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quinta-feira, 30 de março de 2017

Chia - Salvia hispanica



A Salvia hispanica, popularmente conhecida como chia ou sementes de chia, é uma planta herbácea da família das lamiáceas (assim como o alecrim e a sálvia), nativa da Guatemala e das regiões central e austral mexicanas (e Colômbia). Há evidência de que os astecas cultivavam o vegetal em tempos pré-colombianos presente no Códice Mendoza, datado do século XVI, documento no qual também se mencionava sua relevância agrícola à época.



CLASSIFICAÇÃO:

DIVISÃO:
Magnoliophyta
CLASSE:
Liliopsida
ORDEM:
Lamiales
FAMÍLIA:
Lamiaceae
GÊNERO:
Salvia
ESPÉCIE:
S. hispanica

 



Mais conhecida por sua semente, a qual é comercializada integralmente, moída ou em forma de óleo, a chia também é dona de folhas que podem ser aproveitadas para infusões. Ambos derivados, independente da forma, são tidos como ricas fontes de minerais, aminoácidos essenciais e ômega 3. É frequentemente enaltecido seu potencial em prevenir doenças cardiovasculares, diabetes e até tumores, além do de auxiliar na perda de peso

Etimologia:

A palavra chia deriva da palavra do nahuatl chian, que significa "oleoso". Diz-se que o estado mexicano de Chiapas pode ter sido nomeado também a partir da língua náuatle, significando "água de chia" ou "rio de chia".

É uma das duas plantas conhecidas como chia, sendo a outra Salvia columbariae, esta também denominada chia dourada.
 



Semente de chia:

A semente da chia possui formato oval e "diâmetro" de aproximadamente 2 mm. É visivelmente a principal parte da planta nos âmbitos comercial e gastronômico.

Características nutricionais:

A semente da chia é, por vezes, considerada um alimento funcional dadas suas características compositivas. Seu efeito mucilaginoso (o de absorver e reter quantidade significativa de água, como um emulsificante), devido à alta concentração de fibras, torna a chia interessante para quem busca emagrecer, posto que pode intensificar a sensação de saciedade.


É possível escrutinar a importância nutricional da semente de chia com a seguinte lista:

Ômega 3: A semente da chia é uma das mais ricas fontes conhecidas (tanto entre as vegetais quanto entre as animais) do ácido alfalinolênico, um dos ácidos graxos classificados como ômega 3.


Cálcio: cinco vezes a concentração do mineral encontrada no leite de vaca.

Magnésio: 100 gramas da semente de chia pode conter o mesmo que 200g do mineral presente em nozes ou 1,6 kg de brócolis, por si só considerados alimentos ricos no nutriente.


Manganês e fósforo: 100 gramas de chia contêm 108% do manganês e 95% do fósforo demandados por um adulto numa dieta de 2.000 quilocalorias/dia. 

Proteínas: 15% da composição da chia é proteica, sendo seus aminoácidos, em conjunto, formadores de alto valor biológico. Apenas 28 gramas da semente fornecem 9% da proteína que um adulto demanda, em média.

Fibras: a alta concentração de fibras alimentares (38 gramas a cada 100) faz da chia um aliado do emagrecimento e na boa digestão.

Antioxidantes: a presença do flavonoide kaempferol e, em menor quantidade, os ácidos cafeico e clorogênico presentes provêm à chia efeito antioxidante comparável ao que apresenta o Trolox, antioxidante comercial da Hoffmann–La Roche.
 


Aplicação culinária:

A semente de chia, quando utilizada de maneira integral, pode ter diversos usos culinários. Agindo quase como emulsificante, torna líquidos mais próximos de um gel e dá "liga" a massas.

Receitas que podem incluir a semente de chia são pudins, pães, tortas, quiches, mousses, cremes, patês, risotos, farofa, saladas de frutas, sumos e vitaminas.


Controvérsia:

Em estudo realizado por membros da Appalachian State University, situada nos EUA, 90 pessoas acima do peso (IMC = 25), entre 20 e 70 anos e saudáveis, foram submetidas ora a placebo, ora a ingestão de duas doses diárias compostas por 25 gramas de sementes de chia, adicionadas a 250 ml de água e agitadas, uma antes do café da manhã e, a outra, do jantar. O placebo era nutricionalmente equivalente, salvo as quantidades de ácidos polinsaturados e de fibra alimentar. A seleção do grupo controle, aleatória. O intervalo da pesquisa foi de 12 semanas (aproximadamente 3 meses, precisamente 84 dias que totalizaram 4,2 kg do grão em questão) e somente 14 dos 90 indivíduos participantes não seguiram à risca as exigências dos cientistas.


