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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Alecrim - Rosmarinus officinalis




CLASSIFICAÇÃO:

FILO:
Magnoliophyta
CLASSE:
Magnoliopsida
ORDEM:
Lamiales
FAMÍLIA:
Lamiaceae
GÊNERO:
Rosmarinus
ESPÉCIE:
R. officinalis

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é um arbusto Arbusto aromático e perene, ocorrendo dos 0 a 1500 m de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam- o como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.

Como qualquer outro nome vernáculo, o nome alecrim é por vezes usado para referir outras espécies, nomeadamente o Lavandula stoechas, que possui exactamente o étimo rosmarinus.No entanto, estas espécies de plantas, alecrim e rosmaninho, pertencem a dois géneros distintos, Rosmarinus e Lavandula, respectivamente, e as suas morfologias denotam diferenças entre as duas espécies, em particular, a forma, coloração e inserção da flor.

Utilizado na Roma antiga, onde era queimado para purificar os túmulos sagrados, casas de doentes e fontes. Em Atenas, era costume colocar folhas de alecrim nas mãos dos falecidos, como símbolo da imortalidade da alma. Era também utilizado como símbolo da fidelidade em casamentos.
 
Seu óleo essencial foi obtido pela primeira vez em 1.330, por Ramón Llull, ficando a partir daí, muito popular em perfumaria e participando como componente principal da famosa “água do reino da Hungria” ou “água húngara”;
 

CARACTERÍSTICAS:


Atinge até 1 metro de altura, tem caule lenhoso, folhas simples, opostas, lineares e de até 3,5 cm. É um arbusto muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas, opostas, lanceoladas.

A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentado enquanto a superior é verde brilhante. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. O fruto é um aquênio. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins.


Toda a planta exala um aroma forte e agradável. Utilizada com fins culinários, medicinais e religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colônia, pois contém tanino, óleo essencial, pineno, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.

A sua flor é muito apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel.


CULTIVO:

Normalmente é propagado por estaquias de galhos. É nativo da região mediterrânea, crescendo em diversos tipos de solos, em áreas de até 2.800 m. de altitude. Não tolera geadas. Os principais produtores são a Espanha, Tunísia, Marrocos, Portugal, Turquia e Índia;Devido à sua atratividade estética e razoável tolerância à seca, é utilizado em arquitetura paisagista, especialmente em áreas com clima mediterrânico. 




É considerada fácil de cultivar para jardineiros principiantes, tendo uma boa tolerância a Praga (organismo) e a secas. Deve ser plantado, preferencialmente, na primavera ou no verão o ideal é por meio de mudas, mas pode ser plantado através de sementes neste caso a planta demora bastante tempo para se desenvolver, deve se irrigar a planta levemente apenas quando o solo estiver seco a mais de 2 cm de profundidade.


O alecrim é facilmente podado em diferentes formas e tem sido utilizado em topiária. Quando cultivado em vasos, deverá ser mantido de preferência aparado, de forma a evitar o crescimento excessivo e a perda de folhas nos seus ramos interiores e inferiores, o que poderá torná-lo um arbusto sem forma e rebelde. Apesar disso, quando cultivado em jardim, o alecrim pode crescer até um tamanho considerável e continuar uma planta atraente.

Pode ser propagado a partir de uma planta já existente, através do corte de um ramo novo com cerca de 10–15 cm, retirando algumas folhas da base e plantando directamente no solo.


uso  culinário:


Fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça, carne de porco, salsichas, linguiças e batatas assadas. Na Itália é utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela. Em churrascos, recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas do carvão aceso, perfumando a carne e difundindo um agradável odor no ambiente. Pode ser utilizado ainda em sopas e molhos.
 

uso  medicinal:




É uma das plantas medicinais mais conhecidas desde a Antiguidade graças as suas propriedades medicinais, comestíveis e aromatizantes. No antigo Egito, era utilizada em formulações para embalsamamento dos mortos (mumificação). Era também muito comum nos mosteiros. 
 
Princípios ativos: Óleos essenciais diversos (alfa e beta-pineno, canfeno, mirceno e limoneno, cineol, alcanfor, linalol, verbinol); 
Terpenóides (carnosol, ácido oleânico, ursólico, carnosílico);
Flavonóides (apigenina, diosmetina, diosmina, genkwanina, luteolina, plantagina);
Outros (ácidos fenólicos- cafeico, clorogênico, labiático, rosmarínico-, colina, estigmasterol, taninos;
 
Medicinalmente é usada como antibiótico, antiinflamatório, digestivo (hepatoprotetor, colerético), anti-espasmódico, anti-oxidante (retarda o envelhecimento celular), estimulante, reduz a permeabilidade capilar, diurético, mucolítico (expectorante), anti-parasitário, rubefasciente (aumenta a circulação local) para uso tópico;
 
Partes utilizadas: Talos, folhas e flores;
 
Formas de uso e dosagem:
 
Uso interno:
Infusão 2 a 4% -3X ao dia;
Extrato seco (8:1)- 0,3 a 1,0 g/dia, dividido em 3 tomadas;
Extrato fluído (1:1 em 45% de álcool)- 2 a 4 ml ao dia, dividido em várias tomadas;
Óleo essencial- cápsulas de 50 mg, 2 a 3X ao dia;
 
Uso externo:
Solução alcoólica ou oleosa a 5% (repelente de insetos e para nevralgias), utilizado também em associação com a urtiga em tônicos capilares para queda de cabelo;
 
Tempo de uso: Evitar o uso interno prolongado;
 
Efeitos colaterais: Irritação cutânea e fotosensibilidade. Pode levar a crises convulsivas (em altas doses), aumento da glicemia e da pressão arterial;
 
Contra-indicações: Contra-indicado durante a gravidez e lactação, em diabéticos, hipertensos, epiléticos e crianças menores.


Fontes: 
www.wikipedia.org
www.jardineiro.net
www.unieuro.edu.br








































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