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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Mandacaru - Cereus jamacaru




CLASSIFICAÇÃO:

FILO:
Magnoliophyta
CLASSE:
Magnoliopsida
ORDEM:
Caryophyllales
FAMÍLIA:
Cactaceae
GÊNERO:
Cereus
ESPÉCIE:
C. jamacaru



O mandacaru (Cereus jamacaru), também conhecido como cardeiro e jamacaru,[1] Planta da família das Cactaceae, gênero cactus. Arbustiva, xerófita, nativa do Brasil, disseminada no Semiárido do Nordeste. Mandacaru vem do tupi mãdaka'ru ou iamanaka'ru, que significa «espinhos em grupo que fazem mal, danificam.

Características:

Nasce e cresce no campo sem qualquer trato cultural. A semente espalhada pelas aves ou pelo vento, não escolhe lugar para nascer. Até sobre telhados de casas rurais pode-se ver pé de mandacaru. 


O crescimento fica na dependência dos nutrientes do solo em que germina. A espécie típica do Bioma Caatinga pode atingir 5 até 6 metros de altura. Adaptada a viver em ambiente de clima seco, com quantidades de água reduzidas, suas folhas se transformaram em espinhos, que acabam sendo elementos de defesa frente aos animais herbívoros.


Suas raízes são responsáveis pela captação de água no lençol freático. O caule ou tronco colunar serve de eixo de sustentação e sua parte central, o miolo, contém vasos condutores da água e outras substâncias vitais à planta. Lateralmente ao caule, saem peças articuladas facetadas cuja morfologia lembra um grande castiçal com várias ramificações. 



A parte externa seja do tronco ou das brotações laterais, é protegida por uma grossa cutícula que impede excessiva perda de água por transpiração. As flores desta espécie de cacto são brancas, muito bonitas e medem aproximadamente 12 cm de comprimento. Desabrocham à noite e murcham ao nascer do sol. Alimentam as abelhas, especialmente de arapuá. 


Seus frutos têm uma cor violeta forte, um formato elipsoide, alcança 15 cm de comprimento e 12 cm de diâmetro em média. A polpa é branca com sementes pretas minúsculas, que servem de alimento para diversas aves típicas da Caatinga.



como plantar:


Para a instalação de um campo de mandacaru, basta o produtor cortar pedaços dos galhos da planta, deixar secar de um dia para o outro, e enterrar apenas uma parte no solo. É um processo bem simples e de custo baixíssimo.

Testes realizados no Campo Experimental da Caatinga, e em propriedades de agricultores revelam o bom desempenho produtivo da espécie nativa. Em 1 ha de caatinga, no espaçamento de 1 m para 1 m, é possível cultivar cerca de 10 mil plantas e colher 78 t de matéria verde ou 13,26 t (17%) de matéria seca.

Uma novidade no trabalho do pesquisador são os testes em áreas de agricultores com variedades sem espinho de mandacaru em áreas do sertão. Estes materiais são originários de zonas próximas ao litoral do Ceará e Rio Grande do Norte. Aí, apresenta altura que varia de 3,5 a 5.5 metros com copa bastante desenvolvida aos três anos de idade. Nos plantios instalados nos sertões da Paraíba e Pernambuco o crescimento verificado foi menor, em função da quantidade inferior de chuvas. Todavia, apresenta a vantagem de não ter espinhos, o que facilita o seu manejo e utilização na alimentação dos animais na seca.

Fontes: 

http://www.paisagismodigital.com
http://www.cerratinga.org.br
https://pt.wikipedia.org/



















































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