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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Feijão-Bravo - Cynophalla flexuosa


CLASSIFICAÇÃO:

  • Divisão:Magnoliophyta
  • Classe:Magnoliopsida
  • Ordem:
  • Brassicales
  • Família:Capparaceae
    • Espécie:
    • Cynophalla flexuosa (L.) J.Presl


CARACTERÍSTICAS:

Plantas 2-4 m. Caules ± teretes, geralmente glabros ou glabrescentes, raramente pubérulos. Folhas: pecíolo 4-10 mm; lâmina 3-7(-9) × 2-4(-5) cm., base estreitamente cuneada a arredondada, ápice emarginado, redondo, ou agudo, face abaxial geralmente glabrescente, face adaxial glabra. Inflorescências (1-)2-6 cm. Pedicelos 7-12 mm, (com textura de feltro). Flores noturnas, fragrantes; sépalas orbiculares, decusas, par proximal 5-7 × 10-12 mm, par distal 3.5-5 × 1-1.5 mm, caindo antes da antese, glabras; pétalas brancas, tornando-se amareladas ou avermelhado-esbranquiçadas, oblongo-obovadas, (10-)15-20 × 12 mm; estames 40-60(-120) mm; ginóforo 4-6(-8) cm. Cápsulas marrom-avermelhadas a amareladas, irregularmente constrictas entre as sementes, 5-15(-28) × 9-13(-17) mm, sementes verdes, 7-14 mm, recobertas com polpa branca oleosa. 2n = 16. (FLORA OF NORTH AMERICA)

Hábitos, ecologia:

Planta relativamente comum no litoral, em restingas mais preservadas, onde ainda é possível observar componentes arbóreo-arbustivos, ocorre de modo descontínuo a frequente, crescendo na areia das dunas fixas ou mesmo em locais extremos como em diminutas fendas em rochas, tornando-se verdadeiros "bonsais naturais" (observação pessoal). Suas flores de antese noturna e odor intenso são muito visitadas por insetos pilhadores no final da tarde. Os frutos são de cor avermelhada, deiscentes e expõe as sementes com cobertura branca para as aves, que as dispersam.

uso:

Forrageira: Muito utilizada como alimento para o gado, pois cresce mesmo nos períodos mais secos da caatinga nordestina, por isto é uma das mais promissoras forragens para a região.

Madeira: Utilizada como combustível, na forma de lenha.

Medicinal: Na medicina popular, é utilizada contra sinusites, na forma de inalado; e as cascas são raspadas e deixadas em água, bebendo-se o líquido resultante no caso de picadas de cobra.

Melífera: Muito atrativa para diversos insetos, em especial abelhas, formando densos aglomeros sobre as plantas em floração.

Ornamental: Bela árvore, com altura entre 2-3,5m, copa densa, muito resistente, sempre verde, de floração abundante no verão e frutificação muito atrativa para aves. Os frutos além de coloridos, não fazem "sujeira" nas calçadas, pois não são muito carnosos, podendo ser usada também na arborização urbana.






Fonte: 
ALBUQUERQUE, U.P. & ANDRADA, L.H.C. Uso de Recursos Vegetais da Caatinga: O caso do Agreste de Pernambuco (Nordeste do Brasil). Interciencia. Jul 2002, v. 27 n.7

ALMEIDA NETO, J.X. Estrutura Fitossociológica, Crescimento e Bromatologia Do Feijão-Bravo (Capparis Flexuosa L.) No Curimataú Paraibano, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal da Paraíba. Areia, PB. 2008.








sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Trapiá - Crateva tapia L.


CLASSIFICAÇÃO:

  • Família:Brassicaceae
  • Subfamília:Capparoidae
  • Gênero:
  • Crateva.
  • Espécie:Crateva tapia

CARACTERÍSTICAS:

TAPIÁ OU TRAPIÁ vem do tupi guarani e quer dizer “fruta de anta”, pois esse mamífero tem grande predileção por essa fruta. Também chamado de Boloteira, Cabaceira ou Basparí na Bahia. 
Arvore elegante, de 4 a 15 m conforme as variações climáticas de cada região. Copa é arredondada ou semelhante a um guarda-chuva, e troncos e galhos esparsos que se estendem na horizontal. O tronCo é tortuoso, cilíndrico, de 20 a 45 cm de diâmetro, com ritidoma (casca) glabro (sem pelos), áspero, de coloração creme acinzentado, e quando cortada exala cheiro característico de alho. 
As folhas são alternas, glabras em ambas as faces, membranáceas, trifoliadas (com três folíolos saindo do mesmo ponto), sob pecíolo (haste ou suporte) circular, longo de 5 a 9 cm de comprimento, cuja lamina foliar é presa por peciólulos (hastes secundarias) subsésseis (muito curtas) de 4 a 12 mm de comprimento. A lamina foliar é oval ou oblonga (mais longa que larga) com 5 a 15 cm de comprimento por 2 a 7 cm de largura, com base aguda (termina em ponta) e acuminados (com ponta longa) no ápice. Os folíolos laterais são oblíquos (desiguais em tamanho), e cuneiformes (em forma de cunha) na base. 
As flores são vistosas, e nascem no ápice dos ramos, reunidas em cachos corimbiformes (cacho em que as flores saem de pontos diferentes da mesma haste ou eixo) de 12 a 18 cm de comprimento, contendo de 15 a 32 flores de 7 cm de diâmetro.


Origem e habitat:

Aparece na floresta Amazônica, avançando para outras formações florestais como a Caatinga nordestina onde habita principalmente as matas ciliares, o Cerrado, o Pantanal no Brasil, atingindo o chaco da Bolívia e do norte da Argentina. Mais informações no link:

cultivo:

Planta subtropical, muito rústica e pode ser cultivada em todo o Brasil. Suporta temperaturas mínimas de até – 3º C no inverno, perdendo todas que são queimadas pela geada, ou temperaturas máximas de até 38º C. Pode ser cultivada desde o nível do mar até 1.300 m de altitude, preferindo os solos argilosos, ricos em matéria orgânica, na proximidade dos rios, com pH entre 5,5 a 7,2. Também suporta a seca por períodos longos e mantém a folhagem densa e verde por mais de 6 meses, mesmo sem chuva. Começa a frutificar com 4 a 6 anos após o plantio.

As sementes são de cor creme e achatadas; têm comportamento ortodoxo em relação ao armazenamento, ou seja, podem ser guardadas por mais de 2 anos sem perder a capacidade germinativa. Podem ser semeadas tanto em canteiros como em saquinhos individuais contendo o substrato composto de 40% de matéria orgânica, 30% de areia e 30% de terra de superfície. A germinação se inicia com 30 dias e prolonga-se até por 75 dias após a semeadura. O crescimento das plantas é rápido, atingindo 40 cm aos 6 meses de idade. A planta também pode ser reproduzida por estacas das raízes ou pela retirada de mudas que brotam por estolão das raízes superficiais.

Plantar no espaçamento de 6 x 6 m na região sudeste onde a arvore cresce menos e 8 x 8 m na região norte ou nordeste onde a planta cresce mais. As covas devem ter 40 cm nas três dimensões e adubada com 8 kg de composto orgânico, 500 g de calcário e 500 g de cinzas, tomando o cuidado de misturar os componentes aos 20 cm da terra da superfície e o preparo das covas deve ser feito 2 meses antes do plantio. A melhor época do plantio é em novembro ou dezembro, sendo necessário fazer apenas uma irrigação de 20 l de água após o plantio, repetindo uma vez por mês.

Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco. A adubação pode ser feita em setembro, com 10 kg de matéria orgânica, 1 kg de cinza vegetal e 100 gramas de adubo N-P-K 10-10-10 distribuídos numa coroa a 30 cm do tronco com 40 cm de largura e 5 cm de profundidade, tomando o cuidado de incorporar tudo com a terra tirada da coroa.

uso:

Frutifica em fevereiro a abril. A polpa pode ser consumida com a ajuda de uma colher, colocando porções na boca e chupando e jogando fora as sementes. Os frutos sem casca podem ser usados para enriquecer sopas de legumes. A Arvore tem magnífica floração e por sua grande produção de frutas, não deve faltar em projetos de reflorestamentos.


FONTES:
www.cnip.org.br
www.agencia.cnptia.embrapa.br

 
 
 
 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Catanduva - Pityrocarpa moniliformis



CLASSIFICAÇÃO:

  • Família:Fabaceae
  • Subfamília:Mimosoideae
  • Período de floração:
  • Transição entre a estação seca e a chuvosa.
  • Origem e Habitat: Caatinga, Mata Atlântica.


