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sábado, 27 de setembro de 2014

Pega-pinto - Boerhavia diffusa L.


CLASSIFICAÇÃO:

    • Nome comum:pega-pinto, agarra-pinto, bredo-de-porco, erva-de-porco, batata-de-porco,    tangaracá, erva-tostão (Brasil), yerba tostada, yerba tutón (Argentina), etc.
    • Família:Nyctaginaceae
    • Sinonímia:
    • Boerhavia diffusa var. hirsuta (Jacq.) Kuntze, Boerhavia diffusa var. mutabilis R.     Br., Boerhavia erecta L., Boerhavia coccinea Mill., Boerhavia caribaea Jacq., etc. 
    • Obs.:Boerhavia hirsuta Willd.(ilegítimo), Boerhavia hirsuta Jacq.(legítimo).
    • Origem e Habitat:Nativa do Brasil (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal).

Características:

O gênero Boerhavia descrito por Carl von Linnaeus, em 1753, inclui aproximadamente 50 espécies vegetais, e o nome do gênero foi em homenagem ao médico, químico e botânico holandês Hermann Boerhraave. 

Trata-se de uma herbácea bienal ou perene, suculenta, medindo de 50 cm a 1,0 m de altura, com muitos ramos vegetativos rasteiros e poucos ramos eretos, pilosos, de onde partem folhas pequenas, simples, opostas, ovadoblongas de margens onduladas, pilosas e pecioladas, de cor verde claro na face inferior, medindo de 4-8 cm de comprimento. 

Flores pequenas, pediceladas, reunidas em panículas isoladas, de coloração esbranquiçadas ou vermelhas, dispostas bem acima da folhagem. Raiz tuberosa. propagação é por sementes.

Os frutos são pequenas cápsulas com pêlos glandulares que se aderem à roupa e à pele. Sua 



USO MEDICINAL:

Parte usadaa planta inteira, principalmente a raiz.


Uso popular: Segundo a Irmã Eva Michalak, esta planta é indicada para dispepsia, congestão do fígado, hepatite, nefrite, hidropisia, cálculos da vesícula biliar, retenção da urina e nervosismo. 

Di Stasi assinala que na Região da Mata Atlântica o uso principal é na forma de infusão das folhas para expulsão de vermes (lombrigas) ou na infusão da planta toda contra hepatite e diarréia. 

Pio Corrêa (1984) refere o uso da raiz para problemas do fígado, icterícia, excelente diurético e contra picadas de cobras. 
Na forma de cataplasma feito com as raízes moídas e fervidas é usada contra mordedura de cobras e bicho-de-pé. 

Na Índia, as raízes são usadas para tratar males do fígado, vesícula, rins e problemas urinários. Tem uso veterinário para abcessos de pele, onde é feito um emplasto com uma pasta misturada com vinagre(ALONSO, 2004).

Na Argentina a raiz é usada como colagogo, diurético (como diurético também os talos foliáceos), refrescante e purgante. A raiz é empregada como alimento. 

No Paraguai costuma-se incorporar as raízes machucadas ao mate tererê como bebida refrescante e energizante. 

Na Martinica empregam-se as folhas na forma de decocção para fazer gargarejos em casos de faringite e angina. A decocção ou o suco das folhas são recomendadas como analgésicas e anti-inflamatórias. 


Na Guatemala é empregada para tratar erisipela e como antiparasitário, etc.

Composição química:

Alcalóides (concanvalina A, boerhavina), aminoácidos, ácido boerhávico, lignanas (liriodendrina, siringaresinol-B-glicosídeo), lipo-polissacarídeos, esteróis (beta-sitosterol, campesterol), ácido ursólico, liriodendrina, ácido esteárico, flavonóides, etc. 

Ações farmacológicas: 

Foram demostradas as seguintes ações farmacológicas com extratos das raízes: hepatoprotetora, diurética, colerética, hipotensiva, antiparasitária, antimicrobiana, anti-inflamatória, anti-hemorrágica, antiespasmódica e imunomoduladora. 

Efeitos adversos: 

Muitos testes foram feitos em animais para estudos sobre a toxicidade desta planta e nenhum detectou toxicidade nem teratogenicidade. 

Contra-indicações:

Não há referências sobre contra-indicações, porém, pelo princípio da precaução, não é recomendado extratos desta planta na gravidez e lactação. 