A conclusão foi que não houve diferença significante entre as duas amostras, tanto em questão de peso quanto em composição corpórea, além da manutenção dos níveis de pressão sanguínea e de proteína c-reativa, entre outros fatores por vezes considerados suscetíveis à ingestão regular de chia.
 

BENEFÍCIOS:

A chia é uma semente altamente proteica, utilizada por nativos das Américas há séculos atrás. A chia produz diversos benefícios para saúde e entre eles cito: controle da glicemia, é antioxidante evitando o envelhecimento precoce da pele, combate processos inflamatórios no organismo, regula níveis de colesterol sanguíneo e protege o coração. E consequentemente a isso auxilia na perda de peso.

Outros Benefícios:

1 – Produz saciedade:
suas sementes são mucilaginosas, ou seja, ricas em fibras ao entrarem em contato com a água, formam um gel no estômago. Diante dessa reação, a digestão torna-se mais lenta. Assim, o indivíduo fica satisfeito mais rapidamente e, então, passa a consumir porções menores.

2 – Combate inflamação: toda gordura é resultado de um processo inflamatório do organismo, que deixa de enviar mensagens de saciedade ao cérebro. Assim, perde-se o controle sobre a fome. O ômega 3 presente no grão combate essa inflamação, ajudando o corpo a recuperar o controle sobre o apetite.

3 – Desintoxica: por ser fibrosa, a chia ajuda a regula o trânsito intestinal e limpa o organismo.
 
 

Como usar a semente:


Sem muito segredo, sua praticidade é singular e tem sabor suave e quase imperceptível o que facilita a sua utilização. Basta misturar as sementes inteiras ou moídas a preparações como saladas, molhos, sucos, frutas picadas, iogurtes, sopas e até pratos à base de massas.

Pode ser encontrada no mercado nas formas de grão, farinha ou óleo. Ao contrário da linhaça, não necessita ser triturada ou cozida. É isenta de glúten, podendo ser consumida por portadores de doença celíaca.

Quanto ao consumo recomendado, duas colheres de sopa por dia (40g) são suficientes para fornecer os benefícios à saúde.

Obs: Independentemente do jeito que você prefere consumi-la, a chia deve ser ingerida 30 minutos antes de duas das suas principais refeições diárias que escolher (café da manhã, almoço ou jantar).



Atenção! Contra-indicação: Por ser uma semente bastante calórica deve ser consumida nas medidas mencionadas acima, pois seu excesso poderá produzir o efeito contrário, ou seja, você ganhará peso em vez de eliminá-lo.

Cuidado! Para potencializar o efeito da chia procure seguir uma dieta equilibrada e praticar atividade física regularmente, além de consultar seu nutricionista.



RECEITINHAS RÁPIDAS:


Mousse de Cacau com Chia (sem açúcar, sem ovo e sem leite)

Ingredientes:

- 2 xícaras de chá de água gelada

- ½ xícara de água com 1 colher de sopa de semente de chia (deixar por 20 min)

- ½ abacate maduro

- 2 colheres de sopa rasas de cacau em pó

- melado de cana para adoçar

Modo de Preparo:

Coloque tudo no liquidificador e acrescente o abacate picado e o cacau. Bata até que fique com a consistência de mousse. Sirva em seguida.

Rende 2 porçoes.










Molho de Chia para Saladas

Ingredientes:

- 2 colheres (sopa) de sementes de chia

- 2 dentes de alho amassados com sal marinho a gosto

- 1 colher (sopa) de suco de 1 limão

- 1 tomate (sem pele e sem sementes)

- 1/2 xícara (chá) de água

Modo de preparo:

Bata os ingredientes em um processador e use como tempero.










Fonte:  ANutricionista.Com - Angelita Grebin Ewald - CRN2 8064 - Nutricionista em Lajeado.


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Salvia_hispanica
https://www.chaecia.com.br/
























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