não seja encontrado nas caatingas hipoxerófilas e edáficas, pois necessita de solos não compactados, onde seus rizomas possam crescer e emitir novos brotos aéreos.

Descrição:


          Ervas perenes, terrestres até 1 m de altura. Folhas variegadas, lineares, com cerca de 1,5-3 m, margens com espinhos curvados para o ápice. Escapos avermelhados com 80-90 cm. Inflorescências simples, racemosas. Flores purpúreo-violáceas ou azul-avermelhadas. Frutos bagas ovóides de coloração vermelha.

Usos:


      As folhas fornecem fibras já usadas pelos indígenas e bastante empregadas na confecção artesanal de cordas, barbantes e papel, bem como na tecelagem. O Município de Ibiapina, no Ceará, é o seu principal produtor. Sua utilização já foi mais intensa, contudo, a fibra do caroá foi sendo substituída pelo agave e depois pelas fibras sintéticas. Desde a década de 80 a produção está estabilizada no patamar atual.
Pesquisadores de diversas áreas descobriram outras funções para o velho caroá. Em seu doutorado em Engenharia de Processos pela Universidade Federal de Campinas Grande (UFCG), Múcio Nóbrega testou diversos compósitos da fibra natural com poliéster e constatou um bom aumento na resistência do material a impactos, além do uso do caroá reduzir custos, ter baixa abrasividade e ser parcialmente biodegradável.

 

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