Referências:


ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. 1. ed. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. 

DI STASI, L.C. & HIRUMA-LIMA, C.A., Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica - São Paulo: editora Unesp, 2002. 

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2008.

MICHALAK, E., irmã. Apontamentos fitoterápicos da Irmã Eva Michalak. Florianópolis: Epagri, 1997.

PIO CORRÊA, M. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. Rio de Janeiro: IBDF, Ministério da Agricultura, Imprensa Nacional, 1984. 

Sá, C.F.C. 2010. Nyctaginaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB010903)

http://www.hortomedicinaldohu.ufsc.br/planta.php?id=250


















quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Oiticica - Licania Rígida



CLASSIFICAÇÃO:

  • Nome comum:Oiticica
  • Sinonímia:Moquilea tomentosa
  • Família:Chrysobalanaceae
  • Origem:Brasil
  • Ciclo de Vida:Perene

Características gerais:


A oiticica é uma planta da família Chrysobalanaceae, endêmica na caatinga e na vegetação típica da faixa de transição entre o sertão semi-árido do Nordeste e a região Amazônica (Mata dos Cocais) sendo encontrada nos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Tem grande importância, quer pelo aspecto ambiental de ser uma espécie arbórea perene sempre verde que preserva as margens dos rios e riachos temporários na região da caatinga, quer como espécie produtora de óleo. Durante todo o ano, inclusive nos períodos de seca, comuns às regiões de ocorrência natural dessa planta, mantém-se verde e fornece sombra ao homem e diversos outros animais.

madeira:


A madeira é branca e de fibras entrelaçadas, muito resistentes ao esmagamento. A planta alcança facilmente 15 m de altura e ramifica-se pouco acima do chão e a copa pode atingir até 15-20 m de circunferência e a inflorescência se dá em espigas racemosas, situadas  nas pontas dos ramos, aparecendo no mês de Junho até Outubro.

folhas:


As folhas, extremamente rígidas e coriáceas, se prestam para polir artefatos de chifre. Das suas folhas, troncos e frutos também se beneficiam as populações que constroem casas, utilizando a madeira, produzindo sabão e /ou combustível para a iluminação a partir do copioso óleo produzido pelos seus frutos e mesmo a produção de superfícies com capacidade de lixamento, pelo uso de suas folhas.

frutificação e uso:


Começa a frutificar antes do quinto ano, atinge a maturidade aos dez e pode produzir por mais de cem anos. É importante pelo óleo extraído das sementes, contidas em bagas de 7,5cm de extensão por dois de largura.

A casca do fruto é verde, mesmo quando maduro, mas se torna amarelo-escuro quando seca. Além de ser empregada na indústria de tintas de automóvel e para tintas de impressoras jato de tinta, além de vernizes, biodiesel e na apicultura, a Oiticica também é utilizada como planta medicinal, onde emprega-se o decocto ou macerado das folhas no tratamento do diabetes, e as folhas, extremamente rígidas e coriáceas, se prestam para polir artefatos de chifre.

Rico em iodo, é anticorrosivo, impede a formação de crostas e se usa na produção de borrachas, lonas de freios, tintas e vernizes. Atualmente existem avançados estudos para o aproveitamento de seu óleo na composição do Biodiesel. Em média, um pé de Oiticica produz 75 kg de frutos secos por safra, mas excepcionalmente, foram registrados exemplos com produção de até 1.500 Kg. Por todas essas vantagens também é muito aproveitada no paisagismo.

floração:


A floração é contínua até cem (100) dias, período  correspondente a abertura da primeira flor até a última. As flores são pequenas medindo de 2 a 5 mm de diâmetro, hermafroditas, amareladas no seu interior, agrupadas as centenas nas inflorescência. A abertura das flores coincide com a época mais seca do ano.

Fontes:

http://www.plantasonya.com.br/
http://pro.casa.abril.com.br/
http://infoaroeiras.blogspot.com.br/









quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Conheça alguns insetos que são mestres da camuflagem

Na natureza, existem muitas maneiras de se proteger de potenciais predadores: um casco protetor, veneno, tamanho ou velocidade, entre outros fatores. Mas talvez nenhuma forma de proteção seja tão astuta como a camuflagem. Você já teve a oportunidade de conferir aqui no Mega Curioso algumas das borboletas que se encaixam nesse perfil.
A camuflagem como forma de proteção se confirma especialmente verdadeira entre os insetos, cuja forma do corpo permite uma impressionante variedade de mimetismo biológico. Alguns desses insetos podem ser indistinguíveis no seu meio. Confira abaixo alguns exemplos incríveis dessas espécies que são mestres no disfarce.