CARACTERÍSTICAS:

A catanduva é uma espécie pioneira, de porte médio e no nordeste do Brasil ocorre principalmente em solos arenosos. Suas inflorescências são reunidas em espigas, formadas por flores pequenas, perfumadas e com coloração amarelo claro. 

floração:

Sua floração em massa ocorre principalmente entre os meses de dezembro e abril, esse período é caracterizado pela transição da estação seca para a chuvosa. 
Durante esse período ainda ocorre muita carência de recursos florais na caatinga. Suas flores produzem néctar e pólen em abundância, os quais são responsáveis por atrair vespas, moscas e principalmente abelhas. Durante o período de transição entre a estação seca e a estação chuvosa, a catanduva é a principal fonte de pólen utilizada pela abelha jandaíra (Melipona subnitida).

plantio:

Devido às suas características melíferas, recomenda-se o plantio de catanduva em áreas de criação e conservação de abelhas nativas. Além disso, essa espécie possui crescimento rápido e pode ser utilizada em projetos de recuperação de áreas degradadas. 

Fontes:

www.cepan.org.br
www.cnip.org.br

Pacoté - permum vitifolium



  • Nome comun:algodão-do-mato


O pacoté ou algodão-do-mato é uma árvore de pequeno porte que  perde todas as folhas a estação seca. No entanto, durante a floração sua copa é formada apenas por flores amarelas e grandes que enfeitam a paisagem da caatinga. 

Suas flores não produzem néctar, mas suas anteras poricidas, cujos grãos de pólen são liberados por vibração, disponibilizam grandes quantidades de pólen aos visitantes florais. 

Durante a estação seca suas flores constituem uma importante fonte de pólen para as abelhas nativas. Os principais polinizadores dessa planta são abelhas de médio ou grande porte, as quais vibram nas anteras para retirar o pólen como, por exemplo, as abelhas mamangavas-de-toco (gênero Xylocopa) e as abelhas do gênero Centris.

Essa espécie é ornamental, possui crescimento rápido, é indicada para a construção de jardins com flora melífera e também pode ser utilizada em áreas de reflorestamentos. 

Fontes:
www.maya-ethnobotany.org
www.sunshine-seeds.de
www.biogeodb.stri.si.edu











Araçá – Psidium cattleyanum



CLASSIFICAÇÃO:

  • Nomes comuns:Araçá, Araçá-amarelo, Araçá-comum, Araçá-da-praia, Araçá-de-comer, Araçá-de-coroa, Araçá-do-campo, Araçá-rosa, Araçá-vermelho.
  • Família:Myrtaceae
  • Categoria:
  • Arbustos, Arbustos Tropicais, Árvores, Árvores Frutíferas
  • Origem e Habitat:América do Sul, Brasil.


CARACTERÍSTICAS:

O araçazeiro, cujo fruto é o araçá, é uma árvore ou arvoreta, de copa esparsa, muitas vezes com porte arbustivo, alcançando de 1 a 9 metros de altura. Ocorre naturalmente da Bahia ao Rio Grande do Sul, na Mata Altlântica. Seu tronco é tortuoso e apresenta casca lisa, escamosa, na cor cinza a marrom avermelhada, com ramos pubescentes quando jovens. As folhas são opostas, coriáceas, glabras, simples, inteiras, com forma elíptica a oblonga, e 5 a 10 cm de comprimento. As flores são solitárias, axilares e brancas, com longos estames. O período de florescimento é longo, estendendo-se de junho a dezembro.

frutificação:

A frutificação do araçazeiro também se estende por um longo tempo, ocorrendo durante a primavera e verão. Os frutos são do tipo baga, pequenos, globosos, de casca vermelha ou amarela, com polpa de cor creme a esbranquiçada, suculenta, doce e ácida, de sabor e aspecto semelhantes à goiaba, e com numerosas sementes. Os frutos, ricos em vitamina C, podem ser consumidos in natura ou na forma de sucos, sorvetes, doces, compotas, licores ou marmeladas. Eles também são muito apreciados pela fauna silvestre, que se encarrega de espalhar as sementes.



uso:

O araçazeiro é uma árvore ideal para pomares domésticos. Por ser de pequeno porte, não exige muito espaço para crescer e dar os frutos que toda família poderá apreciar. Também possui o poder de atrair uma infinidade de passarinhos silvestres, que vem degustar seus deliciosos frutos. Por este entre outros motivos, ele não deve faltar em programas de recuperação de áreas degradadas da mata atlântica.



Cultivo:

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. O araçazeiro aprecia o clima tropical, com o calor e a umidade, no entanto, é capaz de tolerar as geadas do clima subtropical. Apesar de preferir sol pleno, tolera sombreamento parcial. Como outras mirtáceas, o araçá é sensível à galhas e moscas-das-frutas. Multiplica-se por sementes.







Fontes: 
www.ibflorestas.org.br
www.colecionandofrutas.org
www.viveirofeltrin.com.br

 

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