1 – Louva-a-deus “folha-seca”

O bicho-folha-seca (ou louva-deus “folha seca”) parece que foi coberto de folhas mortas. Mas, algumas dessas "folhas" são, na verdade, partes do seu próprio corpo. A camuflagem incrivelmente convincente ajuda a escondê-lo dos predadores, mas também o auxilia na busca de suas próprias presas.

2 – Gafanhoto-folha

Esse inseto, da família Tettigoniidae, tem a camuflagem tão precisa que imita até as manchas de uma folha. Eles são conhecidos vulgarmente como “esperanças” e utilizam o seu visual para confundir os predadores.

3 – Bicho-pau

Os bichos-pau da ordem Phasmatodea são verdadeiramente algumas das criaturas mais bizarras do planeta. Seu corpo é tão alongado que eles se parecem com gravetos, galhos ou ramos finos. E quando um desses carinhas está descansando em uma pilha de galhos ou na ponta da ramificação de uma árvore, é quase impossível de detectar.

4 – Louva-a-deus orquídea

Talvez os mais “glamorosos” dessa lista, esses predadores floridos podem parecer os tipos extravagantes e graciosos, mas na verdade eles podem também ser assassinos cruéis. Eles usam a sua camuflagem, que imita uma pétala de flor, para se esconder de suas presas. Quando as moscas, abelhas e outros polinizadores se aproximam da flor, o louva-a-deus ataca sem piedade. É o ciclo da sobrevivência!

5 – Gafanhoto da areia

Chamar essa espécie de "gafanhoto" pode parecer um equívoco devido ao seu habitat arenoso (e sua camuflagem perfeitamente correspondente a esse tipo de solo), mas seus indivíduos costumam usar esse disfarce para saltar com segurança entre as gramíneas adaptadas a solos arenosos.

6 – Folha ambulante

O inseto-folha ou folha-ambulante, da família Phylliidae, é talvez o que possua a camuflagem mais impressionante. Como seu nome sugere, eles evoluíram para imitar as folhas em vez de galho e seu mimetismo é particularmente avançado.
Eles utilizam a camuflagem isso com tanta precisão que, na maioria das vezes, os predadores não são capazes de distingui-los das folhas reais. Em algumas espécies, a borda do corpo do inseto ainda tem a aparência de marcas de mordidas, como se fossem de folhas comidas por outros insetos.
Para confundir ainda mais os predadores, quando o inseto caminha, ele balança para frente e para trás, para imitar uma folha real que está sendo soprada pelo vento.

7 – Mariposa-salpicada

Estes insetos notavelmente adaptáveis são frequentemente utilizados como um exemplo clássico de seleção natural em ação. Originalmente, eles desenvolveram o seu visual "salpicado" para se misturar a superfície em que estavam quando descansavam sobre troncos de árvores de cor clara e líquenes.
Mas, devido ao excesso de poluição durante a Revolução Industrial na Inglaterra, muitos líquenes morreram e as árvores ficaram enegrecidas de fuligem. Isso tornou mais fácil para os predadores encontrá-las. Por isso a população começou a evoluir para uma coloração mais escura de fuligem com a aparência salpicada vista atualmente.

8 – Inseto “assassino”

Este inseto tem uma estratégia diferente, mas muito mais assustadora para a sua camuflagem. OAcanthaspis Petax, da ordem Hemiptera e da família Reduviidae, utiliza pilhas de cadáveres de suas vítimas em suas costas para se esconder de predadores, formando uma armadura macabra de carcaças.
Embora possa parecer uma estratégia estranha, estudos têm mostrado que os insetos dessa espécie são dez vezes menos propensos a serem atacados por aranhas.

9 – Inseto-espinho

Esses insetos, que estão relacionados com as cigarras, desenvolveram um tipo de “chifre” ornamental, que lembra espinhos em um galho. Não só isso ajuda sendo uma excelente camuflagem como também desencoraja predadores (tanto do inseto quanto da planta em que ele está) a dar uma mordida.


 

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